12/04/2024

Opinião | A Criada | Freida McFadden | Alma dos Livros

 Por trás de cada porta, ela consegue ver tudo.

«Bem-vinda à família», diz Nina Winchester enquanto me cumprimenta com a sua mão elegante e bem cuidada. Sorrio educadamente e olho para o longo corredor de mármore.

Este emprego caiu-me do céu. Talvez seja a minha última oportunidade para mudar de vida. E o melhor de tudo é que aqui ninguém sabe nada acerca do meu passado. Posso esconder-me e fingir ser aquilo que eu quiser. Infelizmente, não tardo a descobrir que os segredos dos Winchester são muito mais perigosos do que os meus…

Todos os dias limpo a bela casa dos Winchester de cima a baixo, vou buscar a filha deles à escola e cozinho uma deliciosa refeição para toda a família antes de subir e comer sozinha no meu quarto minúsculo no sótão.

Tento ignorar a forma como Nina gera o caos só para me ver limpar. Como conta histórias inverosímeis sobre a filha. E como o seu marido, Andrew, parece cada dia mais destroçado. Quando o vejo, e àqueles belos olhos castanhos tão tristes, é difícil não me imaginar no lugar de Nina. Com o marido perfeito, a roupa chique, o carro de luxo. Um dia, experimentei um dos seus vestidos só para ver como me ficava. Mas ela percebeu... e foi aí que descobri porque é que a porta do meu quarto só trancava pelo lado de fora...

Se sair desta casa, será algemada.
Devia ter fugido enquanto podia. Agora, a minha oportunidade desapareceu. Agora que os polícias estão na casa e descobriram o que está no andar de cima, não há volta atrás.
Estão a cerca de cinco segundos de me ler os direitos. Não sei muito bem porque não o fizeram ainda. Talvez esperem induzir-me a dizer-lhes algo que não devia.
Boa sorte com isso.

O polícia com o cabelo preto raiado de grisalho está sentado ao meu lado no sofá. Muda a posição do seu corpo entroncado sobre o cabedal italiano cor de caramelo queimado. Pergunto-me que tipo de sofá terá em casa. Não um, certamente, com um preço de cinco dígitos como este. Provavelmente de uma cor foleira como laranja, coberto de pelo de animais de estimação e com mais do que um rasgão nas costuras. Pergunto-me se estará a pensar no seu sofá em casa e a desejar ter um como este. Ou, mais provavelmente, está a pensar no cadáver lá em cima no sótão.

Este foi daqueles livros que, quando saiu, eu pensei logo "Meh... acho que não é para mim", no entanto, ao ir vendo tantas e tão boas reviews, acabei por ceder e comprei. Não li assim que comprei. Ainda esperei que a hype passasse um bocadinho para não ser totalmente influenciada, uma vez que já o tinha sido na questão de o comprar.
Contudo, aproveitando o mês de Março para leitura conjunta no clube de leitura do Sinfonia Leitura puxa Leitura, peguei nele e foi até acabar. Juntando as horas, foram mais ou menos 6 horas ao todo para "despachar" este menino.
A escrita é leve e viciante. Os capítulos são pequenos e rápidos fazendo com que queiramos sempre ler o próximo.
Somos logo atraídos pela forma como começa e, ao longo da leitura vamos sempre tentando descobrir o que aconteceu naquele primeiro andar, quem morreu, quem matou e porquê. É um livro dividido em várias partes e, em cada uma delas, sentia um ódio novo por uma das personagens. Até que, finalmente, cheguei àquele ponto em que vi logo quem era mesmo o mau da história toda.
Embora tenha descoberto o culpado de tudo a meio da narrativa, o final acabou comigo. Nada fazia prever que a autora rematasse a história daquela forma e muito menos com aquela personagem tão sem importância (na nossa perspectiva). Qualquer uma das personagens acaba por nos atrair completamente pela sua forma de pensar e de agir. São todas tão retorcidas e oportunistas que me deixaram de boca aberta. Nenhuma delas dá um pontinho que não tenha um nó à medida. É tudo pensado e feito ao pormenor. É de génio, pelo menos para mim.
Freida McFadden acabou por se tornar uma das minhas autoras preferidas do género, pela forma como torna um género literário mais "sério" e pesado, numa leitura viciante, leve e em que queremos sempre mais.
Não sou uma expert em livros deste género, mas este é o tipo de história que eu gosto e que nunca me arrependo de comprar e ler.

