28/02/2024

Opinião | A Lei dos Corações Perdidos | Mariana Faria | Edições Saída de Emergência

A vida de Emma Montgomery é aparentemente perfeita. Estudante de História na Universidade de Columbia, Emma é bonita, rica e filha do melhor advogado de Nova Iorque. Contudo, por detrás dos portões da sua mansão, existe um mundo de mentiras e trauma que a impede de confiar e amar… até ao dia em que conhece Tyler.
Tyler Mclain é o parceiro sénior mais jovem na firma. Competente, arrogante e mulherengo, ele é mais do que aparenta e esconde segredos que poucos homens conseguiriam carregar. No entanto, nada disso o impede de querer libertar-se do passado quando conhece Emma.

Os desejos mais profundos de ambos são uma combinação feita nos céus, mas nada na vida deles é fácil. Quando Emma descobre a verdade sobre quem pensava ser o amor da sua vida, isso destrói-a mais do que qualquer uma das suas memórias. Contudo, também acende a chama de que precisava para lutar contra todos os seus demónios.

Será o amor de ambos suficiente para ultrapassarem as guerras das suas famílias?

Ou ficará Emma perdida para sempre?

Devo dizer que estava muito, muito curiosa com este livro. 
Para mim, este livro tem muitos pontos positivos, o que é muito bom para uma autora tão novinha e ainda não muito experiente. Ainda mais prazer tenho em dizer isso quando se trata de uma autora portuguesa!! Que bom!
Neste primeiro livro, que eu espero que seja uma duologia ou uma trilogia, temos Emma e Tyler. Duas personagens de carácter forte e ideias vincadas.
Emma, desde pequena, que vive a sua vida em função da mãe. É de família muito rica, mas, se pudesse escolher, preferia ir viver com a mãe e o irmão para bem longe do pai. Está a tirar o mestrado de História quando o pai, advogado de renome, queria que ela fosse para o mesmo ramo que ele. Desde sempre que ela não suporta o pai. Algo muito traumático aconteceu quando Emma ainda era ainda pequena e isso revirou a sua vida e a sua personalidade. É uma jovem desconfiada, traumatizada e, em relação ao sexo oposto, conserva o seu coração fechado a sete chaves, até que, numa bela noite ela conhece Tyler. Advogado, filho do sócio do pai dela e empregado dele também. Conhecem-se numa festa promovida pela empresa dos pais de ambos e a química entre os dois foi imediata. Ele é um jovem em ascenção que não pensa em mais nada a não ser em chegar rapidamente a sócio da empresa e aproveitar o que a vida tem de bom. Mulheres, dinheiro e conforto. Trabalha muito, mas também se diverte bastante. Esse era o plano dele, que também mantém o coração trancado ao amor, mas não aos flertes. Até que, naquela noite ele esbarra com Emma. Desde que a conhece, mesmo sem se aperceber, Tyler apaixona-se perdidamente por ela e por mais que tenha combatido aquele sentimento, não consegue e, no final vai ter de fazer uma escolha muito, muito difícil. Quando, finalmente Emma consegue fugir das amarras do pai e aceita o amor de Tyler, eis que o tapete é tirado de debaixo dos pés de ambos e as coisas ficarão caóticas. Aposto!
A "nossa" Mariana consegue deixar-nos com um cliffhanger tramado e a curiosidade e frustração é muita para saber como Emma, a mãe, o irmão e Tyler vão lidar com a situação

 

16/02/2024

Opinião | Os Jogos da Herança | Jennifer Lynn Barnes | Editorial Presença

 Uma herança multimilionária. Uma luta desigual. Um jogo de vida ou morte.
Enigmas, quebra-cabeças e passagens secretas.

O thriller YA que está a apaixonar milhões de leitores em todo o mundo.

