03/02/2020

Opinião | Sozinhos na Ilha | Tracey Garvis Graves | Edições ASA

Uma ilha deserta plena de sol, vegetação luxuriante e mar cristalino é um cenário de sonho. Ou talvez não... Anna Emerson decide quebrar a sua rotina e deixar Chicago para dar aulas numa ilha tropical. Por seu lado, T. J. Callahan só quer voltar a ter uma vida normal após a sua luta contra o cancro. Mas os pais empurram-no para umas férias num destino exótico. Anna e T. J. estão a sobrevoar as ilhas das Maldivas a bordo de um pequeno avião quando o impensável acontece: o aparelho despenha-se no mar infestado de tubarões. Conseguem chegar a uma ilha deserta. Sãos e salvos, festejam e aguardam, convictos de que serão encontrados em breve. Ao início, preocupam-se apenas com a sobrevivência imediata e imaginam como será contar tamanha aventura aos amigos. Nunca a citadina Anna se imaginou a caçar para comer. T. J. dá por si a lutar com um tubarão e a ser acolhido por simpáticos golfinhos. Os dois jovens descobrem-se timidamente e exploram a ilha. Mas à medida que os dias se transformam em semanas, e depois em meses, as hipóteses de serem salvos são cada vez menores. Ambos têm sonhos por cumprir e vidas por retomar, e é cada vez mais difícil evitar a grande questão: conseguirão um dia sair daquela ilha?

Tinham-me enviado este livro há algum tempo e, mesmo após ler a sinopse, não fiquei totalmente convencida, mas por alguma razão decidi dar-lhe uma oportunidade. De forma surpreendente, acabei por ler tudo em apenas dois dias. Devorei o livro e não fiquei desiludida com a minha estreia nas obras desta autora. 
Ao início, após o avião em que seguiam se despenhar, as duas personagens principais ficam isoladas numa ilha e o que nos mantém agarrados ao livro é a luta diária pela sobrevivência de duas pessoas tão distintas, tanto em idade como nos seus percursos de vida, mas que demonstram capacidades inesperadas. 
A história vai sendo contada, de forma alternada, entre a visão do T.J e da Anna Emerson, o que é interessante por nos dar os dois lados do que está a acontecer e por tornar o livro mais dinâmico. 
O T. J acaba por mostrar ser um jovem adolescente maduro para a sua idade, muito por causa da doença que o privou de uma vida normal durante um longo período. Os meses na ilha também o moldam e assistimos a uma evolução da personagem. 
A Anna Emerson demonstra ser uma mulher mais forte do que aparenta mas ao mesmo tempo é sensível e apaixonada. O livro dá-nos descrições interessantes e muito detalhadas da vida na ilha, os seus desafios, a crescente proximidade entre Anna e T.J. Pode parecer errado e obtuso, até porque ele tem 16 anos e ela 30, mas a história acaba por se desenrolar da forma que menos podemos esperar. 
Há também pormenores que nos causam ansiedade só de pensar em como seria se nos encontrássemos naquela situação. A esperança e o desespero estão de mãos dadas durante grande parte da história e é nesses momentos cruciais que ficamos a conhecer melhor o carácter cada um dos personagens. 
Apesar de o final não ser totalmente imprevisível, a autora consegue fazer-nos ficar vidrados nas suas palavras e queremos saber mais do que vai acontecer a seguir. Julgo que em algumas partes os diálogo são um pouco repetitivos e há mudanças algo bruscas entre alguns capítulos, mas é um livro que aconselho, recheado de romance, aventura e com personagens que vale a pena conhecer. 

Uma leitura fácil e muito cativante!

Opinião | Mistério em Nine Elms | Robert Bryndza | Alma dos Livros

Kate Marshall era uma jovem e promissora detective da polícia londrina quando apanhou o famoso assassino em série que operava na região de Nine Elms. Mas a sua maior vitória transformou-se de súbito num pesadelo devido a uma série de circunstâncias inesperadas. Traumatizada, traída e publicamente vilipendiada, Kate pouco pôde fazer enquanto via a sua carreira ser julgada na praça pública.
Mais de quinze anos passados desde esses acontecimentos, embora o seu tempo na polícia esteja ainda bem presente, vive agora uma vida tranquila numa cidade pacífica da costa inglesa. Um dia, porém, Kate recebe uma carta de alguém que faz parte do seu passado e é novamente lançada para a mente distorcida de um assassino que conhece demasiado bem, vendo-se envolvida nos meandros de um caso que só ela poderá resolver.
Com um talento invulgar para entrar na mente criminosa, Kate recorre às suas prodigiosas e há muito descuradas competências de investigadora para enfrentar um caso cujo sucesso promete redenção. Mas há demasiado em jogo: não é só Kate que quer apanhar o assassino… ele também a quer encontrar.
Um thriller brilhante, misterioso e inteligente.

