19/07/2019

Opinião | A Rapariga Sem Nome | Lesley Wolfe | Alma dos Livros

Os olhos azuis vidrados, o belo rosto, inerte, coberto de cintilantes grãos de areia. Os lábios entreabertos, como que para libertar um último suspiro. Quem é a bela rapariga encontrada ao amanhecer numa praia deserta? Qual é o seu segredo?
A agente especial Tess Winnett, do FBI, procura incessantemente respostas. A cada passo, a cada nova descoberta, desvenda factos perturbadores que conduzem à mesma conclusão: aquela não foi a única vítima. O assassino que procuram já matou antes.

Escondendo também um terrível segredo, a agente Tess Winnett enfrenta os seus receios mais profundos, numa emocionante corrida para apanhar o assassino, que se prepara para acabar com outra vida. Descobri-lo-á a tempo? Será capaz de o deter? A que preço?

AS REGRAS DO JOGO MUDARAM. 
TAL COMO A DEFINIÇÃO DE SERIAL KILLER. 
TODOS DESEJAMOS TER ALGUÉM. MAS ESTAREMOS DISPOSTOS A MORRER POR ISSO?

A agente especial Tess Winnett é apaixonada, ousada, forte e temperamental. Não hesita em arriscar a vida, numa busca incessante por toda a verdade e por um seria killer cruel que anda a tirar vidas sem piedade. Inteligente, desenvolta e teimosa, Tess levará os leitores numa memorável e aterradora investigação neste empolgante e apaixonante thriller.

Este livro apanhou-me um bocado de surpresa. Já tinha uma certa ideia de que seria um livro cheio de surpresas, mas, não fazia ideia de que ia gostar tanto, até porque, apesar de já gostar e identificar-me com este género literário, ainda tenho um longo caminho a percorrer até ser uma expert. 
Ao ler outras opiniões deste livro, o que mais notei foi que esta autora é muito semelhante ao muito conhecido Robert Bryndza. No entanto, e apesar de ter alguns dos livros desse autor, ainda não consegui ler nenhum, por isso, para além de ter ficado muito curiosa em relação a ele, também mal posso esperar para começar a ler os livros dele, também publicados pela Alma dos Livros.
Este é o primeiro volume da série Agente Especial Tess Winnett, a qual espero acompanhar com a assiduidade e atenção que ela merece. E nesta série, vamos ter o prazer de acompanhar a fantástica, ainda que complicada, agente especial do FBI Tess Winnet.
Neste primeiro livro, temos uma Tess retraída, que guarda um grande segredo do seu passado e que tem muitas dificuldades em estar e trabalhar com outras pessoas desde que perdeu o seu companheiro de muitos anos. É uma mulher solitária, com mau feitio e que está sempre em "guerra" com os demais e com quem se atreva a cruzar o seu caminho. Não foi, de todo, a melhor primeira impressão que tive desta personagem. No entanto, é dona de uma astúcia e inteligência apuradíssimas que lhe vão concedendo alguns "perdões" excepcionais por parte do seu chefe, que diga-se de passagem teve de recorrer ao que se chama "tough love" (amor duro) com o intuito de a colocar no caminho certo e deixar de ser aquela pessoa tão presa na sua solidão e individualismo. Para Tess, depois que o seu companheiro de equipa e melhor amigo morreu, trabalho em equipa era algo inadmissível para ela, pelo que ou era da maneira dela ou de nenhuma outra. Valeu-lhe alguns avisos e ameaças, mais pudera, com um feitio desses, nem um santo aguentava, quanto mais um chefe do FBI.
Este primeiro caso é aquele que fará com que o segredo de Tess seja desvendado e, ao longo do livro e ao termos acesso aos pensamentos e sentimentos de Tess, vamos acabando por perceber que ela, afinal, não é tão irrascível e dura como aparenta ser. Apesar de termos de ter foco no caso que terá de ser resolvido, é em Tess que todas as atenções sempre acabam por cair muito por causa das mudanças evidentes que vamos notando no seu carácter.
Uma jovem foi encontrada morta, espancada, violada, torturada e nua numa praia, numa posição um tanto ou quanto estranha e foram dois jovens namorados que a encontraram quando se tinham escapado de casa para verem juntos o nascer do sol.
Com a forçada ajuda de dois agentes da policia, que mais tarde se tornarão em dois amigos, Tess vai desvendando pouco a pouco a trama de um assassino inteligente e manhoso. Um assassino que se esconde nas sombras e por debaixo de inúmeros disfarces desde há demasiado tempo. No entanto, Tess provavelmente terá de ir contra tudo e contra todos para levar a sua investigação adiante e descobrir quem era aquele assassino que até à data andava a fugir-lhe por entre os dedos. Mas, indo contra as ordens superiores, será que ela vai conseguir resolver o caso e fazê-lo à sua maneira? Podia dizer-vos, mas vão ter de ler para saber porque sabe muito melhor.
Com uma escrita simples e directa, Lesley Wolfe chega-nos com uma promessa de virmos a ter muitos mais bons momentos com a Agente Tess. Não houve pontas soltas, não conseguimos vislumbrar nenhum pormenor que não bata certo tanto com o passado como com o presente e todas as personagens são dignas de atenção, mesmo as que não são do bem. O próprio assassino tem de ser admirado porque era, de facto, muito ardiloso e inteligente. Desde o primeiro crime que cometeu, até ao presente, foi melhorando os seus conhecimentos, foi evoluindo a nível mental, e, afinal de contas, para além de ser alguém com uma grande inteligência, era também uma pessoa traumatizada pela infância e, de onde não esperamos é que as revelações aparecem.
Um livro cheio de voltas e reviravoltas que vai fazer as delícias de quem gosta deste género literário.

