14/02/2020

Opinião | A Rapariga que Sobreviveu | Leslie Wolfe | Alma dos Livros

Laura testemunhou a morte da família, mas o choque apagou-lhe da memória tudo o que aconteceu nessa fatídica noite. O assassino pode ser qualquer pessoa. Enquanto a polícia procura que ela se recorde do que sucedeu, o homicida vai tentar matar a única testemunha viva do crime: ela.

Por puro instinto de sobrevivência, a menina de cinco anos escondeu- se até que os gritos acabassem. A seguir, um silêncio mortal invadiu a casa. Isto foi há quinze anos. Durante esse tempo, Laura Watson acreditou que o assassino da família se encontrava preso, aguardando a execução no corredor da morte. Mas, enquanto tenta seguir com a vida junto da família adoptiva, não consegue libertar-se do medo e da incerteza de um dia se lembrar do que ocorreu. Quando uma aclamada psicóloga propõe a Laura ajudá-la a recuperar as lembranças, ela aceita, ansiosa por lançar alguma luz sobre o seu passado adormecido.

O que não sabe é que, quanto mais mergulha nas memórias, mais se torna um alvo para o assassino, que está à solta e não pode permitir que a verdade seja desvendada.

 
Pelo livro anterior desta autora, A Rapariga sem Nome, consegui perceber que ia ter de seguir a carreira da nossa Tess Winnett de perto, quanto mais não fosse pela sua maneira intensa de pensar e organizar pistas, até desvendar os casos que se lhe deparam.

Neste livro temos a história de Laura Watson que, desgraçadamente, assistiu aos homicídios violentos da sua família toda quando tinha apenas cinco anos de idade. Pai, mãe, irmão e irmã, bem como um amiguinho do irmão que lá estava a passar a noite. No entanto, vários anos passados, já com Laura crescida, com namorado e tudo, ficamos a saber que a menina que assistiu a tudo, não se lembra de absolutamente nada do que aconteceu naquela noite. Com o trauma, a mente de Laura fechou-se para o que aconteceu e apenas tem memórias de situações passadas com a família antes dos crimes.

Ao contrário do que aconteceu no A Rapariga Sem Nome, em que tive de ler mesmo até ao finalzinho para perceber quem teria cometido aquele crime, neste percebi quem era o criminoso já na página cento e vinte e quatro e só queria ir até ao fim para ver mesmo se tinha acertado! 
A autora elaborou toda esta trama, a meu ver, de modo a que o leitor conseguisse acertar em quem teria cometido os vários crimes, mas ficasse agarrado até ao final para saber os "porquês", os "comos" e os "ses", incluindo os erros que o autor dos crimes cometeu. Gostei especialmente do pormenor de termos várias perspectivas. A da Tess, a do criminoso e até mesmo da própria Laura, que lutava com o facto da sua mente não se lembrar de nada e ir contra a vontade de todos, inclusive dos pais adoptivos, para descobrir o que a sua mente escondia,

Tudo fazia prever que o criminoso daqueles crimes hediondos já estivesse na cadeia à espera de ser executado, o conhecido Homem de Família, que assassinou diversas famílias e foi apanhado há alguns anos atrás. No entanto, quando Tess volta ao trabalho tem como missão ver se, antes do criminoso ser executado, ficou alguma ponta solta por resolver, até porque o Homem de Família, clama não ter cometido pelo menos três daqueles crimes. Assumiu a culpa pelos outros todos, mas aqueles em particular, ele insiste sempre que não foi ele. Ninguém o ouve, até que lhe aparece no caminho uma Tess que ouve sempre quem lhe coloca situações ambíguas à frente. Como é hábito dela, para mal dos remédios do chefe dela, Tess mete mãos à obra e dá imensas voltas e reviravoltas até chegar ao criminoso verdadeiro daqueles três crimes e mais alguns. 

Tess continua com um feitio difícil. É complicado sentirmos alguma empatia com ela, sendo ela uma mulher tão reservada e tão solitária. Ás vezes até ríspida, na verdade. Não confia em mais ninguém a não ser naquele que lhe salvou a vida há muitos anos atrás, Cat, o dono do bar que a percebe sem que ela precise de dizer seja o que for. Achei alguma piada à relação que existe entre eles pois é puramente baseada na confiança e na amizade. 

