19/01/2023

Opinião | A Prometida | Kiera Cass | Editora Marcador

Quando o rei Jameson declara o seu amor a Lady Hollis Brite, esta fica surpreendida… e encantada. Afinal, cresceu no castelo de Keresken, a disputar a atenção do rei ao lado de outras filhas da nobreza. Conquistar o seu coração é um sonho tornado realidade.

Mas Hollis rapidamente percebe que estar apaixonada por um rei e ser coroada rainha pode não ser o final feliz com que sempre sonhou. E quando conhece um plebeu com o poder misterioso de ler o seu coração, descobre que o futuro que realmente quer para si é aquele que nunca imaginou. O mais recente livro de Kiera Cass, A Prometida, é um romance real, brilhante, que irá com certeza cativar a legião de leitoras que apreciam as intrigas na corte.

GoodReads
    Este é o primeiro livro de mais uma série de reis e rainhas e de muitas aventuras e desventuras. Como sempre, a capa é absolutamente maravilhosa. Como Kiera Cass consegue sempre capas destas para os seus livros é, para mim, um mistério. São sempre capas que nos conseguem transportar para um mundo mágico de reis e rainhas em que tudo era beleza e brilho.

    Neste livro é-nos apresentada a Lady Hollis. Uma candidata a conseguir o coração do rei juntamente com um outro grupo de jovens devidamente seleccionadas de entre as melhores famílias da corte (um pouco como acontece na série A Selecção). Sendo que Hollis sempre quis ser rainha e dona do coração do jovem rei, não é com muita surpresa que a vemos no auge da felicidade quando, um certo dia, o rei mostra a todos os súbditos que a sua escolha tinha sido feita. No entanto, o destino não quis que assim fosse. Quando a corte aceita ajudar e dar guarida a uma família do reino vizinho, Hollis apaixona-se pelo jovem filho dessa família. Com apenas algumas trocas de olhares entre os dois, Hollis começa a colocar em causa o que realmente o seu coração quer. Será que quer mesmo aguentar o peso da coroa de rainha? Será que quer passar o resto da vida a tentar ser como as rainhas anteriores que deixaram de ter vida para servirem apenas ao rei e aos seus desejos e vontades? 
    Entre muitas decisões importantes e que vão mudar, irremediavelmente, a vida de todos os envolvidos, Hollis decide seguir o novo rumo que o seu coração lhe aponta. Não vai ser uma jornada fácil ou mesmo bonita, como seria de esperar, mas que vai ser muito bom de acompanhar, isso eu tenho a certeza que será.
    
    Tenho alguns sentimentos contraditórios em relação a este livro. Apesar de não ser um livro grande, levei imenso tempo a terminar a leitura. O início é um pouco lento, tenho de admitir e algo fútil, na verdade. Isso porque é-nos apresentada uma Hollis muito oca e apenas com o pensamento de ser rainha. Não era, de todo, uma jovem que se destacasse pela diferença e isso deixou-me um pouco decepcionada. No entanto, no decorrer da leitura fomos vendo uma nova Hollis desabrochar e essa sim, conseguiu conquistar a minha simpatia e admiração. Uma jovem mulher de princípios e que segue o seu coração e a sua mente sem olhar a meios. Alguém que correu os riscos que tinha de correr, em nome do amor que nasceu no seu coração e que, contra tudo e contra todos, vai lutar por ele e por tudo o que isso envolve, aconteça o que acontecer. 
    Tenho de dizer que o final deste livro deixou-me muito curiosa para ler o capítulo seguinte. Quero muito ver como Hollis vai amadurecer e vingar-se daqueles que, sem qualquer pingo de piedade, lhe roubaram o futuro que ela tanto ansiava.

        Recomendo, claro!