Mais um livro muito bom de Robert Bryndza. Só li um da série da Erika Foster, e agora inicio a da Kate Marshall. A meu ver, este é um autor que adora detectives femininas, e acho que faz ele muito bem. Nem todos os detectives têm de ser homens. As mulheres também podem, e devem, ser figuras de autoridade, poder e respeito. É agradável ver como, cada vez mais, as mulheres conseguem o seu lugar no mundo, apesar de tudo o que o género ainda sofre. 
Ora, neste primeiro livro da série Kate Marshall, temos, precisamente, a nossa detective Kate. Gostei particularmente de termos tido acesso a tudo o que lhe aconteceu quinze anos atrás e que levou a que, actualmente, ela seja uma mulher completamente transformada e diferente do que era no passado. Todas as pessoas mudam, mas Kate praticamente teve de se reinventar por causa de um erro que cometeu. 
Há quinze anos atrás, Kate investigava o caso do Canibal de Nine Elms. Alguém que, violentamente, assassinava as suas vítimas, sempre miúdas adolescentes, e, pasmem, mordia-as até se ficar a ver o osso. Eram muitos os indícios de que se tratava de um assassino em série pois o modus operandus era sempre o mesmo. Queria deixar a sua marca para sempre. No entanto, por um erro do próprio assassino, Kate descobre quem é o Canibal e, apesar de ter ficado às portas da morte exactamente por ter descoberto tudo, Kate consegue sobreviver e colocar o assassino na melhor e mais segura prisão para assassinos com problemas mentais.
Quinze anos depois, já fora da polícia mas sempre ligada ao crime, Kate recebe um pedido de ajuda de alguém que perdeu a filha e nunca a voltou a ver, nem morta, nem viva. Tinham passado vinte anos desde o desaparecimento dessa miúda e tudo apontava para que tivesse sido obra do Canibal de Nine Elms pois coincidia com a altura de todos os seus crimes antes de ser preso.
De professora de Ensino Superior de Investigação Criminal, Kate, juntamente com o seu fiel ajudante Trevor, vai passar a detective privada e, a bem ou a mal, passando novamente por todos os seus traumas e pelos mesmos sofrimentos, vai tentar descobrir quem está por detrás dos novos assassinatos com as mesmas marcas do Canibal e encontrar a miúda que desapareceu nos mesmos moldes das primeiras vítimas. Sendo que o verdadeiro culpado está detrás das grades e bem vigiado, só poderá tratar-se de alguém que deseja seguir os mesmos passos e, de certo modo, prestar homenagem ao verdadeiro Canibal de Nine Elms que fez o terror de todos no passado.
Gostei imenso da forma como o autor criou uma personagem como Kate. Uma mulher que podia ter perdido tudo no passado, inclusive a vida, mas a quem é dada uma segunda oportunidade a todos os níveis. Tem imensos problemas a nível de confiança nos outros, teve de abdicar do seu bem mais precioso para não o perder na totalidade, o filho, e vive com o medo de que a genética seja mais forte que a educação que conseguiu disponibilizar ao filho, da melhor maneira que conseguiu.
Também gostei muito de Trevor. Um jovem estudante que é o assistente pessoal de Kate na Universidade e que tem uma admiração total e absoluta pela sua mentora. Auxilia-a e está sempre disponível para o que quer que ela precise e, no final, acabou por ter um papel muito importante. 
Quero muito ler o desenvolvimento da nossa Kate e saber até onde ela pode chegar. Espero que não demore muito até termos o segundo volume desta série!

30/01/2020

Opinião | O Cliente | Vi Keeland | TopSeller

Gray tem apenas um objectivo para este negócio: derreter o meu coração até me ter de volta!

