07/06/2016

Opinião | Não é Tarde para Amar | Monica Murphy

Sem rumo. Isso resume tudo na minha vida. Suspenso da minha equipa de futebol da faculdade e forçado a diminuir o número de horas que trabalho num bar por causa das minhas más notas, não posso continuar a correr para o colo da minha irmã, Fable, e do seu marido, Drew, à procura de ajuda. Parece que não consigo encontrar o meu próprio caminho. Droga e sexo são tentações irresistíveis. Um tutor é a última coisa que eu quero agora, até vê-la.
Chelsea não é de todo o meu tipo. Ela é inteligente e muito tímida. Eu tenho certeza que ela é ainda uma virgem. Mas quando ela me olha de alto a baixo com aqueles penetrantes olhos azuis, eu fico completamente perdido. Mas de uma maneira diferente. Eu não vou negar que o corpo dela é de morrer, mas é a sua cabeça e o modo como ela parece desejar o amor - como se nunca tivesse sido amada - que me faz deseja-la mais do que a qualquer rapariga já conheci. Mas o que é que alguém aparentemente tão composta como ela pode ver num tipo sem rumo como eu?

Já tinha saudades destas personagens. Gostei imenso deste último livro da série "Drew + Fable". Foi bom ter mais acesso ao sempre problemático Owen, irmão mais novo de Fable.

É certo que ele tem motivos para ser problemático. Não é qualquer miúdo que consegue ultrapassar o facto de ter uma mãe como a dele. Não fosse por Fable, e Owen seria um problema muito maior. 
Como é óbvio, todas as pessoas precisam e merecem uma segunda oportunidade. Ele teve a sua dose de segundas oportunidades e aproveitou-as da melhor maneira que conseguiu, mas lá está, por vezes os laços do passado não nos deixam avançar e a fraqueza dele era mesmo a mãe. Não lhe conseguir dizer que não, apesar de saber que o que ela lhe pedia era inadmissível para uma mãe pedir a um filho. Contudo, todos os "Owen's" da vida precisam de uma Chelsea. Uma jovem inteligente, avançada intelectualmente para a idade, simples e apesar de dizer que não, uma rapariga terna e meiga. Também ela tinha problemas familiares (quem não os tem?) e também ela, em alguma altura, precisou da sua segunda oportunidade. A oportunidade de amar e de ser amada. 
A partir da altura em que se depara com Owen, a sua vida dá uma volta de 180º e Chelsea aprende que nem todos os homens são iguais, apesar de ele não parecer ser alguém que lhe pudesse "encher as medidas".
Adorei este par. Ela completamente diferente dele, mas ao menos tempo tão igual a nível emocional. Ambos com medo de se agarrarem demais a uma pessoa. Ele com medo de que um dia ficasse igual à mãe e ela com medo que sofresse nas mãos de um homem tal e qual como a sua própria mãe. Isto quando mete pais e mães é um problema complicado de resolver e de ultrapassar.
Gostei da forma como a autora criou a relação entre eles. De uma forma natural e subtil. Cada um a entrar na mente e no coração um do outro devagar e sempre de uma maneira muito "pensada".
A forma como aos poucos ele vai criando consciência do que está mal na sua vida e tenta não desiludir a irmã e o cunhado, as pessoas que ele mais ama, está directamente relacionada com a entrada de Chelsea na sua vida. Quem disse que as mulheres são o sexo fraco? É ela que o vai fazer sair daquele monte de problemas em que estava metido e é por ela que ele resolve ser alguém que a merece.
Como sempre, adorei rever o Drew e a Fable, bem como conhecer a sua pequena filhota. Foi bom ver que o amor que os uniu ainda continua forte e com alicerces fortes e profundos. 
Sou uma fã assumida de Monica Murphy e é sempre com um grande gosto e prazer que leio os seus livros, este foi mais um e se não dei as cinco estrelas foi apenas porque chateava-me imenso a forma como Owen se deixava enfraquecer pela mãe, pelo poder que ela tinha sobre ele.
Mais uma série terminada e que saudades eu vou ter destas personagens!!
(Este exemplar foi gentilmente cedido pela TopSeller em troca de uma opinião sincera)

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