Avery Grambs tem o seu futuro muito bem planeado: vai conseguir sobreviver ao secundário, ganhar uma bolsa de estudo e fugir dali. Mas o destino troca-lhe as voltas. a vida muda… num segundo. Quando o multimilionário Tobias Hawthorne morre e deixa toda a sua fortuna a Avery, os planos caem por terra e ela pergunta-se: Mas quem é Tobias Hawthorne, de quem nunca ouvi falar, e por que razão me fez sua herdeira?

Estamos tão espantados quanto Avery, quando, a páginas tantas, vem a segunda surpresa: para receber a herança, ela tem de se mudar, de malas e bagagens, para a Casa Hawthorne, local onde Tobias Hawthorne viveu e que espelha a sua personalidade. Em cada canto, há puzzles, códigos secretos, passagens escondidas, enigmas… E, nessa casa, estão quatro rapazes perigosos, magnéticos e inteligentíssimos. Quem são? Os netos de Hawthorne, que esperavam herdar a fortuna do avô…

Fechados na Casa Hawthorne, Avery e os quatro netos deserdados vão travar uma luta desigual por aquela fortuna. Os Jogos da Herança não são uma brincadeira de crianças… a regra é simples: nesta vertigem de vida ou morte, onde é preciso decifrar mistérios a cada passo, quem ganhar fica com… tudo. Quão longe estão dispostos a ir para vencer?


Este livro apanhou-me de surpresa, tenho de admitir. Fui um pouco com a expectativa de ser um Mistério/Romance, mas de romance tem pouco e está tudo bem. Embora tenhamos algures e de vez em quando, algumas passagens que nos levam a crer que, provavelmente, algo mais "sério" irá acontecer entre Avery e os irmãos Hawthorne ou um deles. Ficamos sempre no limbo à espera que ela escolha um deles, quando na verdade, qualquer um deles é perfeitamente elegível.

Tenho de ser completamente honesta e admitir que os primeiros capítulos custaram-me um pouco a cativar. Não fosse esse o livro escolhido para leitura conjunta do #leiturapuxaleitura, o clube de leitura do Sinfonia no Instagram/Discord/Whatsapp, e, se calhar, teria levado muito mais tempo a continuar e a terminar de ler.
Contudo, algures pelo caminho fiquei completamente atraída pelos jogos misteriosos que o velho avô Hawthorne engendrou para os netos e para Avery. A curiosidade levou a melhor e, de uma forma bastante atractiva, pela sua maneira simples de escrever, a autora consegue puxar-nos para aquela mansão misteriosa, para tentarmos resolver, junto com eles o porquê de Avery, que nunca tivera nenhum contacto com aquela família, é a herdeira escolhida em testamento pelo velho avô Tobias Hawthorne. 
Entre muitos mistérios, pistas escondidas por tudo quanto é canto e uma morte algo estranha, estas personagens vão conseguir cativar o leitor e fazer com que, junto com eles, estejamos atentos a tudo o que possa ajudar na resolução daquele grande mistério.

Se por um lado gostei imenso do facto de Avery ser uma miúda destemida e com uma personalidade forte, por outro lado, achei-a muitas vezes demasiadp influenciável. Gostei mais da melhor amiga dela, a Max, embora não tenhamos tido muito acesso a ela, mas o que tivemos gostei imenso dela e da energia dela.
Em relação aos irmãos Hawthorne, ainda estou com as minhas impressões sobre eles demasiadamente "verdinhas". Preciso de ler mais deles para formar uma opinião precisa e consistente. 
No geral, gostei bastante deste primeiro livro, especialmente porque deixa em aberto mais mistérios para o livro seguinte.
Recomendo

 

07/02/2024

Opinião | Cagaster, Vol. 2 | Kachou Hashimoto | Edições ASA

 



Este é apenas o segundo volume da saga Cagaster, mas desde o primeiro volume que me senti agarrada por este manga.

Quem leu a minha primeira opinião, já sabe que esta série trata-se da história de Kidow e de Ilie. Ele é um caçador de humanos transformados em insectos gigantes (cagasters) e ela, apenas uma miúda que no meio da sua travessia para fugir aos cagaster que invadiram a sua cidade, perde o pai e fica sozinha no mundo.

