09/07/2014

Opinião "Na Sombra do Dragão" - J.R. Ward

 Nas sombras da noite da cidade de Caldwell, em Nova Iorque, trava-se uma guerra territorial entre vampiros e seus caçadores. Ali, existe um bando secreto de irmãos sem igual - seis guerreiros vampiros, defensores da sua raça. Possuído por uma criatura mortífera, Rhage é o mais perigoso membro da Irmandade da Adaga Negra. 

Na irmandade, Rhage é o vampiro com o apetite mais forte. É o melhor lutador, o mais rápido a reagir aos impulsos e o amante mais voraz - pois dentro dele arde uma maldição feroz imposta pela Virgem Escrivã. Refém do seu lado mais obscuro, Rhage receia as vezes em que o seu dragão interior é libertado, tornando-o um autêntico perigo para todos os que o rodeiam. 
Mary Luce, uma sobrevivente das teias mais trágicas da vida, é atirada, sem querer, para o mundo vampírico, ficando dependente da protecção de Rhage. Vítima da sua própria maldição fatal, Mary não está em busca de amor. Perdeu a fé nos milagres há muitos anos. Contudo, quando a intensa atracção animal de Rhage se transforma em algo mais emocional, ele sabe que deve ligar Mary a si próprio. E, enquanto os seus inimigos se aproximam, Mary luta desesperadamente para ganhar a vida eterna junto daquele que ama...

*Poderá conter Spoilers*

Nem sei por onde começar esta opinião, a sério! Primeiro dizer que estava com muitas e altas expectativas para este livro, uma vez que o Dragão é a minha criatura mitológica preferida. E o título por si só já me aguçava a curiosidade. Segundo e se bem se recordam (quem leu a minha opinião ao primeiro livro) continuo a adorar a personagem Wrath. No pouco que apareceu neste segundo livro (anda muito ocupado com a sua Shellan) demonstrou bem porque é que ele é o Rei. Sofre com os irmãos e pelos irmãos. Acho isso muito bonito, ainda mais vindo de uma figura que toda a gente teme e receia tanto. Agora quanto ao casal principal deste segundo volume da Irmandade: Rhage e Mary. Ele, um Irmão adorado por todos os Irmãos da Ordem. É mais conhecido como Hollywood por ter "pinta" de estrela. No entanto, é ele que guarda dentro de si um monstro feroz que de cada vez que se liberta, deixa-o em fanicos. Todos temem o monstro Dragão que Rhage tem dentro dele por ordem da Virgem Escrivã, quando há centenas de anos atrás ele não conseguiu dominar os seus impulsos. Gostei de ter conhecido a besta logo nas primeiras páginas do livro o que fez com que me agarrasse desde o início. O facto de também ele ter conhecido Mary Luce logo nos primeiros capítulos e ter sentido logo aquela atracção e aquela química, além de uma ternura imensa por ela, também ajudou a suavizar a faceta que se fica dele logo de início de que ele é um playboy de cabelo louro e porte altivo e que tem todas as mulheres aos seus pés. Em relação à Mary, a doença com que ela sofre desde muito nova é um elemento de extrema veracidade no meio de tanto sobrenatural. O seu corpo sofreu muitos e grandes traumatismos e por esse motivo há muito tempo que já não se sentia mulher. Rhage devolveu-lhe a alegria de viver embora a doença tenha voltado e deu-lhe razões para voltar a acreditar em Deus ao ponto de lhe pedir que a deixe viver para poder amá-lo mais um pouco. A primeira impressão que se fica quando se conhece Mary é que ela é frágil, carente, com baixa auto estima e fraca. No entanto, vai revelando aos poucos o material de que é feita. É um mulher corajosa, apaixonada e apaixonante pois todos os Irmãos adoram-na, forte e coerente em todos os seus actos. Decidiu aceitar Rhage na sua plenitude fosse com monstro ou sem monstro. A partir de uma certa altura sabia que se havia quem pudesse domar o dragão, seria ela. Thorment e Wellsie são o casal mais fofo que já tive o prazer de conhecer. Conhecem-se tão bem e estão tão à vontade um com o outro que apesar de estarem à espera do primeiro filho, ainda se comprometeram a cuida de John Mathew, o jovem que Mary conheceu e que está em fase de transição para se tornar vampiro. O que o destaca de todos os outros jovens que poderão estar em transição é que ele tem a marca da Irmandade, nasceu para ser um dos Irmãos Guerreiros e o seu nome? Therror... uiii... deserta de ver no que o pequeno John se vai transformar. 
Além disso tudo, se no primeiro volume tinha ficado com medo do Zsadist, neste segundo, fica-se a conhecer mais um pouco sobre ele e cheguei à conclusão que ele tem muito para oferecer, mas terá de aprender a receber para se mostrar como realmente é. Alguém que se afasta de todos e que gosta de passar a imagem de que não tem qualquer sentimento, quando na verdade é exactamente o sentimento, seja bom ou mau, que o move em todas as ocasiões. É o típico e extremo Badboy que chama a atenção de qualquer uma apesar das cicatrizes que o marcam e do aspecto de pura maldade. Será ele o protagonista do terceiro, juntamente com Bella, a vampira civil que é amiga de Mary e que desde que o conheceu, nunca mais conseguiu tirá-lo da cabeça. No entanto, um minguante, o Sr. O, consegue raptá-la e desde aí ninguém a conseguiu encontrar e Zsadist está fora de si. Um bom prenúncio para o terceiro livro, não acham? ;)

Um livro *delicioso* que com certeza não vão deixar passar.

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