12/04/2016

Opinião | Um Conde Apaixonante | Sarah MacLean

Lady Philippa Marbury, ou Pippa, é… estranha. É jovem, bela e filha de um marquês respeitado da sociedade, mas interessa-se por livros em vez de rapazes, por ciência em vez de passeios, e por laboratórios em vez de amor. O seu plano é casar-se em breve com o seu noivo, um homem simples, e viver o resto dos dias em sossego com os seus cães e as suas experiências científicas. Mas antes do casamento, Pippa tem duas semanas para experimentar tudo o resto. Quinze dias para fazer pesquisa sobre as partes excitantes da vida. Não é muito tempo e, para o fazer, precisa de um guia que esteja familiarizado com os recantos mais obscuros de Londres.
Ela precisa de Cross: o sócio da casa de jogo mais exclusiva da cidade, e que tem fama de ser o maior conhecedor do mundo do vício e dos prazeres. Mas a fama muitas vezes esconde segredos negros, e quando a nada convencional Pippa lhe pede que lhe arruíne a reputação, isso vai ameaçar tudo o que ele sempre se esforçou por proteger.

Este é daqueles livros em que simplesmente nos perdemos. Pela história, pelo "background" que as personagens trazem, pelas situações hilariantes e pelas próprias personagens que são, no melhor sentido da palavra, invulgares e intensas. 
Philippa Marbury, Pippa, é irmã de Penelope e cunhada de Michael, Marquês de Bourne, um dos sócios da casa de jogos mais famosa e tentadora de Londres: "Anjo Caído".
Acontece que Pippa não é uma personagem qualquer. Desde o primeiro livro da série "Um Marquês Irresistível" que conseguimos perceber que Pippa é uma jovem com uma inteligência fora do comum e ao mesmo tempo tão ingénua que diz tudo o que lhe vai na cabeça, sem qualquer tipo de filtro. É jovem e de uma beleza única e própria dela, que passa despercebida à maior parte dos jovens em idade de casar. No entanto, ela está noiva de um homem calmo, inteligente e sensível (demais). Um casamento que a Pippa convém porque ele sendo um homem tão cavalheiro e que adorava cães, exactamente como ela queria, contudo, Pippa é muito inocente no que toca ao amor e a relações sexuais, apesar de conhecer a "mecânica" do acto. Por isso mesmo, ela recorre a Cross, justamente um dos sócios do cunhado no "Anjo Caído". Ora... aqui é que começa realmente a demanda de Pippa. Tenta por tudo convencer Cross, um homem que abdicou da sociedade e de tudo o que ela implica e que tem a reputação de ser um dos maiores sedutores de Londres. Ninguém melhor que ele para a ajudar nesse campo, certo? Errado! Pelo menos para Cross que não quer ter nada a ver com tudo o que isso implica. Cross é daquelas personagens que é impossível não gostar. É inteligente o suficiente para rivalizar com Pippa, é amável, gentil e apaixonante. É justamente por Pippa ser como é que ele não quer envolver-se com ela e com tudo o que ela implica. 
São as ideias e as tentativas de Pippa em fazê-lo mudar de ideias que fazem deste livro uma leitura viciante e hilariante. É impossível um leitor não se desmanchar a rir com as tiradas fantásticas de Pippa ou as respostas e pensamentos de Cross.
Gostei de "rever" Penelope que aparecia de vez em quando e o próprio Michael, Marquês de Bourne, uma vez que foram estes dois que deram início a esta série. 
Na minha opinião, e já o tinha referido no primeiro livro, a escrita de Sarah MacLean é *deliciosa*. Simples, leve  e cheia de humor inteligente, daquele que nos desafia e nos faz querer sempre mais. As cenas mais quentes protagonizadas por Pippa e Cross são, acima de tudo, cheias de carinho e são a prova de que não é preciso escrever de uma maneira "porca" para se descrever uma cena sexual com intensidade e erotismo.
Ansiosa por pegar no terceiro e último livro da série!

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