29/11/2023

Opinião | Cidade da Lua Crescente, Livro 1 - Casa de Terra e Sangue | Sarah J. Maas | Marcador Editora

 


Bryce Quinlan, uma jovem meio feérica, meio humana, tinha a vida perfeita até um demónio assassinar os seus amigos e a deixar vazia, ferida e sozinha. Quando os crimes persistem apesar de o acusado já estar atrás das grades, Bryce decide que fará o que for preciso para vingar as suas mortes.
Hunt Athalar é um anjo caído, um escravo dos arcanjos que em tempos tentou destronar. A sua força brutal serve agora para um único propósito: destruir os inimigos do seu dono. Mas Bryce propõe-lhe um acordo irrecusável: se a ajudar a encontrar o demónio assassino, a liberdade estará ao seu alcance.
Quando Bryce e Hunt mergulham nas profundezas da Cidade da Lua Crescente, descobrem duas coisas: um poder sombrio que ameaça tudo o que desejam proteger e uma atração feroz que pode libertar ambos.
Com personagens inesquecíveis, uma narrativa apaixonante e um enredo cheio de suspense, o novo livro da autora bestseller Sarah J. Maas vai fazer-te mergulhar numa história sobre a dor da perda, o preço da liberdade e o poder do amor.

Quando se trata de Sarah J. Maas, sejam quais forem os mundos que ela consiga criar, temos sempre a certeza de que será uma viagem alucinante.
Foi mesmo uma leitura electrizante, quanto mais não fosse pelos trovões criados por Hunt, o nosso anjo negro preferido ⚡
Neste primeiro livro, acima de tudo, é-nos apresentado o planeta Midgard, governado pelos Seres Imortais, os Asteri. É em aqui que Bryce, uma semifeérica, Danika, Fury e Juniper vivem e partilham uma amizade que, em muitas vezes, as manteve vivas. Um grupo de mulheres fortes e leais que, provavelmente, nem mesmo a morte poderá separar. Um acontecimento trágico, particularmente para Bryce, fará com que ela se veja envolvida e a colaborar com Hunt, um anjo caído temido e poderoso, que encarna a morte em qualquer missão a que seja enviado. Ambos lutarão juntos para que a verdade do que aconteceu seja descoberto e que os verdadeiros culpados sejam castigados.
A história está verdadeiramente bem criada e, acima de tudo, bem escrita fazendo com que os leitores embarquem numa viagem alucinante e emocionante. Todas as personagens são maravilhosas, mesmo as maquiavélicas e as minhas preferidas, são mesmo a Bryce e a Danika... a amizade delas e a força do que sentem uma pela outra é maior que tudo e achei isso, ainda mais surpreendente e emocionante do que um possível romance entre a Bryce e Hunt (que nós todos queremos).
Estas duas mulheres, assim como Juniper e Fury, representam toda a força que as mulheres são capazes de ter para lutar, defender e proteger quem e o que mais amam.
❤️"Através do amor, tudo é possível"❤️
Hunt. Passa a imagem de durão, mas tem um coração de manteiga. Um anjo caído e tornado escravo que luta para se conseguir libertar. Vai fazer asneira? Vai, mas também vai tentar redimir-se e tornar-se alguém melhor.
E Ruhn? O meio irmão de Bryce, que eu não gostava nada, mas que acabou por me conquistar ao mostrar o quanto gostava da irmã? Vai fazer o que puder para a proteger, contra tudo e contra todos. Podia estar aqui o dia todo a falar deste livro, mas fico-me por aqui e deixo-vos com a "pulga atrás da orelha" que vai fazer com que o queiram ler assim que conseguirem.
🥰😘

27/11/2023

Opinião | O Anti-Namorado | Penelope Ward | TopSeller

 

O meu vizinho Deacon é um homem extremamente atraente e sabe-o bem. Por isso, não é de estranhar que o seu apartamento se encha de gemidos deleitosos que denotam noites de grande entusiasmo com as companhias femininas que leva para casa. O problema é que a fina espessura das paredes que dividem os nossos tetos me obriga a estar demasiado a par dos seus relacionamentos, mantendo-me acordada e com a imaginação sempre a funcionar… Afinal, a minha vida amorosa é praticamente inexistente desde o nascimento da minha filha, o maior amor da minha vida.

