22/11/2022

Novidade Marcador | Casa de Terra e Sangue - Cidade Da Lua Crescente 1 | Sarah J. Maas | Grupo Editorial Presença

 


Bryce Quinlan, uma jovem meio feérica, meio humana, tinha a vida perfeita até um demónio assassinar os seus amigos e a deixar vazia, ferida e sozinha. Quando os crimes persistem apesar de o acusado já estar atrás das grades, Bryce decide que fará o que for preciso para vingar as suas mortes.

Hunt Athalar é um anjo caído, um escravo dos arcanjos que em tempos tentou destronar. A sua força brutal serve agora para um único propósito: destruir os inimigos do seu dono. Mas Bryce propõe-lhe um acordo irrecusável: se a ajudar a encontrar o demónio assassino, a liberdade estará ao seu alcance.

Quando Bryce e Hunt mergulham nas profundezas da Cidade da Lua Crescente, descobrem duas coisas: um poder sombrio que ameaça tudo o que desejam proteger e uma atração feroz que pode libertar ambos.

Com personagens inesquecíveis, uma narrativa apaixonante e um enredo cheio de suspense, o novo livro da autora bestseller Sarah J. Maas vai fazer-te mergulhar numa história sobre a dor da perda, o preço da liberdade e o poder do amor.

Citações
«É esse o objetivo, Bryce. Da vida. Viver, amar, sabendo que tudo pode acabar amanhã. Torna tudo ainda mais precioso.»

«Então que o mundo saiba que o meu primeiro ato de liberdade foi ajudar os meus amigos.»

«És a pessoa a quem não preciso de me explicar... não quando importa. Tu vês tudo o que sou, e não foges disso.

Críticas
«Terno, engraçado, frustrante, escaldante, pleno. Paranormal moderno misturado com boa fantasia à antiga… de proporções verdadeiramente épicas.»Laurell K Hamilton

Prémios
Goodreads Choice Award for Fantasy (2020), LovelyBooks Leserpreis for Bestes Buchcover and for Jugen

Opinião | O Príncipe Cruel | Holly Black | TopSeller Bliss


Afia a tua lâmina.
Protege o teu coração.
Passaram dez anos desde que Jude e as irmãs foram raptadas pelo assassino dos seus pais e levadas para Faerie — o reino das fadas. Jude sente um verdadeiro fascínio pela beleza destes seres mágicos e imortais, mesmo sabendo que também são malévolos e impiedosos, e continua a sonhar em pertencer a este mundo encantado.
Mas o povo das fadas despreza mortais e, para se tornar cavaleira e receber um lugar na Corte, Jude tem de arriscar a sua mortalidade e desafiar o príncipe Cardan, o filho mais novo e mais cruel do Rei Altíssimo. O príncipe odeia Jude e tudo fará para se ver livre dela. TUDO!
É então que Jude se envolve nas intrigas e atividades de espionagem do palácio, acabando por descobrir o seu próprio talento para derramar sangue. E quando o seu sonho está prestes a tornar-se realidade, o destino de Faerie fica por um fio, obrigando Jude a fazer uma inesperada e perigosa aliança para salvar as irmãs e o reino que tanto a rejeita.

As fadas não são de confiança,
Mesmo quando dizem a verdade…


    Este livro, apesar de toda a hype em volta dele, conseguiu surpreender-me bastante. Isto porque, se no início as coisas estavam um pouco mornas, a partir de uma certa altura mudam completamente. Tenho de admitir que a certa altura estava a ficar um pouco decepcionada com o rumo das coisas. 
    Jude era apenas uma humana no mundo das fadas, com desejos de ser uma delas. Sujeitava-se a todo o tipo de chacota sem revidar, embora tivesse vontade de o fazer. Parecia-me um pouco patética, na verdade. Cardan, por sua vez, parecia-me ser um miúdo fada mimado e habituado a que tudo fosse feito do jeito dele, só por ser um dos príncipes reais. Contudo, não tardou a que tudo fosse colocado em "pratos limpos". 
    Depois de um início lento e, muitas vezes de dar vontade de adormecer, Holly Black consegue, de forma astuta e inteligente, prender a nossa atenção através de uma mudança completa de Jude e até de Cardan. É nessa fase que percebemos que numa história como esta, um enquadramento, ainda que lento, é necessário para que nada nos escape.
    Ora, temos uma Jude e a sua gémea, Taryn, que, à primeira vista, são unha com carne. E até são... só que não o serão para sempre. Aos poucos vão-se distanciar uma da outra e a traição de uma não será fácil para a outra aceitar e perdoar. Depois temos a nossa linda irmã fada, Vivienne (a minha preferida pela sua irreverência e lealdade ao mundo dos humanos), que, mesmo após dez anos passados, não aceita o amor do seu pai biológico Madoc, e que não o perdoa por ter assassinado a mãe e o pai adoptivo. É uma fada com tudo o que isso implica, mas ao contrário de Jude, só queria ser normal.
    Conseguimos, ao longo da leitura, testemunhar o crescimento e amadurecimento de Jude em relação a tudo o que a rodeia, seja bom ou mau e, com o correr do tempo, ela vai começar a perceber a razão de Cardan ser como é. Bruto, arrogante, intransigente, violento e cínico. Apesar de toda a sua beleza, Cardan não consegue evitar o ódio latente de e por Jude. Gostei particularmente de quando os dois conseguem, finalmente, arranjar uma forma de declararem um ao outro uma espécie de tréguas provisórias.
    Depois de uma fase mais lenta da história, eis que há todo um revirar dos acontecimentos e tudo o que pensamos que ia acontecer, se tudo corresse como Dain, irmão de Cardan, queria, corre exactamente ao contrário. Uma fase violenta, sangrenta e dantesca da história que não nos deixa colocar a leitura de parte e tudo o que queremos é ver e saber como vão correr as coisas para Cardan e Jude que, num acordo tácito, resolvem trabalhar juntos para se salvarem. Nesta fase já gosto muito mais de Jude e de Cardan, e consigo perceber todo o frenesim em volta deste casal. Finalmente, conseguimos perceber o quanto Jude é guerreira e o quanto Cardan é ostracizado no seio da família real, fazendo com que ele seja como é quando não está sozinho.