18/01/2023

Opinião | A Banana Dele | Penelope Bloom | Quinta Essência Editora


O meu novo chefe adora impor regras. E há uma que ninguém se atreve a quebrar: nunca tocar na banana dele. A sério. O tipo é viciado em bananas. E eu, claro, fui logo tocar na dele. Pior, pu-la na boca. Mastiguei... e até engoli. E foi nesse momento que ele apareceu. E, acreditem em mim, foi mau. Muito mau! Mas deixem-me começar pelo início... Antes de tocar na banana de um bilionário, eu tinha acabado de conseguir o meu primeiro trabalho a sério como jornalista. Nada das tretas do costume. Nada de entrevistas a lixeiros sobre as suas rotas preferidas, ou artigos sobre a importância de apanhar caca de cão nos jardins. Já dei para esse peditório. Esta era a minha grande oportunidade. Podia provar ao mundo que não era uma trapalhona. A missão: infiltrar-me na Galleon Enterprises para investigar as suspeitas de corrupção. Já estão a ouvir a banda sonora do James Bond a tocar, não estão? Eu ia ser um sucesso. Só tinha de conseguir o lugar de estagiária e não dar cabo da entrevista com Bruce Chamberson. Agora avancem até ao momento imediatamente antes da entrevista. Sim, eu sou aquela ali de banana na mão. Uma banana com o nome dele escrito a marcador preto. É aí que ele entra e me apanha em flagrante de fruta na mão. Pouco depois, contrata-me. Pois, eu sei. Também a mim me pareceu estranho...


    Este livro foi tão bom e tão divertido de ler! É mesmo motivo para dizer que escolhi a altura certa para o ler. Estava sempre muito reticente por causa do título. Tenho de ser sincera e admitir que parecia-me algo "tonto" e que a história não seria nada por aí além. No, entanto, também pensava "Ora que este título tem muito por onde pegar", pois é um título susceptível de imensos trocadilhos, a maioria deles para maiores de 18 anos. Gosto tanto quando pego num livro sem expectativa nenhuma e depois acabo por gostar tanto. Não é que seja uma historia memorável e intensa, mas é uma daquelas histórias que nos aquecem o coração e não nos faz pensar muito. É daqueles livros que deve ser lido logo após lermos aqueles livros mais complexos e pesados. 
    As personagens, tanto ela como ele (o dono da banana), são hilariantes. Se ele é daqueles homens que têm de ter controlo absoluto sobre todos os aspectos da sua vida, ela, por sua vez, é das pessoas mais espontâneas e desastradas que já tive o prazer de conhecer *ler*. Adoro a forma como a autora não criou uma personagem feminina pretenciosa e com a mania que sabe ou que é mais que os outros. É desastrada até dizer chega e é exatamente o contrário do seu novo chefe. A picardia entre os dois é daquelas que nos fazem rir a bom rir e só de imaginar certas situações entre os dois já nos deixa um sorriso no rosto.
    Foi muito bom acompanhar o progresso e o crescimento tanto dele como dela a nível individual e aos dois como um casal. Acho que será sempre um casal que, por um motivo ou outro, vão andar sempre picados um com o outro e isso dá uma certa cor e emoção a uma relação. 
    
    Vamos ver se os livros restantes da série Objects of Attraction serão todos assim tão divertidos e leves. Em Portugal, apenas os dois primeiros livros da série é que foram publicados. Espero que a Quinta Essência (grupo Leya) possa e/ou opte por publicar os restantes.

13/01/2023

Opinião | Quando Leres Isto | Mary Adkins | Bertrand Editora

Durante quatro anos, Iris Massey trabalhou lado a lado com Smith Simonyi, especialista em relações-públicas, ajudando-o a gerir a carteira de clientes e a aperfeiçoar as suas marcas. Mas Iris morreu, vítima de cancro, com apenas trinta e três anos. À deriva sem a sua amiga e colega, Smith fica surpreendido quando descobre que Iris, nos últimos seis meses de vida, criou um blogue com reflexões perspicazes e, normalmente bem-humoradas, acompanhadas por um pedido final: Smith devia publicar em livro os seus posts. Com a ajuda de Carl, o seu novo e encantador estagiário, Smith encarrega-se de cumprir o último desejo de Iris. Para o poder fazer, tem de obter autorização de Jade, a irmã mais velha de Iris. Mas é aqui que a intriga se adensa