Certo dia, depois de uma noite mal dormida devido à atividade noturna do Deacon, enchi-me de coragem e pedi-lhe que tentasse ser mais discreto. Para minha surpresa, ele não só compreendeu o meu problema como afirmou que iria mudar a cama de sítio. E para mostrar como era bom vizinho, até se ofereceu para fazer umas compras por mim.

A partir desse dia, a nossa relação mudou. O Deacon tornou-se um bom amigo, sempre pronto a ajudar, e eu descobri que ele tinha jeito para acalmar a minha bebé nas crises de choro. Se não fosse o facto de não querer assumir compromissos, ele podia ser o homem perfeito. Mas era exatamente o oposto.





Ler Penelope Ward é ter a certeza de que vamos ter uma história com personagens que nos vão chegar directamente ao coração. É impossível para esta autora criar personagens detestáveis nos seus livros.
Gostei particularmente desta história pela forma como foi escrita. Estamos habituados a que Penelope Ward nos traga romances daqueles "quentinhos" e com cenas escaldantes, no entanto, aqui nesta história tudo o que acontece entre as duas personagens principais é pautado mais pela ternura e cumplicidade entre os dois do que propriamente pelo desejo e pela paixão. Desde a altura em que se conheceram a tensão entre os dois é bastante clara, mas, tanto ele como ela, tentam não ligar ao que sentem um pelo outro. Ela por causa da filha bebé, a Sunny (que é adorável e fofinha) e ele, por achar que nunca será capaz de entregar o seu coração a alguém.
Ora, Carys é uma jovem mãe solteira que vive com a filha com Síndrome de Down. Embora tenha tido um desgosto amoroso com o pai da menina, Carys não fechou o seu coração para o amor e, aos poucos, começa a sentir algo mais por aquele vizinho que é sempre tão simpático e amoroso. De salientar que ela também o acha lindo de morrer, o que também ajuda a intensificar aquilo que ela sente por ele. No entanto, ele mantém sempre as distâncias. Toma conta de menina quando ela precisa, apoia-a quando ela se sente mais em baixo e, faz questão de fazer parte do dia-a-dia de ambas. Mas, não passa disso. Não quer correr o risco de estragar a relação que tem com Carys e prefere manter tudo na zona da amizade. Só que é mais fácil falar do que fazer e, a partir da altura em que sente no seu coração que sente algo mais por ela, tudo o resto deixou de ter qualquer importância.
É uma história sem muitas reviravoltas e que nos aquece o coração. É uma leitura aconchegante e que se lê num instante. Penelope Ward, para mim, é daquelas autoras que nem preciso ler a sinopse para saber que quero ler o que ela esceveu. Como sempre, colocou muito sentimento nesta história e tudo o que ela escreve, para mim, faz sentido. Torna as personagens um pouco mais reais!

Recomendo!

24/11/2023

Opinião | Apaixonei-me pela Esperança | Lancali | Quinta Essência

 
No cenário implacável de um hospital, apaixonei-me por um rapaz provocador, de olhos de sol, que se tornou a minha única alegria naquele lugar desolado. Foi isso que tornou ainda mais doloroso o facto de ele se ter suicidado à minha frente.

Desde então, jurei nunca mais amar ninguém. Com três exceções: os meus amigos, Sony, Neo e Coeur, um pequeno grupo de miúdos rebeldes e terminais. A Sony lidera a ofensiva, ansiosa por sentir o ar da liberdade mas com apenas um pulmão para o respirar. O Neo, um escritor de mau-feitio e cadeira de rodas, mantém o registo dos nossos grandes feitos, desde roubar a aterrorizar o nosso enfermeiro. O Coeur é o menino bonito, o músculo, o gigante gentil com um coração a falhar.
Antes de a morte inevitavelmente vir bater às nossas portas, temos um último plano. A grande fuga que nos levará para longe dos abusos, das perdas, e da realidade das nossas doenças. Por isso, o que acontece quando outra pessoa entra inesperadamente nas nossas vidas? O que acontece quando se junta ao nosso grupo e me deixa sem fala com o seu sorriso provocador? O que acontece quando, ainda que o terror de sofrer uma nova perda seja incontrolável, começo a apaixonar-me?
O livro que destroçou corações um pouco por todo o mundo e conquistou irremediavelmente o BookTok.