Era uma típica segunda-feira de trabalho e o meu patrão pediu-me para convencer um novo cliente a escolher a nossa firma de advogados. Como eu precisava de agradar aos sócios-gerentes, abri o meu melhor sorriso e fui conhecer este empresário todo-poderoso. Mas nada me tinha preparado para o que iria encontrar na sala de reuniões. Ao ver quem lá estava, derramei o café, deixei cair a papelada ao chão e quase perdi o equilíbrio. E essa foi a parte boa do meu dia! Porque este homem deslumbrante — que me olhava como se quisesse comer-me viva — era nada mais nada menos do que Gray Westbrook, o meu ex-namorado e potencial cliente.

Tentei assumir uma postura profissional, mas, no final da nossa reunião, ele aproximou-se de mim, com o olhar de desejo que me era tão familiar, e sussurrou-me ao ouvido com toda a sensualidade. Confiante e carismático, Gray já sabe o que quer, e julga que, ao forçar-me a trabalhar com ele, poderá voltar a entrar no meu coração depois de o ter partido.

Mas eu não lhe vou dar mais nenhuma oportunidade, muito menos agora que estou prestes a ser sua advogada…

Então, porque é que todo o meu corpo se acende quando ele me olha?

Cada vez mais gosto dos livros desta autora. Desde o primeiro livro até chegar a este foram muitas horas bem passadas, cheias de boas gargalhadas, momentos muito hot, sem chegar ao ridículo, muitos momentos de ternura entre as personagens e muita safadeza. 
Desta vez temos a história de Layla e Gray. Ela, uma advogada que trabalha numa das melhores e maiores firmas de Nova Iorque e ele, um investidor com estatuto de VIP, acabado de sair de uma condenação por fraude e corrupção. Pois foi essa condenação que fez que com eles os dois já se conhecessem quando se encontram na firma onde ela trabalha para uma reunião de negócios. Sendo um cliente VIP ela não teve como recusar ser a advogada que tratará dos negócios dele, aconselhando e organizando documentos para os quais ele não tem tempo.
Há alguns anos, Layla teve de cumprir um castigo judicial devido a um processo que correu mal para o lado dela, obrigando-a a fazer uma espécie de horas comunitárias durante uns meses como professora numa cadeia de alto gabarito.
Quis o destino que Gray e Layla vissem os seus caminhos cruzados nessa cadeia e, a partir da altura em que se conhecem, há imediatamente aquela química entre os dois. Química essa que não tardou muito a tornar-se em algo maior e mais intenso. No entanto, mal entendidos e desentendimentos levaram a que Layla tivesse um desgosto enorme em relação a Gray e desapareceu da vida dele. Não quis saber de explicações nem desculpas e o tempo foi passado. Até um belo dia, anos depois em que voltam a reencontrar-se e adivinhem? A atracção e até mesmo aquele sentimento forte e que lhe aquecia o coração continua presente e patente embora ela o negue o tanto quanto pode e até onde pode.
Gostei imenso do Gray. É daquele tipo de homem forte e intenso, com ar de mau mas que tem um coração de manteiga e é completamente apaixonado por Layla. Vai fazer de tudo o que estiver ao seu alcance para a reconquistar, limpar o seu passado perante ela. Para ser sincera, desta vez, gostei mesmo mais da personagem masculina pela sua generosidade, doçura e paixão. Soube perdoar a quem lhe armou uma cilada no passado que o atirou para a cadeia mas que também lhe deu o bem mais precioso que ele tem e que nem fazia ideia. 
Layla por sua vez, parece-me algo insegura e com uma forma de agir um tanto errática no que a Gray dizia respeito. Se por um lado não queria, por outro lado parecia que não o conseguia esquecer e passar sem o ver. Acho que sofria de alguma falta de auto estima. Mas era uma mulher muito inteligente e determinada na sua vida profissional e, até rever Gray, na sua vida pessoal também. No entanto, o coração quer o que o coração quer ... 

Recomendo e espero que esta série não se fique por aqui!!

"(...)Nós não terminamos. Estamos apenas a começar. Porque o que tínhamos era real, e o real não desaparece, não importa o quanto tu o queiras.(...)"