Neste segundo volume, é notório aquilo que ela sente por Kidow, apenas dois anos mais velho do que ela, mas com uma bagagem de vida já muito pesada. Temos acesso a um pouco mais sobre o passado dele e, de alguma forma, conseguimos vislumbrar um miúdo dedicado, fiél e doce debaixo de toda aquela frieza e dureza com que ele trata as pessoas à sua volta.

Neste segundo volume, tanto ele, como Ilie, como os meninos solitários da zona, vão sofrer uma grande perda para os Cagaster. Alguém em quem eles confiavam e depositavam a sua esperança numa protecção contra aqueles insectos infecciosos que estavam a dominar o mundo.

Continuo a dizer que a arte presente nestas páginas é absolutamente fantástica (pelo menos para mim que não sei desenhar nem uma árvore) e espanta-me sempre o quão expressivos estes desenhos conseguem ser.

Agora quer ver se leio os que já saíram até agora de uma vez para fazer uma opinião geral, em vez de uma por cada volume.

Recomendo, obviamente!


05/02/2024

Opinião | No Prince Charming | Angel Payne & Victoria Blue


  

Este livro captou a minha atenção por causa da sinopse. Adoro retellings e esta é a versão moderna da nossa Cinderela. A capa também é linda!
Está cá tudo: A madrasta má, a irmã má, um príncipe encantado e a princesa.

Killian, o nosso príncipe neste livro, vê-se obrigado a contratar uma empresa de gestão de reputação para tentar limpar o escândalo deixado pelo irmão mais velho, Trey. É nessa empresa que conhece a nossa Claire e cai de quatro por ela. Ela trabalha para a sua futura madrasta e meia-irmã, donas da empresa de gestão reputação.

Após muitas tentativas e persistência, Killian consegue perfurar a carapaça que Claire tinha erguido à sua volta e, pouco a pouco, ela vai cedendo a ele. Contudo, a meia-irmã, que desde que o conhecera já o tinha reclamado para si, ameaça Claire de que vai contar todos os seus segredos, caso ela não desista do que quer que se esteja a passar entre os dois. 

A melhor parte do livro ainda foi Killian Stone. Um autêntico príncipe encantado, não fosse a sua personalidade forte e autoritária e a aura de poder que ele emana de todos os poros. Ele é alto, moreno e bonito. É o tipo de homem que quando entra numa sala toda a gente olha, seja homem ou mulher e, de todas as mulheres que existem ele foi logo apaixonar-se por Claire. Uma mulher inteligente por um lado, mas insegura por outro. Uma excelente profissional, mas uma desgraça a nível social. Sempre que Killian tentava aproximar-se levava com um balde de água fria da parte dela, embora ela quisesse aquela relação tanto quanto ele. Essa parte do "quente e frio" entre eles os dois acabou por esfriar o meu entusiasmo nesta história. 
Ela era uma mulher de personalidade forte, mas acobardava-se sempre perante as ordens e maldades da madrasta e da meia-irmã, por receio de que os seus segredos fossem expostos. Atá ao final, nunca a vi bater de frente com elas e isso também não me agradou muito. Estava à espera de uma mulher forte e segura de si que não precisasse de protecção e apoio de um homem, mas na verdade acabei por gostar mais da personagem do Killian do que dela.

Vou querer continuar a série, mas sem muitas expectativas.

01/02/2024

Opinião | A Menina Que Veio do Outro Lado, Vol.3 | Nagabe | Editorial Presença

 

Shiva não consegue conter o entusiasmo pore star com a tia que julgava nunca mais poder ver. No entanto, o caminho esconde uma escuridão profunda. Por entre o relinchar dos cavalos e as vozes graves e gélidas, começa a desenhar-se o destino da menina que voltou do Outro Lado. Mas onde será o seu verdadeiro lugar? A que Lado pertencerá Shiva?

