26/09/2016

Opinião | A Última Carta de Amor | Jojo Moyes

Algumas palavras podem terminar uma relação ou fazer renascer um amor perdido.
Inglaterra, 1960. Quando Jennifer Stirling, uma mulher de vinte e sete anos, acorda no hospital, após um trágico acidente de automóvel, não tem qualquer lembrança da sua vida passada. Não reconhece o marido, não recorda a sua própria casa e tão-pouco se identifica com a vida que lhe dizem ser a sua. Quando encontra uma carta apaixonada, escrita por um homem que assina apenas «B» e que lhe pede para abandonar o marido, irá a todo o custo tentar descobrir a identidade desse homem, enquanto enfrenta os preconceitos sociais estabelecidos.
Anos volvidos, em 2003, uma outra mulher, Ellie, descobre nos arquivos poeirentos do jornal onde trabalha a mesma carta enigmática. Fica de imediato obcecada pela história, que lhe permitirá escrever um artigo que relance a sua carreira e talvez até a ajude a lidar com a sua própria vida amorosa. Afinal, se aquela história tiver tido um final feliz, quem lhe garantirá que o homem com quem se envolveu não acabe também por deixar a mulher?
Uma história de amor apaixonante e arrebatadora, com um final absolutamente inesperado.
GoodReads
Jojo Moyes sempre nos habituou a histórias românticas cheias de emoções e reviravoltas. Este livro não foi exceção. Pois foram diversas as vezes que me vi com as lágrimas no canto do olho. Sem esquecer que ainda existem aqueles momentos em que me apetecia gritar “Aaaahhh!” quando tudo parecia remar contra a maré.
Estamos em Inglaterra nos anos 60, uma época em que o divórcio era um assunto tabu e as mulheres tinham de seguir uma certa etiqueta. Jennifer Stirling está no hospital depois de ter tido um terrível acidente de viação. Devido a um traumatismo craniano, Jenny sofre de amnésia e, aquando do regresso a casa, tem algumas dificuldades em saber a disposição das divisões e o local das coisas. Mas apesar de todas essas dificuldades, Jennifer não se deixa abater. Sempre que pode, explora todos os recantos daquele ambiente agora desconhecido.
Certa altura, Jenny descobre uma carta de amor escondida no guarda-roupa, onde o seu marido nunca se lembraria de ir. Apesar de assoberbada, Jennifer lutou contra muitas desaprovações para encontrar quem seria “B”, o remetente desta e de outras cartas que Jenny viria a encontrar.
Apesar de a mentalidade da sociedade nos anos 60 não aceitar de todo estas situações, Jenny sempre lutou para ser feliz, apesar de a vida lhe ter pregado imensas rasteiras. Contudo, não se deixou abater.
Em paralelo, Jojo conta-nos uma história mais actual. Viajamos até 2003, onde Ellie, uma jornalista de 32 anos, se vê envolvida com um homem casado. Apesar de este nunca lhe ter dado muitas demonstrações de que realmente sentia algo por ela, Ellie parece não querer desistir desta relação fugaz e escondida de todos. Para além disso, aquando de uma visita ao arquivo do jornal, Ellie encontra uma das antigas cartas de Jenny e parte em buscar daquele que seria, a seu ver, o casal perfeito que se ama incondicionalmente.
Mais lá para o final da história, ambas as histórias acabam por se interligar de uma forma que não estava à espera. Mas a verdade é que lhe deu um outro sentido e significado completamente diferentes. E para além disso, Ellie acabou com perceber que aquela história poderia inspirá-la.
Ao longo da história, Jojo vai saltando entre as diversas épocas, às vezes sem qualquer indicação disso. E no início, foi algo complicado acompanhar tudo o que se estava a passar. Mas com o avançar da leitura, vai-se tornando bem mais fácil.
Algumas personagens viriam a testar a minha paciência, mas qual é o livro em que isso não acontece? As personagens não transparecem pessoas perfeitas, mas sim humanos que erram como todos os outros e que tentar remediar aquilo que fizeram de menos bem.
Tratando-se de um romance, tipicamente as coisas têm tendência a não correm bem à primeira. Mas com o tempo, lá se vão ajeitando.
Achei ainda bastante interessante que cada capítulo se inicie com a última correspondência (seja carta, email ou SMS) entre casais. Algumas delas até verídicas.
Este é um romance típico da Jojo. Um livro com uma história envolvente que traz ao de cima tanto lágrimas como gargalhadas. Mas que ao mesmo tempo, nos dá uma lição de vida bastante importante.

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