Novidades TopSeller | Harriet Tyce | Anna Elory | Tessa Dare | Charles Soule | Holly Bourne

 À venda a 03 de Fevereiro
Fenómeno Bestseller! O thriller mais chocante do ano.

«Harriet Tyce é a nova Paula Hawkins.» - Cosmopolitan

«Uma leitura incrivelmente viciante, com um final gratificante. Cinco estrelas.» - Heat

«SÓ MAIS UMA NOITE. DEPOIS ACABO COM ISTO.»
A vida de Alison parece perfeita. Tem um marido dedicado, uma filha adorável, uma carreira em ascensão como advogada e acaba de lhe ser atribuído o primeiro caso de homicídio. Só que Alison bebe. Demasiado. E tem vindo a negligenciar a família. Além de que esconde um caso amoroso quase obsessivo com um colega que gosta de ultrapassar os limites.

«EU FI-LO. MATEI-O. DEVIA ESTAR PRESA.»
A cliente de Alison não nega ter esfaqueado o marido e quer declarar-se culpada. No entanto, há algo na sua história que não parece fazer sentido. Salvar esta mulher pode ser o primeiro passo para Alison se salvar a si própria. 

«ESTOU DE OLHO EM TI. SEI O QUE ANDAS A FAZER.»
Mas alguém conhece os segredos de Alison. Alguém quer fazê-la pagar pelo que fez. E não irá parar até ela perder tudo o que tem.

Um thriller envolvente, com um final absolutamente inesperado e chocante, protagonizado por uma personagem muito empática. 

«Uma história viciante que conduz a um final perturbador e gratificante. Os leitores vão esperar ansiosamente pelo próximo livro de Harriet Tyce.» - Publishers Weekly

*****

  À venda a 03 de fevereiro
«Um romance extraordinário e intenso que me prendeu e comoveu até ao final.» - Mary Chamberlain, autora de A Costureira de Dachau

Poderá o amor iluminar os tempos mais sombrios?
Pouco depois da queda do Muro de Berlim, em 1989, Miriam regressa a casa para cuidar do pai em estado terminal. Quando se apercebe dos números tatuados no pulso de Henryk, escondidos pela bracelete do relógio, Miriam descobre que o pai fora prisioneiro de Auschwitz. Como poderá esta parte da sua vida ter ficado escondida durante tantos anos? E quem é Frieda, por quem Henryk tanto chama?
Ao procurar mais pistas sobre o passado da família, Miriam encontra entre os pertences da mãe um uniforme de uma prisioneira de Ravensbrück, um campo de concentração feminino na Alemanha. Escondidas nas bainhas do vestido estão dezenas de cartas de Frieda para Henryk, que, além dos seus relatos pessoais, narram a perturbadora história das «Coelhas», mulheres usadas como cobaias em experiências médicas. 
Intrigada por um passado que lhe foi ocultado e desesperada por fugir aos seus próprios demónios, Miriam decide descobrir a verdade sobre a sua família. Porém, ao reconstituir uma história de amor escondida durante décadas, depara-se com uma realidade de sofrimento e de perda. São as vozes das mulheres narradas nas cartas, a sua coragem e resiliência, que a inspiram a recuperar as rédeas da sua vida.

«Uma leitura cativante, aterradora e comovente.» - Jill Mansell

*****
 À venda a 03 de fevereiro
Vencedora do prémio RITA
Bestseller do New York Times

«Provavelmente o melhor livro de Tessa Dare.» - Publishers Weekly

Penny Campion é uma jovem nobre, filha de um duque, que não quer conviver com a alta sociedade, preferindo ficar em casa a tomar conta dos seus animais. É uma mulher leal e caridosa, sendo incapaz de encontrar uma criatura vulnerável sem a levar para casa. Contudo, a sua tia quer que ela participe em eventos sociais e se livre dos animais. Caso contrário, Penny terá de ir viver para o campo com o intransigente irmão, um destino que ela teme. 
Gabriel Duke é um milionário que compra a casa ao lado da de Penny por saber que esta, como futura duquesa, poderá valorizar a propriedade dele. Chamam-lhe o Duque da Ruína, pois ele é perito em arruinar nobres. Quando descobre que Penny está em risco de partir, oferece-se para a ajudar. 
É então que Penny percebe que por detrás de um homem aparentemente cruel existe um coração ferido. Agora, é Gabriel quem ela quer salvar. Conseguirá fazê-lo ou acabará arruinada?