Se ainda não leram, não deixem de o fazer.

10/04/2024

Opinião | Quarta Asa | Rebecca Yarros | Planeta Editora

Entra no mundo brutal, mágico e envolvente de uma escola de elite para cavaleiros de dragões.

Violet Sorrengail, de vinte anos, deveria ter entrado no Quadrante dos Copistas, e viver uma vida tranquila entre livros e história. Contudo, a general comandante, que também é a sua mãe, ordenou-lhe que se juntasse às centenas de candidatos que se esforçam por se tornarem elite de Navarre: os cavaleiros de dragões. Mas quando és mais pequena do que todos os outros e o teu corpo é frágil, a morte está apenas a um batimento cardíaco de distância… porque os dragões não se ligam a humanos frágeis. Eles reduzem-nos a cinzas.
Num cenário com mais cadetes do que dragões, muitos matariam Violet para aumentar as suas hipóteses de sucesso. Outros matariam apenas por ela ser filha de quem é - tal como Xaden Riorson, o líder mais poderoso e implacável do Quadrante dos Cavaleiros.
Para sobreviver, Violet vai precisar de usar toda a sua inteligência. No entanto, a cada dia que passa, a guerra lá fora torna-se mais mortífera, as proteções do reino estão a falhar e o número de mortos continua a aumentar. E Violet começa a suspeitar que a liderança está a esconder um segredo terrível. Amigos, inimigos, amantes. Todos na Escola de Guerra Basgiath têm um objetivo - porque, quando se entra, só há duas maneiras de sair: concluir as provas ou morrer.



"𝐔𝐦 𝐝𝐫𝐚𝐠ã𝐨 𝐬𝐞𝐦 𝐨 𝐬𝐞𝐮 𝐜𝐚𝐯𝐚𝐥𝐞𝐢𝐫𝐨 é 𝐮𝐦𝐚 𝐭𝐫𝐚𝐠é𝐝𝐢𝐚.
𝐔𝐦 𝐜𝐚𝐯𝐚𝐥𝐞𝐢𝐫𝐨 𝐬𝐞𝐦 𝐨 𝐬𝐞𝐮 𝐝𝐫𝐚𝐠ã𝐨 é 𝐮𝐦 𝐜𝐚𝐝á𝐯𝐞𝐫."

Dizer que gostei deste livro é ser muito, muito limitada. Já li muitos livros deste género e este conseguiu um lugar de topo na lista. Pensava que seria apenas mais um, mas está longe disso. Entrou para a lista dos meus preferidos, não só deste ano, mas desde que comecei esta minha jornada pelo mundo dos livros.
Tem de tudo. Acção, emoção, romance, humor e personagens que nos entram na mente e depois não saem de lá.
No entanto, tenho de ser sincera e admitir que os elementos que roubaram o meu coração, sem qualquer dúvida, foram os dragões! Qualquer um deles roubou um pedacinho mas, Tairn e a "pequena" Andarna ficaram tatuados nos meus pensamentos e no meu coração. Não sabia que precisava tanto destes dragões na minha vida!
Violet e Xanden, aquela relação de inimigos que nem sequer podem com o simples pensamento um do outro e que depois, finalmente, admitiram o que estava óbvio para toda a gente.
Todo este livro é um rol de personagens que, ou amamos ou detestamos profundamente. Adorei o grupo de amigos (até agora) fiéis e divertidos de Violet, a forma como cada um deles foi crescendo na história e como foram essenciais no crescimento pessoal de Violet. Detesto a mãe dela, e, contra muita gente vou, quando digo que não simpatizei muito com o Dain, apesar de saber que ele só quer o bem de Violet. Mas, a meu ver, não vale tudo para isso.
De resto, só consigo pensar nos dragões. I'm a sucker for dragons, tenho de admitir! Não é segredo para ninguém! Adoro as falas deles, a forma como interagem com os seus cavaleiros escolhidos e a relação de fidelidade e de, até mesmo, amor que existe entre um dragão e o seu cavaleiro que se torna muito mais do que isso. A forma como Tairn protege a Violet e o carinho que Andarna tem por ela, deixam-me de coração cheio um sorriso no rosto. Adoro quando Tairn dá raspanetes à Violet. É sempre tão engraçado imaginar a cena.