12/07/2019

Opinião | Muito Mais do Que Amigos | Erin Lyon | TopSeller

Num mundo onde não há casamentos, apenas contratos de sete anos, os casais não dão o nó: assinam o papel.

Não existem divórcios, mas sim quebras contratuais e, por vezes, a relação simplesmente expira! Depois de ter batido no fundo do poço, Kate deu a volta por cima e conseguiu o que queria: tornar-se advogada. Bom, perita em relações falhadas... Mas pelo menos está a realizar o seu sonho. E enquanto lida com as vidas caóticas dos seus clientes - desde disputas por porquinhos-da-índia a infidelidades conjugais -, a sua carreira dá um salto. E se o trabalho de Kate é uma festa animada, a sua vida amorosa é uma montanha-russa!

Após uma pacífica relação amorosa de sete anos, Kate encontra-se no centro de um furacão de pretendentes. As suas opções são: Jonathan, o ex-companheiro arrependido, que quer reatar a relação; Dave, o apresentador de televisão com fama de playboy, cujas intenções são duvidosas; e, por fim, Adam, com quem tem uma química inexplicável, mas zero hipóteses, agora que ele a remeteu para a friend zone.

No final, Kate tem de decidir e perceber o que realmente a faz feliz. Uma escolha muito fácil, certo?

Um romance que promete riso e um leque de homens estonteantes, que a deixarão tão indecisa quanto Kate!
(Pode Conter Spoilers...)
Eis que chega o segundo volume desta série super divertida e que fará as alegrias de muitos leitores. Também sei que havia muitas pessoas ansiosas que este livro saísse depois de terem lido o primeiro, onde nos é apresentada Kate e toda a sua trupe de pretendentes e amigos.
Neste livro embora tenhamos um grande foco nos casos que ela ia defender a tribunal, de clientes malucas, tenho já de avisar, temos também a novidade de conhecermos um pouco melhor a mãe de Adam. Uma senhora muito elegante e amorosa que tudo faz ao seu alcance para que o filho um dia seja feliz ao lado de alguém. Era óbvio que, sendo Kate sua inquilina, ela ia tentar fazer com que os destinos dos dois se cruzassem de uma forma um pouco mais intensa do que apenas uma simples amizade. Estava mesmo a torcer para que ela conseguisse juntar os dois nem que fosse no final de tudo.
Embora este livro esteja mais focado na carreira de Kate e na sua amizade colorida com Adam, também temos um avançar na relação dela com Jonathan, o seu ex., e com Dave, o apresentador de televisão bem parecido e teimoso que insiste que a quer numa relação permanente e com compromisso embora ela não sinta por ele mais do que atracção e amizade. A certa altura, ele vai ter de perceber que não lugar para ele no coração dela que já está demasiado ocupado tanto com Jonathan como com Adam que insiste em ser apenas amigo dela.
Para mim e para muitos leitores a escolha é óbvia, embora perceba bem a situação dela. Passou oito anos da sua vida com um homem que era o amor da vida dela e que continua a ter um lugar muito grande no coração dela. Um homem que ela conhecia como as palmas das mãos e com quem partilhou tudo o que era. Por outro lado conhece Adam que aos poucos se vai intrometendo tanto na sua cabeça como no seu coração tornando-se claro que dele não poderia ter mais do que uma relação breve e tórrida em vez de um contrato assinado.
Este segundo livro serviu para conhecermos melhor as personagens. Gostei de ver que tanto a melhor amiga de Kate conseguiu o seu rumo à felicidade assim como a nova amiga Mags, que conheceu no trabalho e que a ajudava a ultrapassar todas as dificuldades que lá encontrava todos os dias. Era como se fosse o seu raio de sol particular, cheia de vida e de cor.
Também Adam ficou um pouco mais exposto aos nossos olhos, mostrando-se ser um homem demasiadamente receoso de uma relação duradoura porque não queria ser apenas mais um homem que assinava contrato e depois ia a tribunal matrimonial porque a segunda parte envolvida tinha quebrado todas as regras, fosse com traições ou por outro motivo qualquer. Tinha medo de sofrer e isso não é muito habitual nos homens. Nas mulheres sim, porque geralmente são sempre a parte que mais sofre. Mostrou-se também capaz de ser um bom amigo mesmo quando o seu coração pede e exige outra coisa. Um homem decente, apesar da fama que tem.
Apesar de ter lido algumas partes na diagonal, as do tribunal, por exemplo, porque não eram bem um aspecto relevante para o culminar da história, embora algumas fossem divertidas, gostei imenso de como a autora rematou as aventuras e desventuras amorosas e profissionais desta personagem tão divertida e ao mesmo tempo, tão atormentada pela vida e pelas suas circunstâncias.

