17/09/2015

Opinião "Volta Para Mim" de Mila Gray

Regressado de uma missão em Cabul, o marine Kit Ryan sente-se perigosamente atraído por Jessa, irmã do seu melhor amigo. Mas Jessa parece ser a única rapariga que ele não pode ter. Kit, porém, não deixa que nada se interponha entre ele e Jessa, e ela rende-se irresistivelmente. O que começou por ser um namoro de verão, em breve se transforma numa relação que altera radicalmente o mundo de ambos. Kit tem de partir de novo, mas está disposto a sacrificar tudo por Jessa. Ela dispõe-se a esperar por Kit, aconteça o que acontecer. No entanto, para além da distância e do tempo, algo mais os separa... Uma história intensa e apaixonante sobre o amor e a amizade.

A Minha Opinião
5*****
Pelas cinco estrelinhas de cotação já podem adivinhar o quanto eu gostei deste livro. Devorei-o. Não há outra descrição. Adorei praticamente tudo. E o que não foi tanto do meu agrado (pequenos pormenores) não justificariam apenas as quatro estrelas. 
Uma história *fofa* com personagens *fofos*. Uma história recheada de amor, de emoções fortes e de episódios cheios daquela adrenalina que só quem esteve apaixonado e a namorar às escondidas sente e compreende. Adorei a cumplicidade que esteve sempre presente entre todas as personagens. Aquela amizade que estende um manto de protecção sobre todos eles e que os impede de fazer asneiras. Foi o medo de perder essas grandes amizades que fez com que Jessa e Kit escondessem por tanto tempo que se tinham apaixonado um pelo outro. Perdidamente. Aquele amor que não há igual e que aguenta todas as tempestades. Sempre que eles estavam juntos invadia-me um sentimento enorme de ternura e deixava-me (quase) sempre com um sorriso nos lábios. 
No entanto, houve personagens que me irritaram profundamente. Por exemplo, o pai de Jessa. Um ex-militar reformado com stress pós-traumático e com um desgosto amoroso antigo. Descarregava nos filhos e na mulher toda a sua frustração e revolta por tudo o que havia passado quando estava no activo. tudo bem que temos de compreender e ter paciência com pessoas com esse tipo de "doença" mas acho que tudo tem o seu limite e nesse aspecto não fui nunca de acordo a que a mãe de Jessa, Rilley, o irmão e melhor amigo de Kit e a própria Jessa suportassem tudo de boca calada e nunca tomando nenhuma iniciativa para ajudar o pai a ultrapassar os traumas. Quanto a mim, se eles tivessem tomado uma atitude desde o início e não tivessem sido passivos, o pai não teria chegado aos pontos que chegou.
Acontece que em todas as histórias de amor, há sempre um revés. Neste caso, Jessa perdeu alguém muito importante para ela. O irmão, Rilley ou o próprio namorado que haviam sido destacados pelos Marines para o Afeganistão? Não vos digo. Terão de ler o livro para saberem. Mas, não há dúvidas de que as consequências dessa perda vão ser pesadas e quase, quase definitivas. Erros foram cometidos, palavras injustas foram proferidas, mas o que é certo é que no final o amor, a união, a amizade falam sempre mais forte.
Uma autora para acompanhar de perto, com toda a certeza.

Vera Neves
(Este livro foi gentilmente cedido ao blogue pela Presença em troca de uma opinião honesta e sincera)

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