Quero ficar aqui e escrever mais e mais sobre este livro, mas não posso!

LEIAM ESTE LIVRO!

20/03/2024

Opinião | A Voz de Archer | Mia Sheridan | Edições ASA

Trouxeste o silêncio,
O som mais lindo que já ouvi.
Eu queria perder-me na neblina do Maine. Esquecer tudo o que tinha deixado para trás. O som da chuva. O sangue. O frio da arma contra a minha pele. Ao longo de seis meses, cada instante me recordava que eu estava viva – e o meu pai, não. E foi então que conheci Archer Hale e a minha vida mudou por completo… nunca mais voltei a ser a mesma.
Quando me insinuei no seu mundo estranho, isolado e silencioso, Archer não tinha contacto com mais ninguém. E no entanto, naqueles olhos cor de âmbar, aconteceu algo de intangível entre nós. Havia algo que nos ligava – paixão e mágoa.
Esta vila está repleta de segredos, e Archer parece estar no centro de tudo.
A Voz de Archer é a história de uma mulher que não consegue esquecer uma noite apavorante, e do homem cujo amor lhe trará liberdade. É a história de um homem ferido e da mulher que o ajuda a encontrar a sua voz. É a história da redenção de ambos e uma celebração do poder transformador do amor.


💕"Trouxeste o silêncio, o som mais lindo que já ouvi."

A releitura deste livro foi tão emocionante como quando li a primeira vez, em inglês. Uma história de amor que tem tanto de triste como de arrebatadora.
A Bree é uma alma velha presa num corpo jovem. Depois de um violento trauma e de uma perda irreparável, ela resolve pegar no carro, na cadela e afastar-se de tudo o que lhe relembra o que aconteceu. Tem pesadelos e ataques de pânico recorrentes que se intensificam em noites de tempestade.
Chega a uma cidade pequena, onde toda a gente conhece toda a gente e, com o seu jeito simples e amável de ser, não tarda a arranjar amigos, trabalho e uma casinha aconchegante..
Daí até conhecer Archer, conhecido como o desiquilibrado e ermita da cidade, foi um tirinho. Conhecem-se de uma forma pouco habitual. Com a simpatia que lhe é fácil, Bree tenta comunicar com ele e percebe que ele não fala. Sorte? Ela sabe linguagem gestual. Não tardou muito a que Archer lhe fosse abrindo as portas de casa e do seu coração. Passinho a passinho, Bree vai entrando na vida dele e fazer-lhe ver que ele é mais e melhor do que aquilo que ele pensa.
No entanto, tendo ele os seus próprios traumas desde criança e que o fizeram ser como é, ele consegue ensinar a Bree que aquilo que as outras pessoas pensam de nós pouco importa e que o que realmente é importante é a forma como somos fiéis a nós mesmos, aos nossos ideais, aos nossos princípios e ao que acreditamos.
Tanto um como outro vão aprender imenso no processo entre uma amizade verdadeira e um amor arrebatador e que ultrapassa qualquer barreira da linguagem e do preconceito social.
Contra tudo o que todos lhe diziam, Bree acabou por ser fiél ao seu coração e aos seus instintos que sempre lhe disseram que Archer era um homem bom, honesto, trabalhador, fiél, fiável e amoroso.
Só não dei a classificação máxima porque queria mais dos cães dos dois e queria que o primo de Archer tivesse levado uma lição a sério!
Gosto imenso da forma como a autora escreve porque é aquele tipo de escrita que vicia. É uma escrita fluída e leve mas muito rica em detalhes e emoções. Gosto imenso!

Recomendo vivamente!