Este é um conto de fadas sobre dois seres - um, humano; o outro, não humano - e sobre as manhãs, as noites, a luz e as sombras em que se encontraram.


Dizer que adoro esta saga é dizer muito pouco. De cada livro que leio, vou gostando mais. Apesar de uma certa "escuridão" nas páginas e na própria história, é impossível não reparar, também, na sua doçura e sensibilidade.

Se nos dois primeiros não temos muito a noção do que realmente se passa, acho que é mais uma espécie de apresentação das personagens e do que as juntou, neste terceiro volume há mesmo algo grande que acontece. Shiva, finalmente, encontra a sua tia e, apesar de isso implicar ter de se separar do seu Doutor, não consegue deixar de ficar feliz por estar novamente com ela. 
Shiva é encontrada na floresta pela tia que teve a ajuda dos soldados que andam à procura dos forasteiros negros e que lhe disseram que a sua menina estava, com certeza com o Doutor, embrenhada na floresta. 
Para os humanos, o Doutor não passa de um monstro, mas será que é mesmo ele o monstro? Será que ao encontrar a tia, Shiva está mesmo em segurança? Embora tenhamos um grande avanço neste volume, continuamos a não saber muitas coisas.
Entre um lado (dos forasteiros) e o outro (dos humanos) Shiva continua a ser o cerne de tudo e, quem sabe, a solução para resolver e decifrar aquela maldição que assola o Mundo.

Shiva é uma menina tão doce e tão inocente que não vê maldade em nada e em ninguém. Acredita piamente na sua adorada tia e sente um grande afecto pelo seu Doutor.  

O Doutor... Apesar de ser uma espécie de imagem do Mal e das Trevas, é um Ser com um coração repleto de amor e de preocupação pela sua pequena Shiva. Tenta salvá-la por tudo e quer recuperá-la mais que tudo. Só com ele é que ela está segura e protegida.
Continuo a ficar extasiada com os traços e com a arte que este livro nos dá. É fascinante a forma como a esuridão se junta com as partes mais luminosas de uma forma natural e adorável. Adoro!

Estou ansiosa por ler o capítulo seguinte e os outros tantos que acredito que hão-de vir

23/01/2024

Opinião | Amor em Jogo | Elena Armas | Marcador Editora

Adalyn Reyes sempre esteve concentrada nos Miami Flames. No entanto, a sua carreira fica comprometida quando o vídeo de uma altercação com a mascote da equipa se torna viral. Consequentemente, o dono do clube (que também é o seu pai) manda-a para uma cidade no meio do nada para reanimar a equipa de futebol local.
Adalyn está disposta a fazer um grande esforço para o conseguir, mas não contava que os seus jogadores fossem um grupo de meninas de nove anos com tutus e uma cabra de estimação.
Além disso, Cameron Caldani, ex-lenda do futebol, também se encontra na cidade, embora a sua presença ali seja um mistério.
Cam é o candidato perfeito para ajudar Adalyn, mas depois de um primeiro encontro um tanto acidentado (quem diz «acidentado» diz «atropelei-o com o carro»), o futebolista de elite só quer livrar-se dela a qualquer custo.
Porém, partir não é uma possibilidade para Adalyn, que não descansará até recuperar a sua antiga vida. Com ou sem a ajuda de Cam.