    A meu ver, e ainda bem que temos mais dois volumes desta saga, acho que ainda vamos ver muitas mudanças e muitas reviravoltas nesta história toda. Que fique claro que, embora continue a gostar imenso da Vivienne e da Jude, já não posso dizer o mesmo de Taryn. Fiquei extremamente desapontada com ela. Mostrou ser alguém que não merece confiança. Pode ser que, entretanto, nos volumes seguintes, ela mostre ser digna de ser perdoada e amada.

    Que venha o próximo!!

18/11/2022

Opinião | O Regresso | Nicholas Sparks | Editora ASA

 

Trevor Benson não planeava voltar a New Bern, na Carolina do Norte. Mas quando uma explosão perto do hospital onde trabalha no Afeganistão o deixa com ferimentos devastadores, a velha casa que herdou do avô parece um bom lugar para recuperar.

Decidido a regressar à faculdade de Medicina, Trevor não está minimamente disponível para amar… mas o primeiro encontro com Natalie abala as suas convicções. A ligação entre ambos é impossível de ignorar, mesmo que Natalie se esforce por manter uma distância inexplicável.

Igualmente difícil de compreender é Callie, a adolescente solitária que mantinha com o avô de Trevor uma profunda relação de amizade. Trevor espera que a jovem o ajude a desvendar o mistério que paira sobre a misteriosa morte do avô, mas com pouco sucesso… até que a verdadeira natureza do passado de Callie ameaça ser revelada, deixando Trevor perante um segredo que nunca poderia ter antecipado.

Na sua missão para decifrar os segredos de Natalie e de Callie, Trevor irá descobrir o verdadeiro significado do amor e do perdão… e que na vida, para seguir em frente, temos muitas vezes de voltar atrás.


    O Regresso de Nicholas Sparks, é aquele tipo de livro que, apesar de não ser totalmente virado para o romance lamechas aos quais este autor já nos habituou, traz sempre um conforto quentinho ao coração. A meu ver, é o livro perfeito para quando não sabemos bem o que havemos de ler a seguir e precisamos de um incentivo para continuar a ler com vontade e gosto.
    Trevor não é o tipíco personagem romântico que estamos habituados. É um homem marcado pela tragédia, física e emocionalmente embora passe a ideia de ser uma pessoa calma e ponderada. Nunca o vemos alterado e nunca o vemos num estado que nos dê a entender que ele tem Sídrome de Stress Pós Traumático devido a uma explosão no hospital onde ele trabalhava quando foi deslocado para o Afeganistão. Deixou a profissão de médico pois sofreu danos praticamente irreparáveis no corpo e, uma vez que resolveu dar um novo rumo à sua vida, deixa a sua vida na cidade e vai morar para a casa do avô. Contudo, ele só toma essa decisão depois de receber a notícia de que o seu avô foi internado e que tem pouco tempo de vida. Tendo em conta que depois de perder os pais ainda em criança, o avô foi a pessoa que conseguiu fazer com que ele fosse uma criança razoavelmente feliz apesar da perda dos pais, Trevor não pensa duas vezes em largar tudo e ir ter com ele. No entanto, chegou apenas a tempo de ouvir umas breves palavras soltas da parte do avô e a certeza de que era uma pessoa amada. 
    Sem o avô, Trevor muda-se para a casa que fez parte da sua infância e, junto com a criação de abelhas do avô, ele vai conhecer pessoas que vão mudar-lhe a vida. A começar por Natalie, a jovem ajudante do xerife da vila pacata para onde ele se mudou. Uma vez que não contava apaixonar-se pois nunca tinha tido muita sorte e consistência nos seus relacionamentos, muito menos agora depois de tudo o que lhe aconteceu, Trevor fica algo surpreendido quando a sua relação de apenas conhecido de Natalie, escala ao ponto de se declarar a ela e admitir que ela é a mulher da sua vida. No entanto, da parte dela, as coisas não funcionam assim e, pelas circunstâncias da sua vida, ela não pode lançar-se a um novo amor. De qualquer forma, na minha modesta opinião, o romance/relacionamento entre Trevor e Natalie é apenas secundário, sendo que a história principal é resolver o mistério que envolve a morte do avô de Trevor e o que paira sobre Callie, a adolescente que mora numa roulote velha, perto da quinta do avô de Trevor, e sobre a qual ninguém sabe seja o que for. 
    Achei refrescante, (à falta de melhor palavra), a forma como Nicholas Sparks nos traz um romance leve, com um twist de mistério e investigação, que nos leva a querer ler até ao fim para podermos, finalmente, saber quem é Callie, na verdade e porque motivo Natalie continua a afastá-lo, quando claramente se vê que ela também gosta dele.

    Ao longo do livro temos um pormenor que achei delicioso por parte da editora e do próprio Nicholas Sparks. Temos, em três partes do livro, um Código QR que nos leva a três vídeos do próprio autor a falar do livro e a incentivar-nos a ler e a conhecer mais sobre esta história e estas personagens deliciosas.

    Adorei "Regressar" a Nicholas Sparks, sem dúvida, o meu autor de conforto.
            Recomendo!

14/11/2022

Opinião | Letra Miudinha | Lauren Asher | Marcador Editora

Quando o avô morre, deixa a cada um dos netos uma participação numa empresa que vale milhares de milhões de dólares... sujeita a certas condições que têm de cumprir.

Rowan deve apresentar um plano ao Conselho de administração da empresa para recuperar e renovar o parque e depois seguir com a sua vida. Não conta com o facto de conhecer Zahra, que é exatamente o seu oposto.

Quando, num momento de embriaguez, ela entra na sua vida ao enviar acidentalmente uma crítica à atração mais cara do parque, desencadeia uma tempestade que mudará a sua vida e de Rowan.
Será que vai ensinar-lhe que dinheiro não é tudo?

    Este é um daqueles livros que faz com que eu me sinta extremamente feliz por ser a viciada que sou em livros e a tudo o que a eles diz respeito. 
     