18/03/2024

Opinião | Amor e Outras Mentiras | Andreia Ramos | Saída de Emergência

Uma namorada fictícia. Um casamento fora de controlo. Um reencontro com o passado que vai mudar as suas vidas.
Vanessa é a personificação da simplicidade. Deem-lhe uma t-shirt engraçada e um bom copo de vinho, e consegue até aturar os clientes da pior agência de comunicação do mundo. Mas quando o seu melhor amigo revela que precisa de uma namorada fictícia para levar ao casamento da irmã — com o intuito de esconder de uma família altamente conservadora a orientação sexual —, Vanessa não hesita em transformar-se na pretendente de sonho de quaisquer pais ricos e exigentes.
No entanto, conseguirá ela manter as aparências quando se depara com um amor antigo? E será possível manter o papel de menina bem-educada diante da avó altamente homofóbica do amigo? E daquele cão horrível que anda sempre atrás dela?
Entre situações hilariantes e embaraçosas, esta é uma obra deliciosa sobre um casamento fora de controlo, que nos faz refletir sobre o que realmente é importante na vida. Ao mesmo tempo, confirma o talento único de Andreia Ramos, definitivamente a nova sensação da comédia romântica.


Quando peguei neste livro, já desconfiava de que ia ser uma leitura viciante e divertida, como a Andreia já nos habituou.
Neste pequeno (grande) livro temos de tudo:
  • Melhores amigos que fingem que são namorados;
  • Uma família armada em finória cheia de "não-me-toques";
  • Uma vó com a mania das grandezas;
  • Um mini-cão que tem a mania que é grande e que tem mau feitio;
  • Um irmão "podre de bom" que faz as delícias de todas as solteiras da região e mais além.
  • Uma Vanessa cheia de vida e com um armário recheado de t-shirts com frases provocatórias e hilariantes.
Ainda não li todos os livros da Andreia, este é o terceiro e se já tinha adorado o "De Espanha... sem Amor", este aqui tem tudo o que eu gosto e subiu no meu ranking. Romance, cenas mais quentes escritas de uma forma nada constrangedora e vulgar, como muitas vezes encontramos em outros livros, comédia e a introdução de um mini-cão chamado Frufru de focinho empertigado, é a cereja no topo do bolo. Adorava ter um canito como o nosso Frufru.

A Andreia tem uma forma de escrever que nos prende e que nos faz esquecer da realidade. Faz-nos rir e sorrir e faz com que nos sintamos bem. As gargalhadas que dei com as tiradas da Vanessa e do Duarte souberam-me pela vida e, mesmo já tendo passado algum tempo desde que o li, ainda hoje em dia apanho-me a rir quando me lembro de uma ou outra passagem do livro. A cada livro que a Andreia lança, vê-se um amadurecimento e uma evolução muito positiva na sua forma de escrever.

A Vanessa é uma jovem mulher super activa, com um cérebro extra-estimulado e um coração enorme. Faz de tudo pelo seu melhor amigo, Duarte e, dói-lhe imenso o facto do melhor amigo ter de fingir que tem namorada para esconder a sua verdadeira realidade da própria família. Sendo que Vanessa tem uma família adorável e amorosa, que não julga nem condena. Gosto imenso de como eles são tão cumplices e tão presentes um para o outro. Contudo, não posso deixar de frisar que a minha personagem preferida foi o Lourenço. Um jovem empresário de sucesso, obrigado pela família a tomar os negócios da família nas mãos, mantém um coração genuíno e afável. Adora os irmãos e aquele casamento da irmã vai trazer-lhe tudo o que ele mais desejava. 

Gostei imenso de todas as personagens, mesmo as mais intoleráveis. Acho que estava sempre na esperança de que, pelo menos, a "vó" abrisse os olhos e visse que a vida merece ser vivida de outra forma e que não nos vale de nada termos a mania que somos melhores do que os restantes que andam à nossa volta. Detesto pessoas preconceituosas, mas essa "vó", com mais um bocadinho de paciência, poderia ser moldada para melhor. Quem sabe...?

Resumindo: Este é uma leitura que vocês não vão querer perder! Têm uma tarde livre? Então é a tarde perfeita para ler este menino.

