30/08/2016

Opinião | A Casa Misteriosa | Marzia Bisognin

Pelas mãos da famosa YouTuber Marzia «CutiePieMarzia» Bisognin chega-nos uma história de suspense paranormal sobre uma rapariga cuja casa de sonho se torna rapidamente um pesadelo.
Quando Amethyst encontra a sua casa de sonho perfeita, não pode deixar de se sentir encantada por ela, embora se aperceba de algo um pouco... diferente. É tudo o que ela sempre quis numa casa, por isso, quando os Bloom a convidam a passar lá a noite para evitar a tempestade iminente, ela aceita de imediato.
No entanto, quando acorda na manhã seguinte, sozinha e incapaz de se obrigar a sair, Amethyst depara-se com inesperadas presenças - como Alfred, o assustador jardineiro; Avery, o vizinho giro, mas misterioso; e uma menina que continua a aparecer e a desaparecer dentro da casa.
Enquanto Amethyst procura os Bloom e tenta desvendar a verdade, a sua ligação à casa torna-se mais forte. Irá ela ser capaz de se libertar do fascínio da casa, ou será que os seus segredos vão mantê-la presa para sempre?
GoodReads
Muito antes de começar a ler este livro, já tinha tinha lido algumas críticas não muito positivas. Mas cada pessoa tem a sua forma de interpretar o que lê, não é verdade? E portanto, decidi dar uma oportunidade e ler esta obra!
Amethyst é uma jovem que, do nada, se vê à porta de uma casa neoclássica que desconhece, mas sente uma ligação imediata com aquela casa. Perante a chuva que cai, Amethyst é convidada pelo idoso casal – os Bloom - que lá habita a entrar e a pernoitar na sua casa. Estes mostram-se bastante amáveis, mas parecem ter desaparecido quando a jovem acorda na manhã seguinte.
No entanto, Amethyst não se deixa abater e começa a acomodar-se naquele espaço e é a partir daí que começa a vivenciar situações paranormais. Mas isso não demove Amethyst de continua a viver ali, desculpando-se dizendo que quer agradecer a hospitalidade ao idoso casal antes de partir. Mas será mesmo essa a razão pela qual a jovem não deixa aquela casa?
Como se não fosse o bastante, Amethyst vai conhecendo os seus vizinhos bastante peculiares, mas sem nunca se deixar assustar. Alfred e Avery são dois dos vizinhos que Amethyst vai conhecendo ao longo do tempo e com a ajuda dos quais vai descobrindo as pequenas peças do puzzle para aquela situação. Mas apesar de ambos serem, em determinados aspectos, diferentes e assustadores, não impede a jovem de continuar a comunicar com eles e manter uma relação de amizade.
A partir daqui, a jovem vive várias situações em que não sabe se sonhou ou se foram realmente verdade. De certa forma, poucos capítulos depois de ter começado a ler o livro, quase que podia afirmar qual seria o final, o que se veio a confirmar.
Contudo, acho que faltaram algumas coisas importantes neste livro. Em algumas passagens, sente-se uma falta de conexão entre os diferentes aspectos que a autora utilizou para descrever tanto a casa onde se passava a ação como a narrativa em si. E penso que esse foi um aspecto que tirou a congruência à história. A personagem principal pareceu-me ter uma personalidade um pouco básica e houveram outras que a autora não chegou a explicar de todo qual a sua identidade ou o seu papel em toda a história.
Relativamente à escrita e à forma como a autora transmitiu os acontecimentos, esta demonstrou-se ser simples e acessível e com frases bastante curtas. O que para mim se tornou algo confuso.
Após ter terminado esta leitura, acabei por considerar que seria um livro mais adequado para um público mais juvenil. Pois, o facto de abordar questões paranormais é mais provável que cative a população mais jovem do que os adultos.
(Este livro foi gentilmente cedido pela Quinta Essência em troca de uma opinião sincera).

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