Elena Armas não desilude. Embora me tenha custado mais do que o habitual a entrar na história, a autora consegue, mais uma vez, trazer-nos um romance fofo e enternecedor.
Esta história tem tudo o que eu gosto: Futebol, Quintas, animais de quinta e gatos!
A forma como Adalyn e Cameron se conhecem não é a mais indicada ou normal que possa existir. Por isso mesmo, criou-se uma animosidade gratuita entre os dois desde aí.
Adalyn vem de um acontecimento traumático na sua vida. Profissional e socialmente falando. Tornou-se, em questão de horas, num vídeo viral na internet e, sendo a Relações Públicas de uma das melhores equipas de futebol (europeu) de Miami, decide-se que o melhor para ela e para a equipa é afastar-se e dedicar-se a um dos outros projectos da empresa gerida pelo pai.
No entanto, não é só a vida social e profissional de Adalyn que está nas lonas. A vida amorosa também não anda melhor e, depois de descobrir que o seu namorado só estava interessado no pai dela, digamos assim, tudo termina e ela fica com a sensação de que nunca seria o suficiente para alguém.
É assim que a nossa Adalyn conhece Cam, numa vila campestre que ninguém conhece. Entre ficar num barracão a dormir, e representar uma equipa de miúdas, a vida de Adalyn vai dar uma volta enorme.
O romance entre Adalyn e Cam, um guarda-redes famoso que só quer estar no anonimato e que não quer, ser reconhecido, muito menos ser treinador de um grupo de miúdas, decorre muito lentamente. Por um lado é bom, por outro nem por isso porque sendo assim tão demorado, custa a ficar viciado na leitura. É tudo muito ponderado entre eles os dois e, tirando as situações com as cabras, o galo e as gatas (de Cam) não há assim muitos momentos que nos faça o coração bater mais depressa.
Assim que, tanto ele como ela, começam a admitir e a aceitar que sentem algo um pelo outro, a história começa a ficar muito mais interessante.
Para além do romance entre eles os dois, há muitas outras situações que se vão descobrir ao longo do desenrolar da história. Segredos vão ser revelados, os quais vão afectar e muito a nossa Adalyn.

Recomendo!



17/01/2024

Opinião | Clube das Princesas Amaldiçoadas | Lambcat | Edições ASA


Esta é a Gwendolyn — a prova viva de que as princesas nem sempre têm tudo. Embora viva num castelo e o seu pai seja o rei, Gwendolyn não é como as princesas dos contos de fadas e não é convencionalmente atraente.

Mas, certa noite, tropeça no mundo obscuro do Clube das Princesas Amaldiçoadas e a sua vida muda para sempre. Amaldiçoadas e marginalizadas, as princesas do clube são justamente as pessoas de que Gwendolyn precisa para lhe mostrar que, lá porque não se encaixa no molde, não significa que seja menos princesa.
 

Antes de mais, agradecer à editora por me ter disponibilizado, tão prontamente, um exemplar para leitura e opinião.
🌺Este deve ter sido o livro/novela gráfica que mais gosto me deu ler o ano passado. Estava à espera de gostar bastante pois adoro este tipo de livros com banda desenhada colorida, mas acabei por gostar mais do que estava à espera.
🌸Num mundo em que se espera que as princesas sejam todas lindas, educadas e elegantes e prontas a casar com quem quer que os pais escolham, temos estas três irmãs maravilhosas que representam as imperfeições que toda a gente tem. São espontâneas, barulhentas, estranhas e absolutamente fora dos parâmetros sociais da nobreza.
Apesar de ser uma história em banda desenhada com momentos hilariantes, esta história mostra como as pessoas podem ser crueis com quem é diferente. Gwnendolyn é mesmo a prova de que nem todas as princesas têm um aspecto fofo e adorável. Apesar disso, é amada e respeitada tanto pelas irmãs, como pelo irmão, pai e pelos príncipes que estão destinados às irmãs.
🌸No meu entender, à maneira dela, Gwendolyn é magnífica. Tem um coração enorme e uma bondade interminável. Adora a família, e, até os animais mais estranhos a adoram a ela. Ela é a imagem de alguém que todos os dias tem de aceitar que não tem uma beleza estonteante, que é a mais estranha dos filhos do rei e que, de repente, se vê integrada num grupo de pessoas como ela. Com defeitos e virtudes tal qual como são. Um grupo de pessoas que a aceita e faz questão que ela faça parte do seu dia a dia e das suas actividades.
🌸Adorei as três irmãs, mas a Gwendolyn conquistou-me sem reservas e o Jamie também, o irmão com cara de menina, dono de uma ternura imensa e de um dom muito especial.
🌸Quero muito, muito que saia depressa o segundo volume desta série e ver como se vão portar as nossas princesas e os nossos princípes maravilhosos!
😍Como não podia deixar de ser, a criança que há em mim, apesar da minha idade, adorou este livro e estas personagens coloridas e divertidas!
Recomendo, claramente


