01/07/2014

Opinião "Caos Maravilhoso" de Kami Garcia, Margaret Stohl

Ethan Wate julgou estar a habituar-se às estranhas coisas impossíveis que se desenrolavam em Gatlin. Porém, agora que Ethan e Lena voltaram para casa, estranho e impossível assumiram novos significados. Enxames de gafanhotos, um recorde de calor e tempestades devastadoras arrasam Gatlin enquanto Ethan e Lena tentam perceber as consequências do Chamamento de Lena. Até a família de Lena é afetada - e as suas habilidades começam a falhar perigosamente. Com o tempo, uma questão torna-se clara: o que - ou quem - terá de ser sacrificado para salvar Gatlin?
Para Ethan, o caos é uma distração assustadora, mas bem-vinda. Ele está de novo a ser perseguido nos sonhos, mas desta vez não por Lena - e tudo o que o assombra segue-o para fora dos sonhos até à sua vida quotidiana. Ainda pior, Ethan está gradualmente a perder pedaços de si - esquecendo nomes, números de telefone, e até memórias. Não sabe porquê e na maioria dos dias, tem medo de perguntar.
Às vezes, não há apenas uma resposta ou uma escolha. Às vezes não há como voltar atrás. E desta vez não haverá um final feliz.


Esta vai ser uma opinião difícil de escrever. Por isso fui sempre adiando este momento. Porque se por um lado atrai-me imenso a base da história, tudo o que acontece no passado que se reflete no futuro, por outro lado acho que a história, em cada volume, é demasiadamente longa. E não digo isto por ter muitas páginas. Quero com isso dizer que há passagens na história em que se poderia ser mais sucinto e não levar o leitor quase à exaustão. No entanto, dou-lhe quatro estrelas. E porquê? Porque gostei, como disse no início, de toda a envolvência desde o primeiro livro. Gosto das personagens, embora não goste muito da Lena (acho que ela tem um pouquinho a mania e acho-a um pouco mimada). Gosto imenso do Ethan e da Liv (Olivia, nova personagem integrada no Trevas Maravilhosas). Tenho pena de ela não ter aparecido antes de Lena, porque há um relacionamento muito especial entre eles os dois (Ethan e Liv). 
Como desde o principio a minha personagem preferida é o Macon Ravenwood. Acho-lhe uma piada enorme, apesar da seriedade e respeito que ele impõe e adoro aquele jeito formal de ele ser, sem nunca perder a compostura. Neste terceiro capítulo, temos, à semelhança do primeiro, um Macon mais integrado na acção toda.
As coisas não estão bem em Gatlin. Parece que toda a atmosfera está envolta num ambiente "Cavaleiros do Apocalipse" mode! Pragas de gafanhotos, calor de derreter qualquer um e coisas estranhas acontecem com todos os Encantadores de Revenwood. Agora que Ethan é, oficialmente, o Guarda do Caminho (como vimos no Trevas Maravilhosas) cabe a ele dirigir os que mais ama e respeita ao caminho certo. Obviamente, sendo ele como é, honesto, dedicado e extremamente preocupado, será uma tarefa que não se adivinha fácil!
Acho que este livro ganha pelo facto de conhecermos mais John Breed e qual o papel dele nesta trama toda. Certamente, terá muito a oferecer a todos os leitores que decidam continuar a acompanhar estas Crónicas. A par com John Breed, acho que foi muito bem pensado terem atribuído um papel ainda mais importante ao Ethan, pois ele merece destaque, quanto mais não seja por aturar os maus feitios de Lena e por já ter sofrido tanto com a morte da mãe e com tudo o que tem vindo a passar.
Agora vou aguardar que venha o próximo capítulo das Crónicas dos Encantadores e ver se é um capítulo com mais acção, mais descobertas e mais entendimento entre as personagens.

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