    Já tinha este livro na estante para ser lido há algum tempo. Não sei a razão, mas, apesar de o ter comprado, muito pelo que achei da sinopse, nunca estive muito tentada a lê-lo de imediato. No entanto, houve um dia que olhei para ele e pensei "é agora" ... Tenho de dizer que gostei bastante deste livro. Não sendo um livro muito falado, achei interessante a forma como ele é escrito e as mensagens que nos transmite, subtilmente. 
    Esta história fala-nos de Iris, diagnosticada com um cancro terminal apenas com trinta e três anos. Iris era um espírito livre e, como tal, toda a gente gostava dela. Para além de ser alguém com uma personalidade especial, era uma excelente profissional. Tinha um relacionamente extremamente próxima de Smith, o seu superior e amigo. Apesar de ter sido diagnosticada com um cancro terminal e de lhe ter sido dado apenas mais meio ano de vida, ela guarda segredo e não conta a ninguém o que se passa, excepto num blogue de memórias e reflexões que criou para desabafar e lidar com a sua realidade. 
    Quando Smith, depois da morte de Iris, descobre esse blogue e o pedido dela para transformar todas aquelas memórias e reflexões num livro, ele vê-se envolvido numa história muito maior do que pensava. Terá de juntar todas as informações, todas as publicações e todos os comentários dos vários seguidores de Iris e, acima de tudo, tem de obter a autorização da irmã mais velha de Iris que, ao contrário do que se possa pensar, não queria, de todo, que o livro fosse publicado porque entendia que era uma intrusão à vida pessoal de Iris, muito embora ela soubesse que tinha sido a própria a pedir a publicação de todos os seus pensamentos e opiniões.
    Junto com Carl, o seu novo assistente, Smith vai tentar realizar o último pedido da sua melhor amiga nem que isso queira dizer que terá de ir contra a vontade da irmã.
    O que me levou a querer ler este livro? O facto de estar recheado de emails e correspondência trocada entre as várias personagens. Gosto imenso de livros com trocas de bilhetes, emails, cartas, etc... Através dos vários emails, e mesmo dos posts da própria Iris, temos acesso às vidas de cada uma das personagens e, consequentemente, a tudo aquilo que sentem e pensam umas sobre as outras. Foi muito satisfatório ir acompanhando o desenvolver desta história e perceber o porquê de Iris não ter dito a praticamente ninguém, a não ser à irmã e à mãe, que estava a morrer, sendo que ela tinha um relacionamento especial com Smith.
    Não vou mentir e dizer que é o livro perfeito, não. Tem algumas partes mais paradas e mais chatas, mas vale pelo seu todo e pela mensagem que transmite a cada um que o leia. Gosto da escrita e da fluidez de pensamento da autora e isso ajuda imenso na leitura. Capítulo pequenos e personagens interessantes também são muito importantes para termos prazer em ler este livro.

Recomendo!

12/01/2023

Review | Shattered Memories | Vera Hollins | Advanced Read Copy

 
*Kindle Edition

Carter Reese hated me from the moment Mom and I moved into his dad's house. Grief-stricken over the loss of his mother, he never accepted my mom as his dad's new girlfriend. He claimed we were intruders and never missed a chance to insult us. I wanted nothing to do with him.
Neither of us counted on falling for each other.

For a year and a half, he was the guy of my dreams. He was my lover, my best friend, my twinkling star. Everything was perfect.
Until it wasn't.
Memories work in funny ways, depending on the circumstances. One moment, they can be a source of great joy, and the next . . . they're just a painful reminder of happiness lost. Because when Carter was injured in an accident, he woke up missing all of his memories of the last two years, forgetting he ever loved me. Now he refuses to believe we’re no longer enemies. He refuses to let me be close to him. Now those missing memories only cause me pain.
Despite that, I refuse to give up on our love and our memories. I’ve decided to fight for him. No matter how hard he tries to push me away, I'm going to show him we're meant to be.
But I don’t count on the scars his continuous insults create. And when our family dynamic shifts, I'm worried that not only have I irrevocably lost him, but there also might be serious consequences of his hate.
Warning: This series includes sensitive themes and situations that may be triggering for some readers, so caution is advised. Please note that Shattered Memories is part one of a duet within the Hurtful Love series and ends in a cliffhanger. Book two ends in an HEA.

