01/08/2016

Opinião | A Vida (Pouco) Romântica de Ally Hughes | Jules Moulin

Ally Hughes é jovem, atraente, inteligente e divertida. Tem tudo para ser feliz no amor, certo? Errado. Há muito tempo (mesmo muito tempo…) que Ally não tem um único encontro amoroso.
Com a vida dela, quem teria? É professora universitária e cuida sozinha da filha, Lizzie, que nasceu quando Ally tinha apenas 17 anos. Ela tem simplesmente mais que fazer. Até ao dia em que um aluno seu, Jake, lhe entra no gabinete. Quando o rapaz - ansioso por melhorar a nota - se oferece para a ajudar numas obras em casa, Ally está longe de imaginar o fim de semana escaldante que vai viver com ele. Mas Jake tem vinte e um anos, e Ally uma filha pequena, para quem quer ser um exemplo. É com o coração pesado que ela termina a relação. 
Passados dez anos, Lizzie surpreende a mãe ao apresentar-lhe Noah, um amigo mais velho a quem idolatra. Ally não vê televisão nem vai ao cinema, não podia saber que Noah é uma estrela, um dos atores mais cobiçados do momento. E muito menos podia imaginar que Noah é o nome artístico de... Jake, o estudante que ela nunca conseguiu esquecer, o homem que - percebe agora - nunca conseguiu esquecê-la a ela. Agora que Lizzie dá os primeiros passos (acelerados) rumo à independência, Ally enfrenta a séria possibilidade de viver um grande amor. Bastar-lhe-á ser implacável e derrotar a sua pior inimiga: ela própria.

Confesso que nunca tinha lido nada da autora Jules Moulin, mas conseguiu fazer com que me rendesse a história de uma forma que não me deixou indiferente. Por outro lado, apesar de ser algo difícil descrever o género concreto deste livro, vai variando entre o romance, o drama e “chick lit”. E é isso que o torna especial e diferente à sua maneira.
Em primeiro lugar, conhecemos Ally Hughes, professora universitária e mãe solteira que está “enterrada” em trabalho e a correr contra o tempo para dar como terminado o ano lectivo. Desde o início que se percebe que Ally é uma pessoa responsável, mas também sempre rodeada de stress, tanto profissional como familiar. Sim, porque quem pensa que ter uma filha que se está a tornar numa mulher adulta é fácil, desengane-se. E no meio de todas as circunstâncias da vida, Ally acaba por “esquecer” todo o trabalho que tem acumulado ao envolve-se com Jake.
Jake é aquele típico aluno que se senta no fundo da sala, e que não se dá a conhecer muito facilmente. Mas, inexplicavelmente, desde cedo que Ally repara nele durante as suas aulas. Na faculdade, Jake joga basebol e, de forma a arranjar dinheiro para pagar as suas dívidas, faz uns biscates aqui e ali. Mas no entretanto, vê-se na situação de ter de seguir com a sua vida por diversos motivos. Para além disso, também Ally quase o “obriga” a partir, depois do fantástico fim-de-semana que haviam passado juntos.
Num período de dez anos, muitas coisas mudaram. E, em termos de relações, Ally conheceu Teddy, um homem rico, que gosta de se gabar das suas compras caríssimas. Mas apesar disso, não cai nas boas graças de Lizzie (a filha de Ally) que nunca confiou nele.
Quando Lizzie traz consigo Noah, o seu colega de trabalho, para jantar em casa de Ally, esta apercebe-se de que se trata de Jake, o aluno com quem se envolveu há uma década atrás.
Apesar de a história ser contada entre o passado e o presente, é bastante perceptível qual o ponto em que se encontra. Ally mantém a sua vida quase intacta: continua cheia de trabalho e, agora, a lidar da melhor forma possível com a morte da mãe e com as peripécias de Lizzie.
A história lê-se bastante bem e é tão leve que não se dá pelo folhear das páginas! Devido aos diferentes géneros que a autora consegue incluir, tanto estava a rir como no momento a seguir estava com pena de certas personagens ou até mesmo a “cruzar os dedos” por algumas delas! É uma narrativa querida e que me aqueceu o coração, porque sejamos sinceras, quem não gostava de reaver o seu príncipe encantado dez anos depois de se ter ido embora e viverem momentos inesquecíveis?

(Este livro foi gentilmente cedido pela Edições ASA em troca de uma opinião sincera).

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