Escusado será dizer que a leitura deste thriller/policial acabou por ser viciante. Os primeiros capítulos um pouco mais lentos, mas depois acabou por ser impossível largar a leitura até acabar. Para leitores como eu que, apesar de já ter lido um número de policiais considerável, ainda tem alguma dificuldade em acompanhar todos os passos e seguir os raciocínios tanto dos criminosos como dos detectives/inspectores/agentes, esta história e a simplicidade da escrita torna tudo muito mais fácil e acessível.

Não dei as cinco estrelas porque ainda não acho que tenha grande conhecimento para as atribuir, no que a este género diz respeito. Mas, não se preocupem porque para lá caminho!

Boas leituras a todos e obrigada pela vossa visita!

Novidade Editorial Planeta Portugal | A Parteira Alemã | Mandy Robotham

A PARTEIRA ALEMÃ
Um romance extraordinário sobre a Segunda Guerra Mundial e o regime nazi, visto de uma perspectiva totalmente original. 

Nas livrarias a 18 de fevereiro.

ISBN: 978-989-777-348-8
Tradução: Mário Dias Correia
Formato: 15,5 x 23,5 cm // Capa mole
Páginas: 352
PVP C/IVA: €18,50

A Parteira Alemã é o romance de estreia de Mandy Robotham, um livro que conquistou a crítica internacional e os leitores. Uma história de coragem, traição e amor, narrado através do olhar de uma mulher. Mas esta não é uma mulher qualquer. Anke Hoff, a protagonista desta história, é alemã, parteira e prisioneira do campo de concentração de Ravensbrük, onde nas piores condições, tenta manter vivas as suas companheiras grávidas e os seus filhos recém-nascidos. A sua vida muda quando é escolhida para ajudar a dar à luz o filho do Führer e Eva Braun. É em Berghof, casa refúgio de Hitler, que ela se apaixona por um oficial alemão. Através de uma escrita convincente, dolorosa e por vezes cruel, Mandy Robotham leva-nos a viver o dilema desta mulher, dividida entre o dever de parteira e o ódio ao regime nazi, entre o amor e o desejo de felicidade e os horrores da guerra. Os relatos sobre a angustiante vida das mulheres no campo de concentração em Ravensbrük são tragicamente reais. A Parteira Alemã é um romance extraordinário sobre a Segunda Guerra Mundial e o regime nazi.
Sinopse
Anke Hoff, prisioneira do campo de concentração de Ravensbrük faz o que pode para manter vivas as suas companheiras grávidas e os bebés recém-nascidos. Mas quando o seu trabalho é notado, é escolhida para uma tarefa bem mais perigosa. Eva Braun está grávida do filho do Führer e Anke é retirada do campo para Berghof, casa refúgio de Hitler, para trazer ao mundo o filho de Eva Braun. Se recusar, a sua família morrerá. Anke vê-se perante uma escolha impossível. Dividida entre o dever de parteira e o ódio pelo regime para o qual agora trabalha. A viver uma vida que nunca poderia ter imaginado, Anke apaixona-se por um oficial alemão e cedo o casal é confrontado com os perigos desta relação proibida. 
Poderá o seu amor sobreviver aos horrores da guerra? 
E, mais importante, conseguirão encontrar a felicidade?

Sobre a autora
Mandy Robotham é aspirante a escritora desde os nove anos, mas foi desviada pelo jornalismo e mais tarde seduzida pelo momento de dar à luz. Hoje é parteira e escreve sobre nascimento, morte, amor e tudo o que envolve estes momentos únicos. Tem um mestrado em Escrita Criativa pela Oxford Brookes University. A Parteira Alemã é o seu primeiro romance.