      Fui com algumas reservas para a leitura deste primeiro livro da série "Dreamland Billionaires", visto que estava a ser tão falado. Quando assim é, tento ir com o menor nível de expectativas possível. Não gosto de me decepcionar com os livros. Ia ficar mesmo triste se isso tivesse acontecido com este livro. Fui completamente agarrada logo nas primeiras páginas (tãooooo bom quando isso acontece). Talvez por termos logo contacto com uma personagem vibrante e alegre como Zahra, ou, talvez, por termos logo a noção de que Rowan e Zahra vão ser explosivos assim que se conhecerem.
    A vibe mais sentida aqui neste livro é mesmo a de Enemies to Lovers (de inimigos a apaixonados), mas há toda uma outra vibe algo infantil no Parque Dreamland que nos remete imediatamente para o mundo da Disney e do imaginário fantástico de quando éramos crianças. Adoro!
    Zahra é uma jovem com imenso talento criativo. Como já referi tem uma personalidade e uma imagem vibrante e enérgica que não deixa ninguém indiferente, No entanto, como se costuma dizer "quem vê caras, não vê corações" e é o que acontece neste caso da nossa Zahra. Ela vem de uma relação traumática, que lhe retirou muito da sua confiança e auto-estima e quer, a todo o custo, resguardar-se de mais um desgosto. É normal, certo? 
    Já Rowan, é um homem de negócios duro. É decidido e inflexivel e coloca os negócios e a razão acima de qualquer necessidade emocional ou pessoal. É o mais novo de três irmãos e, quer-me parecer, aquele que mais conquistou o coração do avô. Obviamente que sendo avô, ele amava os três netos, no entanto, acho que Rowan era aquele que mais se parecia com ele, em termos de paixão e de emoção.        Aos poucos e por culpa do pai, Rowan vai transformar o rapaz sensível e artista que é, num homem com um coração de pedra e um cérebro lógico imbatível. Aqui a questão é que Rowan poderá ser mais sensível do que aquilo que mostra no exterior. Aprendeu ao longo dos anos a reprimir todas as emoções e toda a sua criatividade e Zahra, com a sua alegria contagiante e os seus modos meio tresloucados, terá uma grande influência na vida dele. A relação destes dois é uma viagem incrível e magnífica de se acompanhar.
    Ao mesmo tempo que tenta libertar-se dos traumas do passado, Zahra vai também tentar sair-se bem no seu novo emprego como Criativa no Parque Dreamland. Não vai ser tarefa fácil tendo em conta que Rowan será o seu chefe directo e vai andar em cima dela como uma coruja e ele é absolutamente implacável. 
    Ao contrário de algumas histórias, o relacionamento de Zahra e Rowan não os vai afectar só a eles, com a transformação gradual de Rowan, serão muitos os que irão beneficiar dessa mesma transformação e esse facto é muito refrescante, a meu ver. Foi bom ver como as pessoas à volta deles começaram a viver melhor só pelo facto de Zahra e Rowan se terem encontrado um ao outro. Mas, desengane-se quem pensa que este livro é um mar de rosas. Ao longo da leitura, deparamo-nos com momentos muito bons e momentos também igualmente maus. Sofrimento, desconfianças, falta de confiança, falta de amor próprio, relações mal resolvidas e mal entendidos por resolver.

    Adorei a forma fluída e leve com que a autora escreve, fazendo com que a leitura seja, acima de tudo, agradável e viciante.    

    Nesta nossa edição portuguesa, achei delicioso cada pormenor no início de cada capítulo e, a par com a capa original, a nossa está fantástica. Apelativa! Atraente! De.Li.Ci.O.SA! 

    Ansiosa por ler o segundo volume, pois os dois irmãos de Rowan também me captaram, e muito, a atenção. Tenho ideia de que ainda vamos ter muitas surpresas com este trio indomável do Parque Dreamland.

Agradeço à Marcador Editora pelo envio de um exemplar para leitura e opinião

11/11/2022

Já cheira a Natal | Apresentação e sessão de histórias | Patrícia Furtado | À Espera do Natal | Nuvem de Letras

Apresentação e sessão de histórias: 12 de novembro, 11h, Fnac Colombo


À Espera do Natal (ed. Nuvem de Letras | 64 pp | 14,95 €) é um calendário do advento em forma de livro, com 25 histórias para partilhar em família. A autoria é da escritora portuguesa Patrícia Furtado, que também assina a colecção Bruxa Matilde.

Primeiras páginas para ler em www.penguinlivros.pt
Já nas livrarias.


Faltam 25 histórias até ao Natal!

Sentiram todos um forte abanão: estavam a ser levados do topo do guarda-fatos para a sala. Ouviram-se os gritinhos de excitação do miúdo de dois anos que ali vivia. Não era para menos, o dia de montar a Árvore de Natal era dos dias mais aguardados do ano, quase tão desejado quanto a Véspera de Natal. Onde iriam ficar colocados? Perto de quem? Que novos enfeites chegariam este ano?» Este livro é um calendário do advento feito de histórias. Para ler uma por dia, até à chegada do Natal. Mas atenção: não são só as crianças que vão gostar, os pais, aconchegados juntos aos filhos na hora de dormir, vão adorar cada personagem destas pequenas histórias natalícias. E querem saber um
segredo? Algumas delas são verdadeiras... 

SOBRE A AUTORA
Patrícia Furtado nasceu em Lisboa em 1977. Aprendeu a ler aos três anos e por volta dos seis já ostentava um belíssimo par de óculos. Passava os intervalos das aulas enterrada em livros e nunca tinha os cadernos em dia. Estavam cheios de rabiscos. Também escrevia histórias e queria ser escritora. Depois de estudar Design de Comunicação, trabalhou num atelier de design, e, passado um ano, mudou-se para Londres, onde trabalhou numa loja de fotocópias. Decidiu, por fim, ser designer por conta própria. De volta a Lisboa, passou pelo The Lisbon Studio, e virou-se para a ilustração. Desenhou dezenas de capas, ilustrou pilhas de livros, e conviveu com alguns dos seus autores favoritos. Um dia, lembrou-se de que ainda ia a tempo de ser também escritora, e voltou às suas histórias.

08/11/2022

Opinião | Stray Dog, Vol. 3 | VanRah | Manga | Editora ASA

 


Capturados pelo Bird, Toru e Aki são separados. Incapaz de se controlar, o Lycan passa a ser considerado como uma ameaça a eliminar. 
Se quiser ter alguma hipótese de salvar o demónio da execução que o espera, Aki vai ter de assumir o seu papel de mestre e ajudar a besta a retomar a forma humana. 
Mas será isso ainda possível?