04/01/2024

Opinião | Sob as Luzes do Amor | B.K. | Singular Editora | Grupo Porto Editora

Stella conseguiu realizar um dos maiores sonhos da sua vida: comprar a Lovelight Farms, uma quinta de árvores de Natal, como a que visitava em criança, com a mãe. Afinal, o Natal é pura magia, e uma caneca de chocolate quente e luzes cintilantes é o quanto basta para fazer o mundo sorrir, mesmo no pior dos momentos.
Mas Stella rapidamente percebe que essa magia não chega para gerir as finanças deste negócio. E precisa urgentemente de um milagre. Talvez o concurso online da famosa influenciadora Evelyn St. James e a publicidade que promete gerar ajude.
Só há um problema: para aumentar as suas hipóteses de ganhar, Stella declara na candidatura que gere a romântica quinta com o namorado… que não tem e dava mesmo jeito ter, agora que é uma das finalistas!
Resta-lhe pedir ao melhor amigo, Luka, que seja o seu namorado a fingir por uma semana. E fingir, fingir muito que não está apaixonada por ele há 10 anos. E tentar, com muita força mesmo, não lhe cair nos braços e partir o coração em mil pedaços.
Era tão bom que Luka sentisse o mesmo…


GoodReads
Este é daqueles livros que nos deixa o coração quentinho e aquela sensação de bem estar que muitos livros tentam, mas não nos conseguem dar. É um livro cheio de clichés? É, mas é mesmo por isso que tantos de nós já o lemos e gostamos tanto. Nada de conflitos, nada de dramas demasiado pesados, nada de crueldade. Apenas aquela sensação de que, no final, todos vão ficar felizes. É uma história fofa sobre Luka e Stella, um casal de amigos que se conhecem há muitos anos e que, finalmente, têm a oportunidade de admitirem que são apaixonados um pelo outro desde que se conhecem. Aliás, na vila de onde são naturais, já era um dado adquirido de que, um dia, eles os dois iriam ser mais do que melhores amigos.
Por uma situação financeira algo escabrosa em que a quinta de árvores de natal de Stella se encontra, ela tenta entrar numa espécie de concurso que uma influencer famosa nas redes sociais está a promover. No entanto, terá de fingir que namora. E quem melhor que o seu melhor amigo para esse papel? Luka nem pensa duas vezes e, como bom amigo que é, coloca-se à disposição para o que Stella precisar. Adoro como um namoro a fingir entre dois amigos dá espaço a que ambos possam extravasar e confessar, aos poucos, tudo aquilo que sentem. Luka um homem gentil e carinhoso faz tudo por Stella, desde que a conhece. É capaz de largar tudo o que está a fazer para ir em socorro dela, seja para o que for. Quanto a Stella, é um poço de generosidade e dona de um coração demasiado grande e de um cérebro demasiado activo. É louca por Luka desde que ele lhe ofereceu uma tosta de queijo, dez anos atrás. Só que, a amizade meteu-se no caminho e ela preferiu ter a amizade dele do que não ter nada.
Animais, tem? Tem... a família de gatinhas mais fofa que existe e o par de sócios, Layla e Beckett mais adorável de sempre. Principalmente Beckett que se prontifica logo a ficar a a mãe gata e as três filhotas. Adoro!

Uma história adorável, que nos aquece o coração e nos faz sentir aquela emoção que os dias natalícios nos traz. Embora tenha de dizer que a história não se passa propriamente no dia de Natal e sim nos dias que o antecede.