    First of all, I have to thank the author, Vera Hollins, for sending me an advance reading copy of her first book in the Hurtful Love series and for her constant friendliness and availability whenever I emailed her. Thank you :-)

    This book took me by surprise, I have to be honest. I know that the author has, by habit, writing books with stories of suffering and enormous traumas, causing the reader serious episodes of anxiety and suffering (I'm just kidding :p)... However, in addition to the story between the main couple, we have the present story that causes us even more frenzy as we are having access to what happened and what, due to a sudden decision, is happening again in the present.
    Zoe and Carter are the main characters in this first book. Both are seventeen years old and have a very troubled recent past, full of resentment and hurt towards each other. However, we will find them together and in love as if that past never happened. It turns out that on one moment they were fine, and in the next one, things have completely changed. One moment they are happy and in love and the next, by the quirk of fate, they are again against each other, exactly, or even worse, than they were before they gave in to the love that united them.
    Without any memory of what happened in the last two years, Carter finds himself, once again, involved in a bubble of hatred and resentment towards his father and towards Zoe and her mother, now his father's girlfriend and, consequently, his stepmother. When Carter's father decided to move on after his wife's death two years ago, Carter fell into a spiral of grief and rage clashing head-on with everyone who lived in his home. Against Zoe he invested even more hatred because he knew that, in addition to the anger he had for her, he also felt something else. After an accident, Carter loses his memory and with it were the moments and the love he felt for Zoe. Of course, knowing everything that happened, she will fight with all her strength for him to remember everything or, at least, to conquer him again. If he got it once, why wouldn't he get it a second time?
    I don't want to dwell on my opinion, even more, but I'm just telling you that her struggle and suffering, and also his, will be so intense that we even feel in our hearts that tightness that we've all felt at some point in time...
    The good thing about Vera Hollins' writing? It's light and fluid. It always makes us want to read more and the endings it gives us always leave us wanting more. It's these suspended endings that always leave us full of curiosity and wondering what will happen in the next book. This type of writing is addictive.

    I really want to read the next volume and see what happens to Zoe and Carter at the end of it all... Will love or hate win?

Primeiro que tudo, tenho de agradecer à autora, Vera Hollins, por me ter enviado uma cópia de leitura adiantada deste seu primeiro livro da série Hurtful Love e pela sua sempre constante simpatia e disponibilidade sempre que lhe enviava um email.

Este livro apanhou-me de surpresa, tenho de ser sincera. Sei que a autora tem, por hábito, escrever livros com histórias sofridas e traumas enormes, causando ao leitor graves episódios de ansiedade e sofrimento (estou só a brincar)... No entanto, para além da história passada entre o casal principal, temos a história presente que nos causa ainda mais frenesim pois vamos tendo acesso ao que se passou e ao que , devido a uma decisão repentina, está a voltar a acontecer no presente.

Zoe e Carter são as personagens principais deste primeiro livro. Ambos têm dezassete anos e um passado recente muito atribulado e cheio de ressentimentos e mágoas um para com o outro. No entanto, vamos encontrá-los juntos e apaixonados como se aquele passado nunca tivesse acontecido. Acontece que num momento eles estavam bem, e no outro, as coisas mudaram completamente. Num momento eles estão felizes e apaixonados e no outro, por capricho do destino, eles estavam, de novo, um contra o outro, exatamente, ou ainda pior, do que estavam antes de cederem ao amor que os unia. 

Sem qualquer lembrança do que acontecera nos últimos dois anos, Carter vê-se, de novo, envolvido numa bolha de ódio e ressentimento para com o pai e para com Zoe e a mãe dela, agora namorada do pai e, consequentemente, sua madrasta. Quando o pai de Carter resolveu seguir em frente depois da morte da sua esposa, dois anos atrás, Carter caiu numa espiral de sofrimento e raiva embatendo de frente com todos os que viviam na sua casa. Contra Zoe ele ainda investia com mais ódio porque sabia que, para além da raiva que tinha por ela, também sentia algo mais. Depois de um acidente, Carter perde a memória e com ela foram os momentos e o amor que sentia por Zoe. Claro que ela, sabendo de tudo o que acontecera, vai lutar com todas as suas forças para ele se lembrar de tudo ou, pelo menos, voltar a conquistá-lo. Se tinha conseguido uma vez, porque não conseguiria a segunda? 