        O que é que eu hei-de dizer mais sobre esta saga que já não tenha dito nos dois volumes anteriores?
    Bem, para já, dizer que está cada vez mais viciante e obscura. Aki e Toru, estão cada vez mais ligados e, para não quebrar essa ligação e a confiança recém adquirida por Aki, ele não tem coragem de lhe dizer a verdade sobre a morte do pai dela e como ele se tornou "propriedade" dela.
    No volume II, Toru é capturado para conseguir que Aki fique a salvo. No entanto, algo corre muito mal e, neste volume III, Toru está em risco de perder a pouca humanidade que ainda lhe sobra. Terá de ser Aki, também ela capturada, por engano, pela BIRD (organização que o pai criou para salvar e recuperar criaturas como Toru) que vai ter de se chegar à frente e tentar que Toru aceite que o ajudem a recuperar de todas as graves feridas das quais padece e deixar que lhe coloquem selos de contenção novos e especificamente criados para ele que é um karat puro sangue e super poderoso. 
    Sendo que foi a BIRD que o capturou mas também o salvou, Toru terá de se tornar um membro activo das tropas da Organização e ajudar naquilo que puder e como puder no combate e na recuperação de outros como ele. De nada serve dizer que, tendo o feitio difícil e obstinado que tem, Aki não ficou nada contente com isso, mas, sempre com a sua vingança em vista, para encontrar e matar o Karat que ela desconfia que matou o seu pai, Aki aceita as condições da BIRD e assim se dá início a uma colaboração um tanto ou quanto estranha pois, ali dentro, ninguém se dá bem com ninguém, muito menos Toru com o membro da BIRD que o capturou e que se vai tornar uma espécie de mentor tanto para Aki como para Toru.

    Estou ansiosa pela continuação desta história. Os desenhos continuam a ser maravilhosos e fascinantes. Apesar de ser a preto e branco (como é habitual em mangas) parece que os desenhos estão em constante movimento e isso ajuda imenso no desenrolar da história e torna a leitura muito mais animada e enérgica.

        Por favor, que o volume IV venha rápido!!

Obrigada à ASA por me ter disponibilizado um exemplar para leitura e opinião.

Novidades Novembro | Penguin Random House | Greta Thunberg | Bono | João Tordo | Michelle Obama

O Livro do Clima
Organizado pela jovem ativista climática Greta Thunberg, O Livro do Clima é uma bíblia do ambientalismo e um manual para salvar (literalmente) o planeta.

Ainda é possível reverter esta situação. Mas temos de ser todos e tem de ser agora.

Os discursos de Greta Thunberg abalam o mundo. Com O livro do clima, ela criou uma ferramenta imprescindível para todos os que querem ajudar a salvá-lo.

Esta é a história mais importante do mundo, que tem de ser contada aos quatro ventos, que tem de ser ouvida tão longe quanto as nossas vozes alcançarem. Chegou o momento de contarmos esta história e, quem sabe, de mudarmos a forma como termina. Parece uma tarefa impossível assegurar um futuro viável para a vida na Terra, numa escala e velocidade nunca antes vistas, contra forças tão vastas e poderosas – não apenas magnatas do petróleo e governos, mas as próprias alterações climáticas. As probabilidades não estão a nosso favor e estamos a ficar sem tempo. Mas não tem de ser assim.
Por todo o mundo, geofísicos e matemáticos, oceanógrafos e meteorologistas, engenheiros, economistas, psicólogos e filósofos aplicam os seus conhecimentos para desenvolver um entendimento profundo da crise que enfrentamos. Em parceria com mais de uma centena de especialistas, Greta Thunberg criou O livro do clima, para nos equipar, a todos, com estes conhecimentos. Em estreita colaboração com todos eles, Greta partilha a sua história de aprendizagem, denunciando a «lavagem verde» (greenwashing) com que somos manipulados e revelando a que ponto a Humanidade tem sido mantida na ignorância. Segundo Greta, aqui reside um dos nossos maiores problemas, mas também a nossa maior fonte de esperança. Quando nos são apresentados todos os factos, temos a capacidade de agir. Se uma greve iniciada por uma criança consegue provocar um protesto a nível global, o que conseguiremos, se tentarmos, a nível global?

O livro do clima demonstra como é de todos quantos estão vivos hoje a responsabilidade pelo momento mais decisivo da História da Humanidade e defende que, juntos, podemos o (aparentemente) impossível. Mas teremos de ser nós e terá de ser agora.

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Surrender
A AUTOBIOGRAFIA DE UM DOS MÚSICOS MAIS CONHECIDOS DO MUNDO.

Franca, irreverente, intimista e profunda, a voz de Bono não se esgota na banda que lidera. Nas suas memórias, o ativista, artista e vocalista dos U2 leva o leitor numa viagem pelo improvável percurso de uma vida dedicada à música e à luta contra a pobreza.

Surrender compõe as memórias literárias de Bono escritas ao longo de quase 7 anos. Com uma voz única, Bono leva-nos numa viagem pela sua juventude em Dublin, pela perda súbita da sua mãe aos 14 anos e pelo momento em que conhece a futura mulher, pouco depois, passando pelo improvável percurso dos U2 até se tornarem uma das bandas de rock mais influentes do mundo, sem esquecer os mais de 20 anos de ativismo dedicados, a luta contra a SIDA e a pobreza extrema. Num exercício de franca autoanálise e com uma dose saudável de humor, Bono reflete sobre a sua vida até aos dias de hoje, e sobre a família, os amigos e a fé em que se apoiou e que o desfiaram e moldaram.

Um livro notável, escrito por um artista combativo, que descobre o melhor de si mesmo quando aprende a render-se. Episódico e irreverente, introspetivo e esclarecedor Surrender é a história da vida de Bono, organizada — mas pouco — à volta de quarenta canções dos U2.

Filho de pai católico e mãe protestante, Bono cresceu no lado norte de Dublin, numa altura em que a violência sectária recrudescia na Irlanda. A perda precoce da mãe, aos catorze anos, constituiu a ausência que haveria de determinar a forma como buscou uma outra família. Nos primeiros tempos, sentiu-se mediano, mas a sua vida acabaria por mostrar que nenhum de nós é mediano. A sua criatividade é caótica, mas constante... em estúdio, em palco, numa manifestação, nos corredores do Congresso dos Estados Unidos, ou na esquina de um bar. Tomamos conhecimento da sua dificuldade em lidar com a raiva, que tempera o que escreve sobre o amor e a não-violência, ao mesmo tempo que assume ter um ego «muito maior do que a autoestima».

