16/06/2016

Opinião | Na Sombra do Sonho | J.R.Ward

Em Caldwell, Nova Iorque, a guerra entre vampiros e os seus assassinos agrava-se com o surgimento de um grupo secreto de irmãos – seis vampiros guerreiros, acérrimos defensores da sua raça. Contudo, o gélido coração deste temível e astuto predador aquecerá mesmo contra os seus desejos…
Impiedoso e brilhante, Vishous, filho de Bloodletter, carrega uma temível maldição consigo, a assustadora habilidade de prever o futuro. Foram inúmeras as tormentas e abusos por que passou enquanto crescia no campo de batalha do seu pai e, como qualquer outro membro da Irmandade, não tem interesse no amor ou em emoções, apenas na luta contra a Sociedade Lessening. Contudo, uma imprevista injúria mortal torna-o responsável por uma cirurgiã, Jane Whitcomb, levando-o a revelar a sua dor mais profunda e a sentir o verdadeiro prazer pela primeira vez – até que o destino, que ele não escolheu, o leva a um futuro avassalador que não a inclui mais.

Esta é a história de Vishous, filho temido do tão mais temível Bloodletter. Quem é a mãe? quem foi que lhe transmitiu a maldição e os "poderes" que ele tem? É, precisamente, neste quinto volume que se vai ficar a saber.
Já tinha este livro (bem como os restantes) para ler há imenso tempo, só que sabem como é... o tempo vai passando e puft... quando damos por nós já se passaram anos desde que o livro saíu para o mercado. Ora, assim sendo e uma vez que finalmente o consegui ler (assim o espero fazer com os outros meninos da saga) aqui fica a minha honesta opinião.
Sinceramente, estava à espera de mais e melhor. Muita cama e pouca acção no terreno. Achei que as coisas aconteceram demasiadamente depressa. Agora não se conheciam como, assim do nada, já estavam no reboliço e nas poucas-vergonhas.
Pessoalmente, gostei do Vishous. É intenso, honesto e verdadeiro. A aura de mistério que sempre o envolveu ajuda muito a que nos sintamos mais "atraídas" por ele. Tendo em conta o tipo de vida que ele leva, fiquei algo surpresa com o pedido da Virgem Escrivã, também sempre tão envolta naquela redoma de mistério e poder. Ora, é justamente a Virgem Escrivã que mais me surpreendeu neste livro. Quem já leu os livros anteriores volumes, sabe que esta é uma "figura" altamente poderosa e sobre a qual ninguém levanta a mínima dúvida ou suspeita. Melhor, ninguém tem coragem de sequer olhar para ela sem que ela assim o ordene. Então, porque é que Vishous a enfrenta com tão pouco bom senso? Ora, é que a nossa Virgem Escrivã tem um pequeno (grande, enorme) segredo que remonta há mais de três décadas. É com base nesse segredo que Vishous é obrigado a cumprir o que a Virgem lhe pede. Só que a "coisa" não vai correr conforme os planos e vão ocorrer grandes reviravoltas ao longo do livro e foi por isso mesmo que consegui dar 3.5 estrelas. Queria ver se chegava às 4 estrelas, mas algo na forma como o relacionamento de Vishous e Jane decorreram, travaram-me o ímpeto de o fazer. Quer dizer, ela é uma mulher de carácter forte e independente e de um momento para o outro vê-se apaixonada por Vishous? A sério? Tudo bem que os Guerreiros são irresistíveis, mas de qualquer das formas, um espírito forte pelo menos dá um pouco mais de luta! Não quer dizer que não tenha gostado de Jane. Ela é o exemplo de como uma mulher deve ser. Forte, intensa, independente e de língua mordaz. Aprendeu sozinha o que é lutar para se ser alguém na vida e tornou-se uma cirurgiã de primeira linha. O facto de ela não ter caído de amores por Vishous no primeiro momento que o vê, antecipava uma grande história de amor e de sedução porque nunca nada tem aquele gostinho especial se não lutarmos por ele e quando as coisas são demasiadamente fáceis, perde a piada. No entanto, não levou muito tempo até ela ficar "de quatro" em relação a ele. Depressa de mais, na minha opinião.
Embora seja Jane o par de Vishous neste livro, ficam bem patentes os sentimentos do Guerreiro pelo seu irmão mais recente, Butch. Em certa altura até me passou pela cabeça que ele tivesse mesmo sentimentos românticos por ele e acho que até ele conhecer Jane, efectivamente esses sentimentos estavam lá. Depois de Jane, tornaram-se em sentimentos profundos e íntimos de dois irmãos que se adoram e que estão unidos pelo coração e pela alma de Guerreiros. Ou seja, um não pode viver sem o outro.
E o final? Acho que foi o melhor. A forma como a autora deu a volta ao que aconteceu a Jane e a Vishous, ninguém estava à espera, de facto! Pelo menos, eu não previa.
Agora e para finalizar, a escrita da autora é cativante, mas (e não sei se sou apenas eu que penso assim) a forma como ela insiste em usar siglas para as personagens... é demais. Quer dizer, perde-se muito a essência do que os nomes dos Guerreiros da Irmandade realmente significam.... Vishous significa perverso e é exactamente isso que ele é, pelo menos até certo ponto. E "V"? O que significa? Para mim, nada! Apenas uma consoante. Nada mais.

De resto, é óbvio que gostei e que fui completamente absorvida pelo mundo da Irmandade e quero muito ter mais tempo para ler o volume seguinte.

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