Não me quero alongar na minha opinião, ainda mais, mas só vos digo que a luta e o sofrimento dela e, também dele, vão ser tão intensos que chegamos a sentir no coração aquele aperto que já todos sentimos algures no tempo...
O bom da escrita de Vera Hollins? É leve e fluída. Faz-nos querer ler sempre mais e os finais que ela nos proporciona deixa-nos sempre com vontade de mais. São estes finais suspensos que nos deixam sempre cheios de curiosidade e a pensar no que será que vai acontecer no livro seguinte. É viciante esse tipo de escrita.

Quero muito ler o volume seguinte e ver o que acontece com Zoe e Carter, no final de tudo... Será que vence o amor ou o ódio? 

23/12/2022

Opinião | Solo Leveling | Chugong , Dubu (Redice Studio) | Editorial Presença

Um dia aconteceu: apareceram portais desconhecidos a ligar o nosso mundo a uma realidade totalmente extraordinária e alternativa, cheia de monstros e seres fantásticos… O seu objetivo? Matar humanos.

Era preciso atacar este novo perigo. Assim surgiram os Caçadores, humanos que foram «despertados» e ganharam poderes para enfrentar aquelas criaturas medonhas. Mas, entre estes, há um que se destaca e é conhecido como «o mais fraco de todos os caçadores». O seu nome é Seong Jinu, e a sua sorte está prestes a mudar: a incursão que tem pela frente devia ser fácil, mas torna-se um verdadeiro pesadelo…

    Eu já sabia que ia adorar este livro. Desde sempre que gosto de livros de banda desenhada, neste caso e desde que começaram a ser mais falados, livros de Manga (gênero de história em quadrinhos de origem japonesa). Neste caso, em vez de ser banda desenhada com origem japonesa, é de origem coreana (cultura que também aprecio muito). 
    Assim que este livro saiu, fiquei logo com a pulga atrás da orelha. A arte que encontramos nas páginas deste livro é soberba. Não há uma única página em que possamos dizer que o que lá está desenhado não seja bom. A Editorial Presença apostou forte nesta saga (espero que continue a publicar até ao fim) e o facto de ser a cores é extremamente agradável, já que nos mangas "normais" apenas as primeiras páginas são a cores e o resto é tudo a preto e branco.
    Este primeiro apresenta-nos o jovem Seong Jinu. Um moço cheio de azar na vida e de nível de força bastante inferior aos outros membros da comunidade de caçadores de monstros provenientes através de portais de uma realidade completamente diferente da humana. O que são os caçadores? São, nada mais nada menos, do que humanos que viram os seus "poderes" serem despertados afim de poderem lutar e matar esses mesmos monstros. Seon Jinu não teve a sorte de ser alguém com poderes fortes que pudesse entrar nos portais e matar mostros e ser rico (sim, porque quanto mais monstros se matasse mais dinheiro se recebia). Pelo contrário, é do nível mais fraco e mais pobre. Tem de lutar contra os monstros que lhe aparecem pela frente e contra todos os comentários que ouve sempre que parte com um grupo de caçadores, todos eles mais fortes e mais ricos que ele. Contudo, há um belo dia em que um portal diferente dos outros se abre e ele vê-se, fraco e pobre como sempre, mas mais inteligente que os outros todos. Definitivamente, esta foi a minha parte preferida porque ele conseguiu mostrar e provar que o intelecto e a força de vontade consegue ser mais poderoso que a força física.
    Este primeiro livro, tenho-o como uma espécie de introdução pois, ao chegarmos ao fim, está tudo em aberto e muito longe de terminar. 
    Gostei particularmente, da forma como se conseguiu colocar algum romance, não muito, no meio de tanta confusão e tanta violência. Convenhamos que uma história assim, sem uma pitada de amour, não é a mesma coisa (=D

    Portanto, como podem perceber, é obvio que recomendo!!

    Como já tenho o segundo volume desta série que foi lançada pela Presença, em Novembro, quero ver se consigo avançar ainda este ano para depois ficar de cadeirão à espera do volume 3 ^_^


21/12/2022

Opinião | Apartamento Partilha-se | Beth O'Leary | TopSeller

E se tivesse de partilhar a cama com alguém que nunca conheceu?

Tiffy Moore precisa urgentemente de um apartamento barato, depois de o ex-namorado a despejar da casa onde viviam. Leon Towney é enfermeiro, faz os turnos da noite no hospital, tem um apartamento para arrendar e precisa de dinheiro para ajudar o seu irmão.