13/02/2020

Acabado de Chegar #17 | Os Outros | C.J. Tudor | Editorial Planeta Portugal

Estou mesmo feliz!! Chegou, finalmente, o meu exemplar desta novo livro de C.J. Tudor, autora dos livros "O Homem de Giz" e "Levaram Annie Thorne", ambos livros que adorei!
Estava mesmo, mesmo em pulgas para receber este novo título e começar a lê-lo (assim que acabar o que comecei ontem :p)

Uma rapariga pálida num quarto branco…
Ao conduzir uma noite para casa, Gabe vai atrás de um velho carro, quando vê a cara de uma menina aparecer na janela.
Ela diz uma palavra: papá.
É a sua filha de cinco anos, Izzy.
E nunca mais a vê.
Três anos mais tarde, Gabe passa os dias a conduzir na auto-estrada à procura do carro que levou a filha, recusando-se a desistir. Apesar de todos pensarem que Izzy está morta.
Fran e a filha, Alice, também estão na auto-estrada.
Não estão à procura. Estão em fuga. Tentando manter-se um passo à frente das pessoas que lhes querem fazer mal. Porque Fran sabe a verdade. Ela sabe o que aconteceu à filha de Gabe.
Sabe quem é o responsável e o que lhe farão a si e a Alice se a apanharem.

E por aí? 
Quem já leu? 
Quem quer ler?

Novidade Fábula | Olá, Farol! | Sophie Blackall

Premiado com a Medalha Caldecott, prestigiado prémio de ilustração, Olá, Farol! é um tributo luminoso a um farol intemporal e ao seu último guardião. Através de ilustrações belíssimas e um texto poético, a autora reflecte sobre a constância, a mudança e a passagem do tempo.
Olá, Farol! (ed. Fábula | 50 pp. | 15,49€) é uma história com espírito caloroso e reconfortante, ideal para ler e partilhar em família. 


Chega às livrarias a 17 de fevereiro. 

A Fábula disponibiliza as primeiras páginas para leitura aqui.

Novidade Vogais | O Salto Social | William Von Hippel

Quando artistas famosos vencem um Grammy ou um Óscar, não sentimos inveja porque não os conhecemos, não fazemos parte do seu grupo de amigos, e não temos intenção de competir com eles, nomeadamente por parceiros sexuais. Mas quando os nossos amigos nos superam, particularmente num domínio que valorizamos, o caso muda completamente de figura.

A selecção sexual grava esta lógica muito fundo na nossa psique, tornando incrivelmente difícil erguermo-nos acima disto sem sentir inveja do sucesso dos outros — particularmente dos que nos são próximos.

O Salto Social (ed. Vogais | 320 pp. | 21,98€) apresenta um olhar novo e provocador à nossa espécie que fornece novas pistas sobre quem somos, porque fazemos o que fazemos e como podemos viver uma boa vida. Chega às livrarias a 17 de fevereiro. 

A Vogais disponibiliza as primeiras páginas para leitura aqui.

A psicologia humana está repleta de contradições: esforçamo-nos para alcançar os nossos objectivos, mas quando somos bem-sucedidos, a nossa felicidade é passageira. Desejamos que os nossos amigos tenham uma boa vida, mas sentimos inveja se for boa demais.
Reclamamos de chefes difíceis, mas não costumamos ser melhores quando assumimos a liderança. Estas incoerências podem parecer irracionais, mas cada uma é fruto da evolução com o propósito de servir uma função vital nas nossas vidas. De facto, os aspectos mais fundamentais da nossa psicologia foram moldados permanentemente pelo «salto social» que os nossos antepassados deram ao migrarem da floresta tropical para a savana. Na sua luta pela sobrevivência, deram prioridade ao trabalho em equipa e à sociabilidade em detrimento das proezas físicas, criando um tipo inteiramente novo de inteligência.
Mesclando antropologia, biologia, história e psicologia com ciência evolutiva, O Salto Social é um olhar novo e provocador à nossa espécie que fornece novas pistas sobre quem somos, porque fazemos o que fazemos e como podemos viver uma boa vida. 

SOBRE O AUTOR
William von Hippel cresceu no Alasca, nos Estados Unidos. Obteve o bacharelato em Yale e o doutoramento na Universidade de Michigan, tendo depois leccionado mais de uma década na Universidade estadual do Ohio. Depois seguiu rumo à Austrália, onde é professor de Psicologia na Universidade de Queensland. Já escreveu mais de uma centena de artigos e contributos para livros. As suas pesquisas foram publicadas no New York Times, USA Today, The Economist, BBC, Le Monde, El Mundo, Der Spiegel e The Australian.