Como é que eu começo esta opinião sem me sentir e comovida? A ver vamos...
Provavelmente, este terá sido o livro mais triste e que mais me partiu o coração até hoje. Não aquele tipo de tristeza como as histórias de Nicholas Sparks, por exemplo. Mas sim aquela tristeza que a inevitabilidade nos traz. Pode ser um livro ficcional, personagens fictícias, mas a verdade é que se baseia em algo real. O facto de que existe, no mundo real, algo como a doença, a morte, a solidão, o desespero, a perda e a própria tristeza, faz com que cada página deste livro seja, ao mesmo tempo, dilacerante e apaziguadora.
Ninguém gosta de ir ou estar num hospital. No entanto, estes miúdos encontraram, no hospital, o refúgio que precisavamk para conseguirem suportar tudo o que a vida lhes estava a proporcionar, sem que nenhum deles tivesse pedido por isso.
Para além da amizade que se formou entre as personagens, este livro é, também sobre Esperança, Amor, Paixão, Resiliência e Bondade. Centra-se num grupo de amigos que estão ligados pelas enfermidades que carregam e que não os deixa ter uma vida plena e normal fora de um hospital.
Para além de termos as doenças que são mais "facéis" de detectar, este livro aborda também aquela que eu considero que é a doença do século... A doença mental... aquela que nos mata de dentro para fora e que ataca a nossa essência e a nossa alma.
São tantos os temas que este livro aborda, para além das doenças que fica complicado falar de todos eles.. Violência doméstica, abusos, bullying, o ser-se diferente dos outros, o tentar adaptar-se e não conseguir, o querer ser-se algo e quem mais nos devia apoiar não aceitar e mandar-nos abaixo.
Podia estar aqui o dia todo a falar deste livro e o que me fez sentir, mas nunca mais saía daqui e tenho limite de palavras ... Só vos posso dizer que, embora seja um livro com temas e abordagens dificeis, é um livro que não podem, nem vão querer deixar de ler.

Façam um favor a vocês mesmos e leiam este livro!

20/11/2023

Opinião | Sad Ghost: Encontra as tuas almas gémeas | Lize Meddings | ASA | Grupo Leya

 


Esta é a história de um desses dias – daqueles tão maus que mal consegues sair da cama, quando é uma luta para saíres de casa, ou dos que gostarias de nunca ter vivido. Mas mesmo os piores dias podem surpreender-te.

Numa festa lotada, um fantasma triste, perdido e sozinho vê outro fantasma triste na outra ponta da sala, e ambos decidem sair juntos. O que acontece a seguir muda tudo. Porque naquela noite eles iniciam o Clube Sad Ghost – uma sociedade secreta para os ansiosos e sozinhos, um clube para todos aqueles que pensam que não têm onde pertencer.


Antes de mais, obrigada à editora ASA por me ter disponibilizado um exemplar para leitura e opinião.

Gostei tanto de ler este livro. De uma forma leve e até ternurenta, Meddings aborda várias questões que afectam as nossas crianças e os nossos jovens de hoje em dia. Aliás, nem só os mais novos se sentem como o nosso Fantasminha, muitos adultos, também se sentem sozinhos e quase sem qualquer valor na sociedade.

Há muitas vezes na nossa vida em que só precisamos de alguém que nos oiça e que nos faça companhia. No entanto, nem sempre é fácil encontrarmos aquela pessoa que nos entende e que nos sabe ouvir. E é mesmo sobre isso que esta pequena novela gráfica nos traz.

Esta é a história de dois fantasmas em particular: SG e Socks. Ambos lutam todos os dias para conseguirem sair da cama, para se manterem focados e motivados e até a mais pequena tarefa parece-lhes demasiado. SG, assim que é convidado para uma festa e aceita, entra numa espiral de dúvidas em relação a tudo. Se deve ir, se não deve ir, se deve falar com alguém, se não deve falar, se deve apenas ir e observar ou se deve ir e fazer o que os outros fazem. Ainda assim, depois de muito pensar e desesperar, acaba por ir e, tal como pensava, quando se tenta integrar, não sabe como e acaba por esmorecer. É quando vê Socks do outro lado da sala, uma fantasma que lhe parece quase tão só e deslocada quanto ele.

