14/04/2016

Opinião | O Amor é Vermelho | Sophie Jaff

Katherine Emerson nasceu para cumprir uma profecia secular, mas ela ainda não o sabe. No entanto, há um homem que o sabe: um assassino que persegue as mulheres da cidade de Nova Iorque, um monstro que os media apelidaram de Homem Foice devido à arma que utiliza para transformar os corpos das suas vítimas em telas para a sua arte perversa. Ele rouba mais do que a vida das suas vítimas, e cada morte aproxima-o mais da mulher que tem de possuir custe o que custar.

«Um livro dinâmico, um thriller escrito de forma brilhante. Altamente viciante.»
San Francisco Book Review

«O Amor é Vermelho é tão cativante que o leitor vai dar por si a levá-lo para todo o lado até chegar à última página… e irá querer relê-lo assim que o terminar.»
Elizabeth Haynes, autora bestseller do The New York Times

 
Este livro chamou-me logo a atenção não só pela capa que é deveras apelativa, mas também pela sinopse. Tenho de admitir que embora não seja uma especialista em livros do género thriller ou policial, esta história merecia mais. A ideia original da autora parece-me muito bem criada, mas acho que ao longo das páginas perdeu-se muito daquilo que era suposto transmitir ao leitor. Passou de termos um homem misterioso que fala na primeira pessoa sobre tudo o que sente quando encontra a sua próxima vítima e o que o leva a concretizar o crime para o triângulo amoroso das personagens principais. 
Ponto 1 - Achei interessante a forma como este assassino opera e como leva a que todas as suas vitimas confiem nele. Ele encontra o ponto fraco de cada uma das mulheres que escolhe e é extremamente competente no que faz, não deixando rasto para além das marcas "impressas" nos corpos das vitimas. O objectivo dele é só e apenas um: encontrar Katherine. Cada mulher que ele mata é um passo que ele dá em direcção a ela.
Ponto 2 - Katherine: Sinceramente esperava mais desta personagem. Por uns momentos, pensei que seria ela a personagem mais forte do livro, no entanto, parece-me que ela não passa de um "joguete" nas mãos das restantes personagens. A meu ver, Katherine é uma jovem mulher que nem de longe, nem de perto encontrou o seu lugar no mundo. Não tem um trabalho que a preencha ou a satisfaça e todos os seus relacionamentos amorosos até à data têm sido nada mais do que um passar do tempo, desde que terminou o seu noivado. Até que conhece David e Sael. O primeiro, um homem calmo e simpático que consegue um lugar de destaque no coração dela e o segundo, um homem de aspecto atraente mas austero e frio. Qualquer um deles, à sua maneira, mexe com ela e com a sua vidinha calma e sem qualquer percalço. 
Ponto 3 - Durante toda a leitura andei desconfiada de uma personagem. Houve alturas em que depois mudava de ideias e só mesmo no finalzinho é que acertei em cheio. Isso foi o que mais gostei neste livro. A constante dúvida sobre quem seria o Homem Foice, o assassino cruel que matava as mulheres nas suas próprias casas e no final ter conseguido acertar no personagem certo. Quem diria que seria aquela pessoa? :O
Ponto 4 - Gostei também do Lucas e da mãe. As pessoas que mais ajudaram Katherine a seguir em diante com a sua vida. A forma como se deram bem logo de início e a forma como o pequeno Lucas conseguiu entrar no coração de Katherine, mesmo com o seu feitio "diferente" das outras crianças da mesma idade. O facto de Lucas ser um dos reveladores da pessoa culpada também me agradou.

Este livro faz parte de uma trilogia "Nightsong", agora... como será a continuação deste livro, uma vez que não houve nada que ficasse por resolver? o.O
É esperar para ver...

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