O subtítulo de SURRENDER, «40 canções, Uma história» é um piscar de olho aos 40 capítulos que compõem o livro, cada um evocando uma música dos U2.

Bono criou ainda 40 desenhos originais para este livro e um vídeo, narrado por si, baseado nas suas ilustrações e divulgado hoje nas plataformas digitais dos U2 a partir do excerto de um dos capítulos do livro, «Out of control», no qual Bono narra o episódio da composição do primeiro single dos U2 a 10 de maio de 1978.

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Cem anos de perdão
Depois de Águas Passadas, a dupla Pilar Benamor e Cícero Gusmão regressa para um novo mistério de matizes bizarros.
Entrega a partir de 14 de novembro.

Na pequena e remota ilha de St Dismas, ao largo da Inglaterra, um crime violentíssimo entre irmãos choca a comunidade, trazendo à superfície o mal-estar entre os ilhéus e os Filhos de Dismas, uma seita religiosa que perdura há séculos.
A Polícia local vê-se a braços com um caso que parece impossível de resolver, com a investigação travada pelo obscuro fanatismo dos crentes.
Max Loar, o homicida confesso, acaba na prisão de Brixton, enquanto ondas de choque repercutem na imprensa do Reino Unido perante a brutalidade do crime.
É na cadeia que conhece Cícero, que está preso por homicídio. Apesar dos esforços de Cícero para compreender o rapaz, as coisas acabam mal. Pouco depois, recebe a visita de Pilar Benamor, a jovem ex subcomissária da PSP que, desde a violenta resolução do caso Drexler em Águas Passadas, desapareceu do mundo. No reencontro com o velho amigo, Pilar recebe a resposta aos seus sonhos premonitórios e não resiste a mergulhar de cabeça na história dos irmãos Loar.
Rumando à ilha — um lugar enigmático, pleno de forças malignas —, Pilar une forças com o sargento Noah contra o inquietante padre Prudence, que lidera os dismáticos, numa investigação aos meandros do fanatismo, do poder e das pulsões mais sombrias do ser humano.

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A luz que nos ilumina
    Depois do sucesso de vendas e da crítica alcançado por Becoming—a minha história, a antiga primeira-dama Michelle Obama regressa com um novo e inspirador livro onde partilha conhecimentos práticos e estratégias eficazes para mantermos a esperança e o ânimo, apesar da enorme incerteza do mundo actual.


LANÇAMENTO MUNDIAL
Entrega a partir de 15 de novembro.

Não há soluções fáceis nem respostas diretas para os grandes desafios da vida, mas Michelle Obama acredita que todos somos capazes de desenvolver estratégias em que podemos apoiar-nos para navegar um mundo em mudança sem nos entregarmos à deriva.
A luz que nos ilumina enceta um diálogo franco e honesto com os leitores, acerca de um conjunto de problemas com que muitos nos debatemos: Como podemos construir relações sinceras? Como descobrir a força e a união nas nossas diferenças? Que ferramentas podemos usar para mitigar os nossos medos e incertezas? Que fazer quando tudo começa a tornar-se demais?
Michelle Obama oferece aos seus leitores uma série de reflexões e histórias inéditas sobre mudanças, desafios e poder, incluindo a sua convicção de que, quando nos iluminamos para o nosso semelhante, potenciamos a prosperidade do mundo à nossa volta, desvendando sentidos mais profundos e novos caminhos em direcção ao progresso.
Baseando-se na sua experiência enquanto mãe, filha, esposa, amiga e primeira-dama, partilha os hábitos e princípios que lhe permitiram adaptar-se à mudança e superar inúmeros obstáculos — a mesma sabedoria que continua a ajudá-la a construir a história.

Descreve as suas preciosas técnicas, como «ser gentil», «aspirar ao topo» e preparar uma «mesa de refeições» composta por amigos sinceros e mentores.

Com o humor, a honestidade e a compaixão que lhe são característicos, explora ainda questões relacionadas com a raça, o género e a visibilidade, encorajando o leitor a encontrar forças na sua comunidade e a viver sem medo.

«Quando aprendemos a reconhecer a nossa própria luz, temos a capacidade de a usar» escreve Michelle Obama.

A Luz que nos ilumina inspira os leitores a refletirem sobre as suas vidas, a identificarem aquilo que lhes traz alegria e a encontrarem um sentido maior num mundo conturbado.

04/11/2022

Novidades Presença | Casey McQuiston | Alice Kellen | Sarah J. Maas | Katee Robert


O regresso de Casey McQuiston, depois de Vermelho, Branco e Sangue Azul, com um romance onde nada, mesmo nada é impossível.

August tem 23 anos e está a chegar a Nova Iorque, mas, ao contrário de muitas pessoas que fazem o mesmo caminho, não tem ilusões. O seu cinismo não a deixa acreditar em histórias de amor como as dos filmes, muito menos em magia, e August acha mesmo que a melhor forma de viver é… sozinha. Por isso, não é servir às mesas ou partilhar casa com pessoas estranhas que vai mudar isso. Muito menos as suas viagens de metro, imensamente chatas, diárias e sem história.

Mas, naquele dia, vê uma rapariga linda na carruagem. Jane tem uma beleza singular, um encanto especial, é misteriosa e parece, claro, inalcançável. Aquela miúda de casaco de cabedal sorri para August, e assim se inaugura uma paixão. Todos os dias, no metro, encontram-se e envolvem-se cada vez mais… mas rapidamente August percebe que há um pequeno problema: Jane não pertence ali. Na verdade, ela é da década de 70 e está perdida no tempo, presa naquela linha de metro, naquela carruagem, de onde não consegue sair.

August tudo fará para ajudar Jane, mas isso implica confrontar-se com muitas coisas que decidiu deixar para trás, fechadas no seu passado. Talvez tenha chegado o momento de acreditar. Até naquilo que pensava ser impossível.

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Uma estrela por cada momento que vivemos juntos. Um significado que só nós dois podemos partilhar. Juntas, estas serão as constelações da nossa vida.

