07/01/2020

Opinião | Lady Midnight | Cassandra Clare | Planeta Editora

Paixão, determinação e criaturas diabólicas, nesta nova e tão aguardada trilogia de Cassandra Clare.

Os Caçadores de Sombras de Los Angeles voltam com novas aventuras.

Passaram cinco anos desde que o mundo dos Caçadores de Sombras esteve à beira da extinção. Emma Carstairs já não é uma criança de luto, mas uma jovem guerreira determinada a descobrir quem matou os seus pais e a vingar a sua perda.

 
Levei tanto tempo a ler um livro desta autora que, agora que o fiz, pergunto-me constantemente porque raio (peço desculpa pela expressão) é que levei tanto tempo a fazê-lo. É que não se percebe, de facto!

Embora não tenha lido as sagas anteriores, Os Instrumentos Mortais e As Peças Infernais, que nos dão as bases para começar a ler esta trilogia d' Os Artifícios Negros, é muito fácil apanharmos o fio à meada, porque conforme as personagens vão aparecendo a autora, subtilmente vai fazendo as ligações às personagens e histórias dos livros anteriores. 
Emma e Julian são as personagens que, a meu ver, dão vida a este primeiro livro. São parabatai um do outro, o que, obrigatoriamente os torna inseparáveis. O que um sente, o outro também sente. Só que no caso específico de Emma e Julian a "coisa" torna-se um pouco mais intensa. Que são apaixonados um pelo outro desde sempre é óbvio para toda a gente (menos para quem lida com eles diariamente) e, uma vez que os parabatai não podem ter ligações amorosas, eles não têm outro remédio senão esconder e abafar o que sentem um pelo outro, até ao dia em que já não conseguem mais esconder de si mesmos e cedem ao que sentem, sempre sem mais ninguém saber.
Embora a história que serve de pano de fundo a este livro seja resolver o mistério que envolve a morte dos pais de Emma e o regresso do irmão mais velho de Julian, que deveria ter tomado o lugar dos pais, também falecidos, na educação dos irmãos mais novos e na gerência da família. Em vez de ter tomado o seu lugar de irmão mais velho, foi levado pelo clã das fadas e domado por elas integrando a chamada Caçada Selvagem.
Para não correr risco de estar aqui a contar tudo e a estragar-vos a leitura, deixem-me só dizer-vos que, para mim, foi a história entre Emma e Julian que me moveu mais. Que querem? Sou uma romântica e amores impossíveis (por regras um bocado descabidas, desde já digo) são o meu calcanhar de Aquiles. Parece-me que, tirando o fantástico da equação deste livro, conseguimos perfeitamente encontrar um género que também gosto muito: Young Adult. Emma e Julian não passam de dois jovens adolescentes que, por obrigação do destino, foram forçados a crescer e amadurecer demasiadamente depressa.
Um livro grande que, à primeira vista, mete um bocado de medo por causa da quantidade de páginas, mas que, assim que se começa não se consegue parar. 
Fiquei muito agradada com a forma como a autora consegue escrever um livro com um tamanho considerável e não recorre a uma "técnica" chamada "enfiar palha" para aumentar nas páginas. Tudo mantido com simplicidade e lucidez. Caso contrário, pessoas como eu que não leram os livros anteriores, teriam muita dificuldade em acompanhar todo o desenvolvimento.

Um aparte: à conta deste livro comecei a ver a série "Shadow Hunters" e tenho a dizer-vos que é simplesmente *deliciosa*. 
Recomendo. Tanto o livro como a série!

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