11/07/2019

Opinião | Depois de Mim | Emily Bleeker

Querido Luke, Deixa-me começar por dizer que te amo… Eu não queria deixar-te… 

Luke Richardson regressou a casa depois do funeral de Natalie, a sua amada esposa, pronto para enfrentar a tarefa de criar os seus três filhos sozinho. Mas não está preparado para o que encontra no chão, à sua espera — um envelope azul, com o seu nome escrito por Natalie.

A carta, escrita no primeiro dia do tratamento oncológico da mulher, revela ser a primeira de muitas. Luke está convencido de que elas são genuínas, mas quem as deixa na sua caixa do correio?

À medida que a sua obsessão com as cartas cresce, Luke descobre segredos há muito enterrados que o fazem questionar tudo o que sabia sobre a sua mulher e a sua família. E uma escolha impõe-se: conseguirá Luke encontrar forma de viver sem Natalie ou ficará para sempre perdido no passado que as cartas encerram?

(Pode Conter Spoilers...)
Este livro é especial para mim porque foi a minha filha que me ofereceu no meu dia de anos e, sendo o primeiro livro que ela me oferece, é mesmo especial e por isso mesmo fiz questão de o começar logo que consegui, até porque assim ela ficou mais feliz.

Neste livro temos a história de Luke e Natalie, ou, pelo menos, uma parte dela. Luke ficou viúvo. Natalie faleceu devido a um tumor maligno e deixou-o completamente sozinho com os três filhos de ambos. Num dia em que ele pensava que seria para esquecer, o funeral dela, Luke encontra uma carta no hall da entrada de casa. Era uma carta endereçada a ele e com a particularidade de que foi Natalie que a enviou. Obviamente que Luke agarrou-se aquela réstia da esposa com unhas e dentes e colocou na cabeça e no coração de que, possivelmente, ela teria escrito mais cartas para, de alguma forma, chegar a ele.
Aquelas cartas que ele ia recebendo ao longo dos dias tinham sido escritas no último ano de Natalie. Quando todos pensavam que o cancro tinha entrado em remissão, mas que infelizmente, tinha voltado e, desta vez, seria fatal. Se por um lado, as cartas davam alento a Luke, pois nelas ela ia-lhe orientando os dias, por outro lado, escondiam segredos que, quando fossem revelados iam ser bombásticos. Natalie tinha segredos. Luke pensava que entre eles não havia segredos pois conheciam-se desde miúdos e, embora numa certa altura da vida eles tenham passado algum tempo separados, o amor que sentiam um pelo outro nunca esmoreceu, e, assim que se encontraram, tudo o que tinham sentido quando ainda crianças e adolescentes voltou com a força toda, resultando num casamento de quase vinte anos e três filhos maravilhosos. 
Ao longo do livro não vemos Natalie, mas vemos sempre a mão dela a indicar o caminho tanto a Luke como a todos os que a amavam e faziam parte inegável da vida dela. O caso da melhor amiga, Annie, ou o caso da pequena Jessie, a aluna que conheceu na Faculdade quando resolveu acabar o curso mesmo sabendo que morreria de cancro. Mas será que Annie será mesmo só a melhor amiga de Natalie? Será Jessie somente uma colega querida de curso? 
É engraçado como a autora consegue reunir vários aspectos diferentes que fazem deste livro um "must read". Amor, saudade, mistério, segredos, dúvidas, algumas aventuras e desencontros.
Quando li algumas opiniões tanto nacionais, como estrangeiras, fiquei um pouco com o pé atrás porque nem todas eram as melhores que se podiam ler, mas, acabo por pensar exactamente o contrário de quem não gostou do livro. Acho que a autora conseguiu passar aos leitores, ou pelo menos a mim, todas as emoções que estavam inerentes à perda de alguém importante para nós. Alguém que constitui uma perda irreparável para a nossa vida e que era o pilar de tudo.
Acabei por gostar muito de Luke. Um homem apaixonado que, de uma hora para a outra, apesar de ser um final anunciado, fica sem a sua pessoa. Aquela que sempre esteve com ele e que sempre foi tudo para ele. Terá de ser pai e mostrar aos filhos que, apesar de a mãe não estar presente de corpo, estará sempre a guiar-lhes os passos como sempre fazia em vida.
Sendo muito sincera, gostei bastante. Fico feliz por ter este livro na minha estante, disponível para sempre que quiser ler de novo.