Esta é uma história de amor, de sonhos e de vida. É a história de Valentina, a rapariga que não sabia que tinha o mundo a seus pés, que cresceu e começou a pensar no impossível. Valentina, a que caçava estrelas, aquela que queria sempre mais e aquela que, um dia, se cruzou com ele.

Ele é Gabriel, o rapaz que desenhava constelações, destemido e idealista. Aquele que acreditou nas palavras «para sempre». Aquele que permitiu que o passado, o presente e as memórias de tudo o que foram se tornassem reais - tão reais como as estrelas.

O regresso de Alice Kellen é um pequeno pedaço da história de um país, de uma geração e de duas personagens que se amaram nos bons e nos maus momentos, enquanto desenhavam, juntos, as constelações da sua vida.

«Este continua a ser o meu romance mais pessoal e, também, aquele que mais alegrias me tem proporcionado, porque nunca esperei nada desta história que, afinal, tornaram vossa. E isso tem uma explicação: escrevi-a para mim. Fi-lo enquanto atravessava um dos momentos mais difíceis da minha vida; agora, tudo isso ficou para trás e tornou-me mais forte, empática e sensível. Porém, naquela altura, presa entre dezembro e janeiro de um inverno que parecia não acabar, as letras tornaram-se um refúgio seguro.»
Alice Kellen

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Bryce Quinlan, uma jovem meio feérica, meio humana, tinha a vida perfeita até um demónio assassinar os seus amigos e a deixar vazia, ferida e sozinha. Quando os crimes persistem apesar de o acusado já estar atrás das grades, Bryce decide que fará o que for preciso para vingar as suas mortes.

Hunt Athalar é um anjo caído, um escravo dos arcanjos que em tempos tentou destronar. A sua força brutal serve agora para um único propósito: destruir os inimigos do seu dono. Mas Bryce propõe-lhe um acordo irrecusável: se a ajudar a encontrar o demónio assassino, a liberdade estará ao seu alcance.

Quando Bryce e Hunt mergulham nas profundezas da Cidade da Lua Crescente, descobrem duas coisas: um poder sombrio que ameaça tudo o que desejam proteger e uma atração feroz que pode libertar ambos.

Com personagens inesquecíveis, uma narrativa apaixonante e um enredo cheio de suspense, o novo livro da autora bestseller Sarah J. Maas vai fazer-te mergulhar numa história sobre a dor da perda, o preço da liberdade e o poder do amor.

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Perséfone é uma das jovens mais bonitas e populares da elite do Olimpo. O seu plano é afastar-se do ninho de víboras que é a política da cidade e desaparecer para sempre.
Mas o plano fracassa quando a mãe a surpreende numa festa ao anunciar publicamente o seu noivado com Zeus, o perigoso líder da grande cidade.
Determinada a não se contentar com o destino que a espera, Perséfone sai da festa e foge para a cidade inferior, onde procura a proteção de Hades, com quem faz um pacto.
Hades passou toda a sua vida nas sombras. A proposta de Perséfone para participar de uma saborosa e desejada vingança contra Zeus será desculpa suficiente para lhes escapar.
Esse pacto testará os seus limites e irá mergulhá-los num perigoso jogo de sedução em que ambos arriscam tudo o que têm. Até os seus sentimentos.

Descarregue GRÁTIS a prequela deste livro.
Deixe-se perder nas páginas de «Coração de Pedra», de Katee Robert.
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Novidade Presença | Dustin Thao | Daqui Fala o Sam

Categoria
Jovem Adulto
Sub-categoria 
Romance Jovem Adulto
ISBN 
9789722370189
Nº de Páginas 
264
Data de Lançamento 
11/2022

Sinopse
Se pudesses dizer adeus… uma segunda vez, o que farias?

O livro que está a comover milhares de leitores.

Julie Clarke tem dezassete anos e muitos sonhos para concretizar ao lado do Sam, o seu namorado. Mas a vida dela muda drasticamente quando o Sam morre num acidente de carro. Tudo, mesmo tudo, perde o sentido. A dor que a Julie sente é tão grande que resolve desfazer-se das coisas do namorado e enterrar bem fundo as memórias partilhadas. Apesar disso, decide que tem de ouvir a sua voz uma última vez e liga para o telemóvel dele, para ouvir a mensagem da caixa de voicemail. E o Sam atende do outro lado.

A chamada é curta, mas ouvir a voz do Sam faz a Julie apaixonar-se por ele como se fosse a primeira vez. E a cada chamada, nos dias que se seguem, torna-se mais e mais di­fícil deixá-lo ir. A Julie vê de perto o sofrimento da família do Sam e pensa contar-lhes, mas isso pode cortar a ligação entre os dois… para sempre.

O que significa ter mesmo de dizer adeus? Como podemos seguir em frente quando isso implica pôr em risco o que mais amamos?

Críticas
«Um livro que deixa as nossas emoções à flor da pele, em que tudo mexe connosco de forma incrível.»
PopSugar

«Preparem-se para chorar com este livro. Têm lenços de papel à mão? Vão precisar de vários. Que história!»
NPR

«Um romance que parte do luto para revelar como a vida pode - e vai mesmo - continuar.»
Young Adult Books Central

«Um primeiro amor, magia, um adeus, lágrimas, um coração partido… E, depois, sempre a esperança.»
SheReads

03/11/2022

Opinião | A Filha do Guardião do Fogo | Angeline Boulley | Desrotina Editora

Daunis Fontaine, uma jovem de dezoito anos, filha de pai indígena e mãe branca, sempre se sentiu deslocada, quer na sua cidade natal, quer na sua muito próxima reserva indígena Ojibwe. Ambiciona uma oportunidade para começar tudo de novo na Universidade do Michigan, porém os seus planos são interrompidos por contratempos familiares que a levam a ter de ficar e cuidar da sua frágil mãe.
O único lado positivo desta situação é conhecer Jamie, um novo jogador que chega para integrar a equipa de hóquei no gelo do seu irmão Levi. Sentindo-se cada vez mais atraída por Jamie, desconfia, ainda assim, de que ele esconde um segredo. E tudo muda quando Daunis testemunha um assassínio chocante, que a torna numa informadora para o FBI, numa investigação sobre a circulação de uma nova droga letal.
Aproveitando os seus conhecimentos de química e de medicina tradicional Ojibwe, Daunis vai descobrindo velhos segredos e expondo os verdadeiros interesses da investigação policial, ao mesmo tempo que, enquanto vê aumentar o número de mortes, aprende o que significa ser forte para uma mulher com a sua ascendência indígena.
Até onde terá de ir pela sua comunidade nativa? Terá de destruir o único mundo que julgava conhecer?

