Eden tem uma melhor amiga, Katie, e não precisa de mais ninguém. Mas, um dia, conhece o irmão mais velho dela.
Truman, o artista. Truman, o tímido. Truman, o rapaz com um sorriso inocente e um olhar perigoso...
Os dois nunca se tinham encontrado verdadeiramente, até à noite do acidente de Katie. A noite daquele beijo. A noite em que o céu desabou sobre os dois.
Com Katie no hospital, o irmão sente-se incapaz de lidar com a dor, e deixa a cidade. Eden, por seu lado, fica perdida e abandonada. E tudo por causa daquele primeiro beijo…
Quando Truman regressa, ambos sentem que estão destinados um ao outro Mas conseguirão existir para além da dor?
Não posso, em boa consciência, dizer-vos que este livro é magnífico. A meu ver, parece-me ser daqueles livros que ou se adora, ou se detesta. Já eu, estranha como sou, fico-me pelo meio.
É uma história que, a nível de qualidade de escrita está muito boa, mas peca por ser demasiado lento, algo que difere muito do primeiro livro que li da autora, “Amor à Segunda Vista”, em que tudo fluí naturalmente. Então porque dei as quatro estrela, perguntam vocês... Bem, dei as quatro estrela porque, apesar de tudo o que não me atraíu de todo, conseguiu fazer-me feliz. A simples menção de tradições portuguesas no livro e entre as personagens valeu tudo. Eden é uma jovem prestes a iniciar a sua vida universitária quando, subitamente, perde a sua melhor amiga, aquela que era a sua pessoa mais especial no mundo todo e, com a qual, tinha feito tantos planos assim que saíssem do liceu. Estava tudo combinado, só que Katie sofre um acidente e, embora não tenha morrido, fica meses e meses em coma, como todos à volta dela à espera que um dia ela acorde e volte ao que era antes. no entanto, neste panorama todo temos Truman, o irmão mais velho da melhor amiga de Eden e que ocupa o coração dela, romanticamente falando. É um segredo que ninguém sabe, nem mesmo Katie que era a confidente e a caixinha dos segredos de Eden. Entendo que ela não quisesse que se soubesse que gosta de Truman desde sempre, ainda para mais, sendo ele alguns anos mais velho e irmão da melhor amiga. É estranho, percebo. Contudo, não acho que tivesse sido motivo para tanto secretismo e tantas frustrações. A certa altura, vale mais dizer a verdade e aguentar as reacções, boas ou más.
Eden sente-se culpada pelo acidente de Katie. E porquê? Porque na altura em que ela sofre o acidente, era suposto elas estarem juntas. Ao invés disso, Katie estava com Truman, num momento especial e pelo qual ela tinha esperado desde que o conhece. Essa culpa vai acabar por mudar tudo e Eden acaba por afastar-se de toda a gente e de todos os planos que tinha para o futuro.
Truman, levado pela mesma culpa, desaparece e quando reaparece, todos os sentimentos que Eden tinha enviado para o fundo do seu coração voltam à tona. Não fosse pelo acidente trágico de Katie, Truman e Eden poderiam ter sido muito felizes.
Acaba por ser uma história muito triste e que nos traz um rol de sentimentos intensos que não é suposto terem um papel tão grande na vida de pessoas tão novas. Em vez de se estarem a divertir e a planear o futuro, Eden e Truman passam os dias no hospital à espera que Katie acorde e volte para eles, para que tudo volte ao que era antes.
Como disse antes, adorei as referências a Portugal e às tradições portuguesas. Eden acaba por ir trabalhar num pequeno restaurante de famílias com origens portuguesas e, sendo no Canada, que bem sabemos que está repleto de portugueses, a emoção aumenta sempre que ouvimos falar nas comidas portuguesas, por exemplo.
Gostava que esta história que corre sempre de uma forma tão triste e sofrida pelo menos tivesse tido um final mais feliz e compensador.
Em todo o caso, aconselho a que o leiam, se tiverem a oportunidade.
Opinião também publicada em @sinfonia_dos_livros

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