06/03/2024

Opinião | Quebrar o Gelo - Icebreaker | Hannah Grace | Bertrand Editora

Uma patinadora artística ultracompetitiva tem de dividir o rinque com o capitão «quebra-corações» da equipa de hóquei? O gelo não vai quebrar entre estes dois, vai derreter!
Anastasia treina todos os dias com a ambição de garantir um lugar na equipa de patinagem artística no gelo dos Estados Unidos. Na competição desde criança e agora com uma bolsa de estudo na faculdade, os horários e as exigências da vida de Stassie fariam qualquer um de nós chorar — mas ela quer chegar, ver e vencer. Sem cedências. Nem mesmo perante…
…Nathan nunca enfrentou um problema que não conseguisse e, em boa verdade, que não tivesse de ser ele a resolver. Enquanto capitão dos Maple Hills Titans, sabe que é dele a responsabilidade de manter a equipa no melhor da sua capacidade e motivação. Só que quando um pequeno mal-entendido faz com que as duas equipas tenham de partilhar o mesmo rinque de patinagem da Universidade da Califórnia — Maple Hills, Nate vai acabar por trocar o stick por collants desportivos e ajudar Stassie a treinar. Hum, a treinar… será que vão ficar por aí?
Ambos dão por si nos braços um do outro, mas parece estar tudo bem… Stassie detesta aqueles selvagens do hóquei no gelo, e Nate jamais se transformaria no namorado ultraquerido e doce como mel…, certo?!

Quebrar o Gelo - Icebreaker
Hannah Grace

Estava muito curiosa com este livro. Eram tantas as pessoas que já tinham lido e adorado. Deixou-me a pulga atrás da orelha. Quem era a Anastasia, quem era o Nathan? Estava completamente à nora.
Desde o início que este livro mostrou que ia ser de leitura rápida e viciante. A forma como a autora escreve, fluída, actual e leve ajuda imenso a ultrapassar os pormenores menos bons deste livro.

Sinceramente falando, não fiquei muito fã da Anastasia. Achei-a um bocadinho vulgar e obcecada com o ser perfeita em ringue. Diferente de outras personagens femininas, Anastasia não era uma daquelas miúdas que são dificeis de conquistar. Pelo contrário. Tinha um amigo colorido para satisfazer as suas necessidades sexuais, mas não eram namorados. Essa situação não gostei muito, até porque ele era um querido. Em relação ao Aaron, o seu amigo e parceiro de casa e de dança, achei-a sempre demasiadamente fraca. Não tinha voz firme em relação a ele até que conheceu Nathan e o resto da equipa de hóquei.
Em relação ao Nathan, embora tenha as suas falhas, achei-o um doce de rapaz. Sempre preocupado com os seus companheiros, com a irmã e até com Anastasia, desde que a conheceu. A Anastasia com o Nathan era uma pessoa muito, mas muito melhor.
Pontos que mais gostei neste livro:
❤️A equipa de hóquei. Eram tipo uma irmandade e cada um é mais engraçado e amoroso que o outro. A forma como aceitaram a Lola, melhor amiga da Anastasia e recém namorada de um deles, é enternecedora! Acolheram-nas e protegeram-nas sempre que puderam e o melhor que puderam.
❤️As cenas mais sexuais também não são mirabolantes, embora algumas me tenham deixado com a dúvida na cabeça se seria possível realizar ou não.
❤️A forma como Anastasia foi mudando e amadurecendo por causa de Nathan. No final, até já gostava dela.
O que não gostei principalmente:
😕a má influência de Aaron e o próprio Aaron. É uma pessoa destestável e manipuladora que, até Nathan e a equipa de hóquei aparecer, fez e manipulou Anastasia e Lola como bem quis, sem qualquer oposição da parte dela.

🎉No geral, gostei imenso e quero continuar a série!

28/02/2024

Opinião | A Lei dos Corações Perdidos | Mariana Faria | Edições Saída de Emergência

A vida de Emma Montgomery é aparentemente perfeita. Estudante de História na Universidade de Columbia, Emma é bonita, rica e filha do melhor advogado de Nova Iorque. Contudo, por detrás dos portões da sua mansão, existe um mundo de mentiras e trauma que a impede de confiar e amar… até ao dia em que conhece Tyler.
Tyler Mclain é o parceiro sénior mais jovem na firma. Competente, arrogante e mulherengo, ele é mais do que aparenta e esconde segredos que poucos homens conseguiriam carregar. No entanto, nada disso o impede de querer libertar-se do passado quando conhece Emma.