Para os dois, surge a solução perfeita: durante o dia, enquanto Tiffy está a trabalhar, Leon descansa do lado direito da cama; durante a noite, e até à manhã seguinte, Tiffy é dona e senhora do apartamento. Embora nenhum deles se encontre no mesmo espaço ao mesmo tempo, limitando as hipóteses de algo poder correr mal, os seus amigos acham que esta é a receita para o desastre e que devem existir regras.

Para que tudo possa correr bem, decidem comunicar apenas por bilhetinhos destinados a resolver questões domésticas (e da vida) e facilitar a partilha do apartamento. Mas, com ex-namorados dramáticos, colegas de trabalho doidos e, claro está, o facto de ainda não se terem cruzado, estão prestes a descobrir que, para terem uma casa perfeita, vão precisar de atirar as regras pela janela.


    Uma coisa vos digo, não estava mesmo nada à espera de gostar tanto deste livro e desta história. Nem acredito que levei tanto tempo para o ler e quando o fiz foi num "tirinho" que comecei e acabei. Adoro quando isso acontece. Há aqueles livros que a gente quer que durem e durem e durem pois temos pena de acabar, mas este, por ser tão leve e fluído acaba por ser fácil lê-lo depressa e bem.
    Tiffy é a personagem principal feminina e, depois de ter sido despejada de casa pelo ex-namorado, não tem senão duas alternativas: Ou aluga um estúdio velho e sem quaisquer condições de habitabilidade, ou opta por embarcar num aluguer conjunto com Leon, o enfermeiro de cuidados continuados que só precisa do apartamento quando sai do turno da noite para ir descansar. Ou seja, Ela fica com o apartamento de noite e ele fica com o apartamento durante o dia para poder descansar. Quando ela chega a casa do trabalho ele sai para ir trabalhar. Estaria tudo muito certo se não fosse o caso de ele ter uma namorada super, hiper, mega ciumenta que se auto responsabiliza por todo esse processo, impondo apenas uma regra: Que eles nunca se encontrem pessoalmente. Contudo, as coisas nunca funcionam como a gente planeia ou como queremos. Ao longo dos dias, Tiffy e Leon encontram uma forma de comunicar um com o outro, sem nunca quebrarem as regras. Nunca se veêm um ao outro, mas ainda assim conseguem uma conexão natural e harmoniosa para aquela situação no minímo, caricata.
    Leon é uma pessoa reservada e muito profissional. Leva o seu trabalho muito a sério e conecta-se sempre bastante com os seus pacientes, pelo que, a fim de trazer um pouco de alegria a um seu doente terminal, embarca numa jornada de encontrar a cara metade há muito perdida desse paciente. A par disso, Leon também luta para tirar o seu irmão da prisão, onde foi colocado injustamente, Obviamente que Tiffy, com o seu modo de ser alegre e espontâneo, vai, aos poucos, intrometer-se em ambas as lutas de Leon e ajudar naquilo que puder. 
    Adorei a forma como a autora fez dois personagens tão leves e, ao mesmo tempo, com tanta bagagem emocional. Tiffy, sem dinheiro e praticamente sem abrigo encontra no apartamento de Leon o seu porto de abrigo e um escape para tudo o que de mau lhe vinha a acontecer. Leon, com o seu modo sério e profissional de ser, consegue conquistar todos pela sua bondade e pelo seu coração enorme, o qual ele só mostra a quem acha que merece. 
    Uma história com momentos hilariantes e com um por(menor)maior que eu amei, que foi a forma como eles começaram a comunicar um com o outro: Post-its colados em qualquer canto da casa que fosse o mais indicado na altura. Adoro livros com trocas de cartas, emails, bilhetinhos, etc etc... dá aquela sensação de movimento e de avanço que não deixa a leitura tornar-se chata e monótona.
    Adorei tudo e todas as personagens deste livro, exceptuando, talvez, a namorada dele e o ex-namorado de Tiffy que, sempre que aparecia, dava-me vontade de o encher de chapadas!!

    Agora, quero muito ler os livros todos de Beth O'Leary que, definitivamente, ficou no meu radar literário!!