Uma mulher destruída... Há muito tempo que Crystal deixou de acreditar no amor, preferindo a apatia permanente ao risco de um desgosto amoroso. Por detrás da sua aparente frieza esconde-se um coração partido, uma mente desconfiada, uma alma fechada em si mesma... Um homem que precisa de ajuda ... E de repente surge Gabriel Dalton. Apesar do seu passado sombrio, Gabriel é gentil e bondoso. Crystal sente-se irremediavelmente fascinada por ele e, mesmo sabendo o preço a pagar, ela começa a questionar todas as verdades que sempre considerou irrefutáveis... Só o amor cura um coração despedaçado. Nunca ocorrera a Crystal e a Gabriel que o mundo que lhes roubara tudo pudesse agora recompensá-los com um amor tão avassalador. Mas o destino dá apenas o primeiro passo, cabe-lhes a eles fazer a derradeira escolha: fechar novamente o coração ou encontrar a coragem de se libertarem de um passado infeliz...
Crystal já não vive. Sobrevive.
Fechou o coração, desligou as emoções e convenceu-se de que sentir dói demasiado. Há nela uma frieza que não é indiferença. É proteção. É medo. É cansaço de perder. Como sempre tinha acontecido até aquele ponto na sua vida em que pensava que não podia descer mais fundo...
E depois aparece Gabriel Dalton.
Gabriel também carrega sombras, daquelas bem pesadas, que marcam uma vida inteira, mas há nele uma doçura inesperada. Uma paciência que não exige, que não força. Ele vê Crystal. Mesmo quando ela faz tudo para não ser vista. E é impossível não nos apaixonarmos por ele um bocadinho também.
O que mais me tocou nesta história foi isto: dois corações partidos que não se salvam um ao outro de forma mágica, escolhem, todos os dias, tentar. Escolhem confiar quando seria mais fácil fugir. Escolhem amar mesmo sabendo o risco.
A relação deles cresce muito devagar, com medo, com hesitação, mas com uma verdade que se sente na pele. Não é um amor perfeito. É um amor que cura.
E eu senti cada passo. Cada aproximação. Cada recuo. Cada hesitação e cada mágoa em deixarem-se ser amados. Principalmente Crystal.
Terminei com o coração cheio e aquela sensação rara de ter lido uma história que dói… mas que também aconchega.
E no meio de tanta dor e tanto medo, há uma frase que fica:
“Não são as coisas que fazemos com amor e boas intenções que acabamos por lamentar. São as coisas que não fazemos que temos de aprender a viver. Sê honesto contigo próprio quanto às tuas intenções, Gabriel, e depois segue o teu coração. Independentemente do desfecho, nunca viverás com arrependimentos.”
Porque no fundo é isto que esta história nos ensina: amar é um risco. Mas viver com arrependimento dói muito mais.
E o Gabriel e a Crystal escolheram amar.
E eu senti cada segundo dessa escolha.
Cinco estrelas, sem dúvida.