Novidade Albatroz | Grupo Porto Editora | O Profeta | Kahlil Gibran


Um tesouro espiritual ao alcance de todos. 

Hoje, dia 11 de julho, a Albatroz publica O Profeta, de Kahlil Gibran, considerado como a obra-prima do artista e poeta Líbano-americano. 

Numa viagem rumo ao auto-conhecimento e a uma vida com sentido, Gibran leva os leitores até à cidade de Orfalés, nas vésperas do regresso de Almustafá à ilha que o viu nascer. Interpelado por marinheiros, anciãos e discípulos, sacerdotes e sacerdotisas, O Profeta decide partilhar os frutos da sua sabedoria. 

Num registo de prosa poética profundamente metafórica, Kahlil Gibran escreve sobre temas essenciais como o tempo, a dor e a morte, o Bem e o Mal, as leis e a liberdade. Publicado pela primeira vez em 1923, O Profeta tem-se revelado uma fonte de inspiração para várias gerações em busca do auto-conhecimento e de uma maior ligação com o seu lado mais reflexivo e espiritual. 

Esta edição de O Profeta, agora nas livrarias com a chancela Albatroz, inclui ainda O Jardim do Profeta, publicado após a morte do autor. 


«Quando o amor vos acenar, sigam-no, ainda que os seus caminhos sejam difíceis e íngremes.» 
Traduzido em todo o mundo, O Profeta é a obra-prima de Kahlil Gibran que permanece atual e profundamente inspiradora. 
Neste verdadeiro tesouro espiritual, o autor guia-nos por reflexões poderosas sobre temas essenciais como o amor, o casamento, os filhos, a beleza, o tempo, a dor e a amizade. Com uma simplicidade encantadora, Gibran leva-nos numa viagem interior rumo ao autoconhecimento e a uma vida com sentido. 

Novidade ASA | Tudo O Que Não Dissemos | Nick Alexander


Ela amou-o como ninguém.
Mas só agora lhe revela os seus segredos... 
Catherine, o grande amor de Sean, acaba de morrer. Mas a história de ambos não termina aqui. Ganha, sim, um novo rumo pois Catherine deixa a Sean um legado surpreendente: uma caixa embrulhada em papel castanho e atada com um cordel. Essa caixa contém a vida que partilharam. Todo um universo íntimo, intenso, inesquecível. E secreto, pois há partes que Sean não reconhece...
Catherine está a abrir finalmente o seu coração ao marido e a revelar tudo o que ficou por dizer. E muito ficou por dizer. 
Mas, por mais desconcertante que possa ser esta “nova” história, Sean mergulha nela de alma e coração. Sem vacilar, sem nunca perder a esperança de confirmar as suas suspeitas de que o Destino existe... e que o amor de ambos não foi apenas o resultado do acaso.
E quando, por fim, Sean cede e questiona a sua fé no poder superior do Amor, algo – talvez o Destino em que Catherine não acreditava – lhe dá a resposta por que sempre ansiou. 

Dilacerante e redentor, Tudo o que Não Dissemos apresenta aos leitores portugueses o magnífico contador de histórias que é Nick Alexander.