Os desejos mais profundos de ambos são uma combinação feita nos céus, mas nada na vida deles é fácil. Quando Emma descobre a verdade sobre quem pensava ser o amor da sua vida, isso destrói-a mais do que qualquer uma das suas memórias. Contudo, também acende a chama de que precisava para lutar contra todos os seus demónios.

Será o amor de ambos suficiente para ultrapassarem as guerras das suas famílias?

Ou ficará Emma perdida para sempre?

Devo dizer que estava muito, muito curiosa com este livro. 
Para mim, este livro tem muitos pontos positivos, o que é muito bom para uma autora tão novinha e ainda não muito experiente. Ainda mais prazer tenho em dizer isso quando se trata de uma autora portuguesa!! Que bom!
Neste primeiro livro, que eu espero que seja uma duologia ou uma trilogia, temos Emma e Tyler. Duas personagens de carácter forte e ideias vincadas.
Emma, desde pequena, que vive a sua vida em função da mãe. É de família muito rica, mas, se pudesse escolher, preferia ir viver com a mãe e o irmão para bem longe do pai. Está a tirar o mestrado de História quando o pai, advogado de renome, queria que ela fosse para o mesmo ramo que ele. Desde sempre que ela não suporta o pai. Algo muito traumático aconteceu quando Emma ainda era ainda pequena e isso revirou a sua vida e a sua personalidade. É uma jovem desconfiada, traumatizada e, em relação ao sexo oposto, conserva o seu coração fechado a sete chaves, até que, numa bela noite ela conhece Tyler. Advogado, filho do sócio do pai dela e empregado dele também. Conhecem-se numa festa promovida pela empresa dos pais de ambos e a química entre os dois foi imediata. Ele é um jovem em ascenção que não pensa em mais nada a não ser em chegar rapidamente a sócio da empresa e aproveitar o que a vida tem de bom. Mulheres, dinheiro e conforto. Trabalha muito, mas também se diverte bastante. Esse era o plano dele, que também mantém o coração trancado ao amor, mas não aos flertes. Até que, naquela noite ele esbarra com Emma. Desde que a conhece, mesmo sem se aperceber, Tyler apaixona-se perdidamente por ela e por mais que tenha combatido aquele sentimento, não consegue e, no final vai ter de fazer uma escolha muito, muito difícil. Quando, finalmente Emma consegue fugir das amarras do pai e aceita o amor de Tyler, eis que o tapete é tirado de debaixo dos pés de ambos e as coisas ficarão caóticas. Aposto!
A "nossa" Mariana consegue deixar-nos com um cliffhanger tramado e a curiosidade e frustração é muita para saber como Emma, a mãe, o irmão e Tyler vão lidar com a situação

 

16/02/2024

Opinião | Os Jogos da Herança | Jennifer Lynn Barnes | Editorial Presença

 Uma herança multimilionária. Uma luta desigual. Um jogo de vida ou morte.
Enigmas, quebra-cabeças e passagens secretas.

O thriller YA que está a apaixonar milhões de leitores em todo o mundo.

Avery Grambs tem o seu futuro muito bem planeado: vai conseguir sobreviver ao secundário, ganhar uma bolsa de estudo e fugir dali. Mas o destino troca-lhe as voltas. a vida muda… num segundo. Quando o multimilionário Tobias Hawthorne morre e deixa toda a sua fortuna a Avery, os planos caem por terra e ela pergunta-se: Mas quem é Tobias Hawthorne, de quem nunca ouvi falar, e por que razão me fez sua herdeira?

Estamos tão espantados quanto Avery, quando, a páginas tantas, vem a segunda surpresa: para receber a herança, ela tem de se mudar, de malas e bagagens, para a Casa Hawthorne, local onde Tobias Hawthorne viveu e que espelha a sua personalidade. Em cada canto, há puzzles, códigos secretos, passagens escondidas, enigmas… E, nessa casa, estão quatro rapazes perigosos, magnéticos e inteligentíssimos. Quem são? Os netos de Hawthorne, que esperavam herdar a fortuna do avô…

Fechados na Casa Hawthorne, Avery e os quatro netos deserdados vão travar uma luta desigual por aquela fortuna. Os Jogos da Herança não são uma brincadeira de crianças… a regra é simples: nesta vertigem de vida ou morte, onde é preciso decifrar mistérios a cada passo, quem ganhar fica com… tudo. Quão longe estão dispostos a ir para vencer?