A Filha do Guardião do Fogo é um thriller electrizante com uma rica exploração da experiência nativa moderna, uma avaliação das injustiças atuais e históricas e uma poderosa celebração da comunidade.


    Este livro está dividido em duas partes. Na primeira parte, temos acesso à história de Daunis e das suas origens, tanto as indígenas como as ditas "normais". A relação com o seu meio irmão Levi (filho do mesmo pai, com mães diferentes) e com os restantes familiares indígenas será aqui, nesta parte, colocada à nossa mercê. Tradições, rituais, regras e conhecimentos ancestrais fazem as delícias de quem gosta de conhecer novas culturas. Devo dizer que adorei esta primeira parte do livro. Tem muita informação, é certo, mas conhecer novas palavras e os seus significados fez com que a leitura deste livro fosse diferente e aliciante. É sempre bom aprendermos e, se o fizermos enquanto lemos, é mesmo juntar o útil ao agradável.
    Ora, Daunis é uma jovem mestiça com uma força interior incrível. O pai, da família indígena Firekeeper (Guardiões do Fogo), separou-se da mãe e formou família com outra mulher, a mãe de Levi. No entanto, Daunis sempre fez questão de manter e aprofundar as suas raízes indigenas. Usa e abusa das tradições, dos rituais e dos significados de tudo o que a Natureza lhe oferece diariamente. É uma jovem com uma inteligência muito acima da média, mas que só quer ir para a universidade com a sua melhor amiga e poder jogar hóquei de quando em vez com o meio irmão, Levi e os amigos... É uma jogadora fantástica, mas por uma lesão, não pôde continuar a jogar com mais afinco e frequência, pelo que, sempre que pode aproveita a oportunidade para matar saudades da modalidade. 
    No entanto, as coisas não correm como ela planeia. Engane-se quem pensa que vai ler um livro de fantasia ou uma história romântica. Daunis apaixona-se sim, mas essa paixão vai trazer consigo muitas consequências. Se na primeira parte temos acesso ao que implica ser-se uma mestiça no meio de um ambiente indígena, temos também acesso às coisas menos boas e menos atraentes. O tratamento que as tribos têm fora do seu espaço, a dolorosa verdade sobre a história ancestral que cada elemento das tribos carregam consigo, a politica entre as várias tribos e as medicinas alternativas que nem sempre são as mais "normais" que se pode ouvir falar. Tudo tem o seu peso no dia a dia de Daunis e de todos os que a rodeiam. 
    Na segunda parte do livro, Daunis é obrigada a lidar com a verdade da morte do seu tio David, alguém que lhe era muito querido e, da mesma forma que perdeu o tio para as malhas da droga, neste caso, metanfetaminas, ou assim se pensava, vai enfrentar uma perda irreparável na sua vida. Será essa perda que fará com que Daunis se infiltre como espia da FBI para tentar descobrir como, quando e quem anda a espalhar metanfetaminas por todo o espaço indígena e fora dele.
    Uma segunda parte repleta de descobertas e de altos e baixos que vão fazer com que não parem quietos enquanto estão a ler. Pelo menos comigo foi assim. Daunis, mais uma vez digo, é uma personagem fenomenal. Uma mulher que representa não só o poder e força que as mulheres têm, mas o poder que elas têm nas comunidades ostracizadas pela maior parte da sociedade.

    Sabia que ia gostar deste livro, mas fiquei surpreendida pelo tanto que me fez vibrar e querer saber mais sobre essas tribos.
    A autora, também ela meio indígena, opta por nos fornecer termos indígenas que, caso contrário, nunca saberia que existiam e o que significavam. Teve o cuidado de colocar um mini dicionário para quando os leitores se sentirem perdidos nos termos. Achei uma escrita cativante e atraente, fazendo com que a leitura não fosse tão pesada e lenta como poderia ter sido.

    Recomendo vivamente e agradeço, mais uma vez, à minha filhota que me ofereceu o livro e que o escolheu quando lhe pedi que me desse uma opinião sobre qual livro ler.

21/10/2022

Opinião | Como Matar a Tua Família | Bella Mackie | Porto Editora

O ROMANCE DE ESTREIA COM ENTRADA DIRETA PARA O N.1 DO TOP DE VENDAS DO REINO UNIDO


• Matar a minha família
• Reclamar a fortuna
• Não ser apanhada
• Adoptar um cão
Eis Grace Bernard: irmã, colega, amiga, serial killer... Grace perdeu tudo. E agora quer vingar-se.
Quando Grace Bernard descobre que o seu pai milionário ausente rejeitou os pedidos de ajuda da mãe moribunda, ela jura vingança e prepara-se para matar todos os membros da sua família.
Os leitores têm um lugar na primeira fila enquanto Grace elimina a família um a um – e o resultado é tão macabro quanto divertido nesta brincadeira maldosamente escura sobre classe, família, amor... e homicídio.

CRÍTICAS DE IMPRENSA
Arrepiante, mas também incrivelmente divertido.
Sunday Telegraph

Uma leitura engraçada e compulsiva sobre a disfunção familiar e a obsessão dos media por homicídios.
Sunday Times Style

    Este foi um livro que, desde que saiu, chamou-me muito a atenção. O título não nos dá grandes hipóteses a nível de curiosidade e, assim que a minha foi espicaçada, enquanto não o li não descansei. Também é o tipo de título que, caso eu andasse de transportes públicos, o pessoal ia achar que eu estava a preparar-me para algo macabro!
    Foi uma boa surpresa, tenho de admitir. Uma leitura que, apesar de algumas partes um pouco arrastadas, correu de forma agradável. Ter acesso à mente de Grace foi uma experiência deveras divertida e arrepiante ao mesmo tempo. Tinha alturas em que pensava "Como é que uma jovem consegue ser tão fria e desligada?", apesar de, em algumas alturas, conseguirmos vislumbrar ali algumas emoções escondidas e bem enterradas nela.
    Assim que começamos a ler, conseguimos perceber o porquê de Grace ter engendrado e levado a cabo os seus planos de matar seis elementos da sua família, ainda para mais, próximos no que a laços de sangue diz respeito. Planos elaborados e pensados até ao pormenor. O mais engraçado (ou não) é que ela, na altura em que nos conta tudo o que aconteceu, está presa por um crime que não cometeu.