Ambos conseguem sentir aquela empatia um pelo outro sem muito esforço e sem quase terem de falar muito um com o outro. Aquilo que os une é muito mais do que aquilo que os separa e é muito mais fácil ultrapassar as coisas quando estamos com alguém que nos entende.

Adorei a forma leve e suave com que a autora cria esta história e vai ao cerne da questão sem levantar ondas e sem ser crua. De uma forma que mesmo os que sofrem com a dor da solidão e da inadaptção social conseguem ver a luz ao fundo do tunel e perceber que há lugar também para eles.

Adorei também que neste livrinho delicioso, haja um gatinho e um sapinho que, até à altura eram os melhores amigos dele.

Quero muito ler o segundo volume!!

10/11/2023

Opinião | A Ciência do Amor | Ali Hazelwood | Desrotina

 

Para a neurocientista Bee, o amor é apenas um incidente neurofisiológico irremediavelmente instável e o verdadeiro inimigo das relações humanas cujos fundamentos neurológicos explora no dia a dia. Enquanto mulher a trabalhar na ciência, Bee é uma espécie em vias de extinção num mundo dominado por homens e, por isso, vive de acordo com um código muito simples: o que faria Marie Curie?

Se lhe fosse oferecido o cargo de liderança num projeto de neuroengenharia, Marie aceitaria sem hesitar. Claro! Mas a mãe da física moderna nunca teve de coliderar com Levi Ward, o arqui-inimigo académico de longa data de Bee que transforma o seu sonho num pesadelo de projeto. Mas quando Bee se vê numa situação romântica completamente irracional e precisa de pôr em risco o seu coração, a única pergunta que realmente importa é: o que fará Bee Königswasser?

Bee vai ter de escolher entre fazer o que deve ser feito, ou o que o seu coração manda.



O que dizer deste livro? A.DO.REI!
Acho até que gostei mais do que do primeiro.
A capa é super amorosa e adoro o facto de usarem figurinos em banda desenhada para refletir as personagens e os elementos que fazem parte da história.
Acho que o aspecto de uma capa é muito importante pois, como costumam dizer "os olhos também comem" 😂
As personagens, Levi e Bee, são absolutamente adoráveis. Sei que é estranho dizer isso de um personagem masculino, mas é essa a verdade. Embora tenha reputação de ser algo insensível e demasiado objectivo e focado, tem um coração de ouro e uma inteligência apurada. Quanto à Bee, que posso dizer dela que voxês já não saibam? Embora seja cientista, tem uma personalidade deveras excêntrica e atraente. Todas as pessoas que a conhecem são atraídas pela personalidade brilhante dela... menos Levi, supostamente! Feminista activa e proactiva, Bee luta pelo valor das mulheres no mundo e, assim como a sua Marie Curie, umas das cientistas mais aclamadas, luta para que as mulheres tenham os mesmos direitos que os homens no mundo e na ciência.
Foi muito, muito bom ver o evoluir da relação de Levi e Bee e, embora não os tenha nunca considerado inimigos, ver que, poderiam unir forças e serem mais do que apenas dois colegas de trabalho forçados a trabalhar no mesmo projecto, foi muito gratificante.
A Bee é hilariante. Tem aquele toque de ingenuidade que não lhe permite ver o impacto que tem nas outras pessoas e a bondade do seu coração, que se estende também aos animais, é enternecedor.
Gostava de ter tido mais de Levi e Bee, mas o que tivemos foi muito, muito bom!
N.B.: Adorei a troca de mensagens dela com o seu amigo virtual de longa data 😊. Estava a torcer para que ele se revelasse a qualquer altura. Também adorei que a autora tenha introduzido gatos!! Gatos! Gatos! 🐈
Se leram e gostaram do primeiro livro, vao adorar este!
Não deixem de o ler!