Este livro apanhou-me de surpresa, tenho de admitir. Fui um pouco com a expectativa de ser um Mistério/Romance, mas de romance tem pouco e está tudo bem. Embora tenhamos algures e de vez em quando, algumas passagens que nos levam a crer que, provavelmente, algo mais "sério" irá acontecer entre Avery e os irmãos Hawthorne ou um deles. Ficamos sempre no limbo à espera que ela escolha um deles, quando na verdade, qualquer um deles é perfeitamente elegível.

Tenho de ser completamente honesta e admitir que os primeiros capítulos custaram-me um pouco a cativar. Não fosse esse o livro escolhido para leitura conjunta do #leiturapuxaleitura, o clube de leitura do Sinfonia no Instagram/Discord/Whatsapp, e, se calhar, teria levado muito mais tempo a continuar e a terminar de ler.
Contudo, algures pelo caminho fiquei completamente atraída pelos jogos misteriosos que o velho avô Hawthorne engendrou para os netos e para Avery. A curiosidade levou a melhor e, de uma forma bastante atractiva, pela sua maneira simples de escrever, a autora consegue puxar-nos para aquela mansão misteriosa, para tentarmos resolver, junto com eles o porquê de Avery, que nunca tivera nenhum contacto com aquela família, é a herdeira escolhida em testamento pelo velho avô Tobias Hawthorne. 
Entre muitos mistérios, pistas escondidas por tudo quanto é canto e uma morte algo estranha, estas personagens vão conseguir cativar o leitor e fazer com que, junto com eles, estejamos atentos a tudo o que possa ajudar na resolução daquele grande mistério.

Se por um lado gostei imenso do facto de Avery ser uma miúda destemida e com uma personalidade forte, por outro lado, achei-a muitas vezes demasiadp influenciável. Gostei mais da melhor amiga dela, a Max, embora não tenhamos tido muito acesso a ela, mas o que tivemos gostei imenso dela e da energia dela.
Em relação aos irmãos Hawthorne, ainda estou com as minhas impressões sobre eles demasiadamente "verdinhas". Preciso de ler mais deles para formar uma opinião precisa e consistente. 
No geral, gostei bastante deste primeiro livro, especialmente porque deixa em aberto mais mistérios para o livro seguinte.
Recomendo

 

07/02/2024

Opinião | Cagaster, Vol. 2 | Kachou Hashimoto | Edições ASA

 



Este é apenas o segundo volume da saga Cagaster, mas desde o primeiro volume que me senti agarrada por este manga.

Quem leu a minha primeira opinião, já sabe que esta série trata-se da história de Kidow e de Ilie. Ele é um caçador de humanos transformados em insectos gigantes (cagasters) e ela, apenas uma miúda que no meio da sua travessia para fugir aos cagaster que invadiram a sua cidade, perde o pai e fica sozinha no mundo.

Neste segundo volume, é notório aquilo que ela sente por Kidow, apenas dois anos mais velho do que ela, mas com uma bagagem de vida já muito pesada. Temos acesso a um pouco mais sobre o passado dele e, de alguma forma, conseguimos vislumbrar um miúdo dedicado, fiél e doce debaixo de toda aquela frieza e dureza com que ele trata as pessoas à sua volta.

Neste segundo volume, tanto ele, como Ilie, como os meninos solitários da zona, vão sofrer uma grande perda para os Cagaster. Alguém em quem eles confiavam e depositavam a sua esperança numa protecção contra aqueles insectos infecciosos que estavam a dominar o mundo.

Continuo a dizer que a arte presente nestas páginas é absolutamente fantástica (pelo menos para mim que não sei desenhar nem uma árvore) e espanta-me sempre o quão expressivos estes desenhos conseguem ser.

Agora quer ver se leio os que já saíram até agora de uma vez para fazer uma opinião geral, em vez de uma por cada volume.

Recomendo, obviamente!