08/07/2014

Opinião - "Ascensão à Meia-Noite" de Lara Adrian

Impelido pela dor e pela raiva por causa de uma enorme traição, o guerreiro Rio dedicou a sua vida à guerra contra os Renegados. Não deixará nada interpor-se no seu caminho - muito menos uma mortal com poderes para expor toda a raça vampírica. Mas agora um mal antigo foi despertado e aproximam-se tempos sombrios... Para a jornalista Dylan Alexander, o que começou como a descoberta de um túmulo secular oculto acabou por se converter numa espiral de violência e segredos. Porém, nada é mais perigoso que o homem marcado e letalmente sedutor que surge das sombras para a puxar para o seu mundo de desejos sombrios e noite eterna. Ali ela não consegue resistir ao toque de Rio, mesmo enquanto revela uma ligação surpreendente ao seu próprio passado. Dylan tem então de escolher: deixar o reino noturno de Rio, ou arriscar tudo pelo homem que lhe mostrou a verdadeira paixão e os prazeres infinitos do coração.




Este é o quarto volume de uma saga vampírica absolutamente *deliciosa*. Se leram as minhas outras críticas aos primeiros três volumes, vão reparar que a minha adoração por esta saga tem vindo a aumentar... perigosamente! Quando acabei o "Beijo da Meia-Noite" (e comentei na opinião) sabia que ia devorar este quarto livro, justamente por tratar-se do guerreiro que mais gostei até agora: Rio! O Guerreiro Vampiro Espanhol mais sensual e intenso em toda a Ordem! (Esta é a única e a mais apropriada descrição dele).
Ele é o guerreiro mais torturado (física e psicologicamente) que já conheci (pelo menos até agora). 
Fecha-se no seu mundo auto-destrutivo depois que sofre uma das traições que mais doem, a dor da traição da mulher que ama, e não deixa ninguém aproximar-se, tornando-se um ermita das montanhas com desejos suicidas. (que desperdício). Na verdade, ele é o tipo de homem torturado que, apesar das cicatrizes que ele carrega, não nos dá mais nada do que vontade de prometer-lhe que apesar de tudo, as coisas vão correr bem assim que ele começar a dar-se o devido valor e apreço. 
Rio é de facto, um homem destroçado, carente e com a auto-estima lá mesmo em baixo e precisa mesmo de quem lhe abra os olhos e o acorde para a vida e para o amor novamente. Acho que Lara Adrian, neste quarto volume inspirou-se muito, mas mesmo muito na famosa história da Bela e o Monstro (adoooooooro). Quanto mais lia, mas me apercebia das semelhanças entre uma história e outra. Acho que foi uma aposta ganha. Dylan é uma jornalista se noticias sensacionalistas (à força pois tem um grande potencial para as notícias a sério.) e acima de tudo uma mulher de garra e... Companheira de Raça! Os guerreiros da Ordem têm uma pontaria que é de revirar o cérebro, literalmente! Dylan é também alguém acostumada a lidar com a dor. Perdeu o um dos irmãos e o outro (deve ser uma personagem interessante que mais tarde deveria ser "repescada") desapareceu sem deixar rasto. Sofre com a doença da mãe que está já nos seus últimos dias de vida e sofre também com o dom/maldição que carrega e que será de uma utilidade enorme no desenrolar da relação entre ela e Rio. É ela que o faz querer viver novamente e é ela que o vai ajudar a ser a pessoa meiga e bondosa (apesar de guerreiro implacável) que era antes. Os dois serão o complemento um do outro até ao final. Rio e Dylan à parte, gostei imenso do desenvolvimento em relação ao Mestre que nos faz querer ler e saber mais e mais. Bem bom que ainda há muitos livros da saga por ler.
Um aspecto que achei enternecedor e ao mesmo tempo doloroso foi o sacrifico da mãe de Dylan. Foi MÃE até ao final e colocou sempre a filha acima de tudo e de todos até de si mesma. uma grande senhora que apesar do sofrimento que a vida lhe ofereceu ao longo dos anos, nunca deixou de ter a capacidade de amar e de ser uma fonte de alegria para os que a rodeavam. No entanto, acho que foi mesmo a melhor opção ou teríamos ali um "engonhar" de situações que nunca mais nos deixaria avançar.

Palavras finais?
DESERTA DE LER O PRÓXIMO! 

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