     O que gostei neste livro: A forma de pensar de Grace. Sempre muito pragmática e atenta a tudo o que possa ser útil na vingança dela. A maneira peculiar de ser de Grace. Apesar de não ser uma pessoa desagradável, é alguém que está muito habituada a estar sozinha e raramente se dá seja com quem for. É inteligente e mordaz e, lá no fundo, esconde-se o coração de uma filha que perdeu a única pessoa no mundo que a amava acima de tudo. A forma como cada um dos elementos familiares morrem e como conseguimos perceber o alívio e o sentido de dever cumprido que ela sente sempre que concretiza um dos seus planos.
    O que não gostei: Parágrafos demasiadamente grandes. Capítulos extremamente longos. Muitas descrições e poucos diálogos. Parágrafos e capítulos longos tornam a leitura algo vagarosa e, quando queremos parar de ler não dá muito jeito porque temos de deixar o capítulo a meio. Nunca fui fã de livros com capítulos com mais de que 2 ou 3 folhas. Gostava de ter visto mais da parte sensível dela. Não acredito, de todo, que ela era uma pedra de gelo. Tinha estilo, sabia passar despercebida, mas algures pelo caminho, acho que ela perdeu um pouco o seu lado feminino e amoroso. Apesar de este ser um livro totalmente virado para os crimes que ela vai cometendo, acho que um pouco mais de romance não tinha feito grande mal.

    Portanto, apesar de ter achado que foi um livro de leitura agradável, acho que perdeu imenso impacto pelo tamanho dos capítulos e parágrafos. Podia ser uma leitura muito mais prazerosa e fluída, pois a história em si está muito, muito bem pensada. Acho que para livro de estreia de Bella Mackie, ela pensou bastante fora da caixa, como se costuma dizer. 

    No entanto, para quem gosta de personagens com mentes algo retorcidas, este é o livro ideal e entrar na mente de Grace foi, como disse, arrepiante mas também hilariante. No seu intímo ela consegue ser extremamente divertida!

Obrigada à Porto Editora por me ter disponibilizado um exemplar para leitura e opinão.

14/10/2022

Opinião | Corte de Névoa e Fúria | Sarah J. Maas | Editora Marcador

 
Depois de resgatar o seu amado Tamlin da malvada rainha Amarantha, Feyre regressa à Corte da Primavera com os poderes de uma Fada Suprema. Mas não consegue esquecer os crimes que teve de cometer para salvar o povo de Tamlin... nem o pacto perverso que fez com Rhysand, o Grande Senhor da temível Corte da Noite.

À medida que Feyre é atraída para a sombria teia política e passional de Rhysand, uma guerra iminente aproxima-se e um mal muito mais perigoso do que qualquer rainha ameaça destruir tudo o que Feyre alguma vez tentou proteger. Deverá então enfrentar o seu passado, aceitar os seus novos dons e decidir o seu futuro.

GoodReads

    Bem... que livro é este, minha gente? Um daqueles mesmo bons, é o que vos digo!
Já tinha gostado bastante do primeiro, que foi o que me fez apaixonar por esta saga de Sarah J. Maas, mas este foi tão, mas tão melhor. No entanto, este é daqueles livros que é extremamente complicado escrever uma opinião sem nos espalharmos ao comprido e não começar aqui a desbobinar spoilers. Vou dar o meu melhor para ser sucinta mas tentar, ao mesmo tempo, com que também voces fiquem em pulgas para ler este livro!

    Se no primeiro livro temos um Tamlin completamente rendido a Feyre, neste segundo livro, depois de ela ter dado a vida para o salvar e a todo o povo das fadas da maldição e poder de Amarantha, só conseguimos vislumbrar  um Tamlin possessivo e extremamente paranóico, o que não ajuda nada a termos alguma simpatia por ele, como acontecia no primeiro livro.
    Consigo empatizar com aquilo que Feyre está a sentir porque, afinal de contas, ela foi ao Inferno e voltou e, ao mesmo tempo que está a tentar aceitar a sua nova condição e a lidar com ela, tem de limpar a cofusão que sente na cabeça e no coração por causa de Tamlin e das suas atitudes. 
    Era de prever que, ao tentar proteger Feyre, proibindo-a e trancando-a fora do perigo, Tamlin ia acabar por a afastar. Por outro lado, temos Rhysand e o pacto (obrigação) que eles forjaram quando ela estava nas mãos de Amarantha. Ao contrário de Tamlin, que eu tanto gostei no primeiro volume, Rhysand é-nos apresentado total e completamente neste segundo livro. Admito que quando o conheci, não gostei muito das atitudes cinícas e arrogantes dele, mas depois de ler este livro e conhecê-lo desde a sua génese, rendi-me a ele. Rhysand acaba por dar guarida a Feyre quando ela mais precisou e, aos poucos, vai tomar um lugar importante na vida dela. Depois de voltas e contra-voltas, Rhys e Feyre acabam por se encontrar um ao outro num lugar que só eles conhecem e num estado de almas que apenas os dois sentem. 
    Temos uma montanha russa de emoções ao ler este livro. Embora possa ter algumas partes meio desnecessárias/lentas a meio, a introdução de novas personagens como Amren (que eu adoroooo), Mor, Azriel e Cassian (apaixonei completamente por este quarteto, sou sincera), consegue fazer com que tenhamos sempre mais vontade de ler e saber como é que eles se vão desenvencilhar de tantos problemas. Sempre que avançamos na leitura, os problemas parece que aumentam tanto de dimensão como de importância e acabamos por quase sentir na pele aquilo que eles passam. 
    Muita acção, muitas aventuras, muitas traições, muitas descobertas importantes e muitas emoções compõem este segundo volume desta saga maravilhosa de Sarah J. Maas que não se cansa de nos trazer livros fantásticos e personagens apaixonantes.
    Ansiosa pelo terceiro volume por todos os motivos e mais alguns mas, especialmente pela forma como este livro terminou. O meu coração não aguenta estas emoções!!