Um dos melhores romances do ano para a Amazon e Goodreads.

*****

 À venda a 03 de fevereiro
Finalista do prémio Goodreads para Melhor Livro de Ficção Científica

O que faria se conhecesse o futuro?

Will Dando leva uma vida bastante normal, para alguém com quase 30 anos. Até ao dia em que acorda de um sonho que lhe revela 108 profecias. E esta informação pode bem transformá-lo no homem mais poderoso do mundo. Sabendo estar na posse de algumas informações comprometedoras, decide esconder-se sob o pseudónimo de Oráculo, veiculando uma selecção de previsões através do Site, uma página de Internet que rapidamente se torna viral e desperta a curiosidade de todo o tipo de pessoas e organizações. 

Atraídas pelo fascínio de conhecer o seu próprio futuro, milhares de pessoas contactam o Oráculo, mas o Site acaba também por chamar a atenção de grandes empresas, dispostas a pagar milhões pelo acesso exclusivo a uma previsão que as possa beneficiar. Tudo isto obriga Will a confrontar-se com as suas dúvidas. O que fazer com o conhecimento que recebeu? E de onde terão surgido as misteriosas previsões? 

Com poucas pessoas em quem confiar, a única hipótese de Will é desvendar o significado oculto das previsões, ao mesmo tempo que tenta sobreviver e evitar uma catástrofe mundial.

«Com O Ano do Oráculo, Soule criou algo verdadeiramente especial, tanto um thriller global como um olhar afiado à condição humana moderna. O Ano do Oráculo é facilmente uma das melhores estreias que li em anos.» - Scott Snyder, autor de Wytches, Batman e A.D.

*****
 À venda a 03 de fevereiro
Nomeado para Melhor Livro Young Adult pela Bookseller

Serenatas românticas, beijos à chuva e declarações de amor épicas... Isto só acontece nos filmes!

A AUDREY não quer saber de amor nem de paixões piegas. A vida dela já tem drama que chegue! Para fugir ao caos que se instalou em casa, ela arranja um trabalho no cinema local, sem imaginar que é precisamente aqui que vai encontrar um drama chamado Harry.

O HARRY é um aspirante a realizador de cinema e encaixa em todos os clichês lamechas dos grandes romances. Rosas vermelhas, velas e charme de bad boy, ele vai tentar de tudo para conquistar a descrente Audrey. Mas, por favor, poupem-na! É bem sabido que o amor da vida real não é como nos filmes, certo? Ou talvez a Audrey se surpreenda...

«Divertido, intenso e incrivelmente real, Isto Só Acontece nos Filmes é sobre apaixonarmo–nos e cedermos ao amor, apesar dos nossos próprios medos.» - The Telegraph

Isto Só Acontece nos Filmes recebeu excelentes críticas e é um romance sobre romance, um grito feminista aos estereótipos impostos às jovens raparigas e uma leitura absolutamente hilariante. 

Novidade Guerra & Paz | A Assassina da Roda | Rute de Carvalho Serra | Convite Lançamento

Um crime aterrador, hediondo, arrepiante: uma jovem de apenas 22 anos mata 33 crianças deixadas na roda da Misericórdia de Coimbra. Esta é a história de Luiza de Jesus, a última mulher a ser condenada à morte em Portugal, contada, três séculos depois, pela jurista e cronista Rute de Carvalho Serra, no romance A Assassina da Roda. 
Este policial de cortar a respiração, baseado em factos históricos, chega às livrarias de todo o país no dia 4 de Fevereiro, com a chancela da Guerra e Paz, Editores. 
A obra será apresentada, no dia 12 de Fevereiro, na Santa Casa da Misericórdia de Lisboa, pela ex-procuradora-geral da República, Joana Marques Vidal.

Corria o ano de 1772 quando Luiza de Jesus, jovem de 22 anos, natural de Lorvão, no distrito de Coimbra, foi condenada à pena de morte pelo homicídio de 33 crianças deixadas na roda da Misericórdia de Coimbra.
Um caso que chocou o país e que levanta duas questões de difícil resposta. O que pode ter levado uma jovem mulher a matar impiedosamente inocentes? Porque é que uma menor de idade (no século XVIII, a maioridade só era atingida aos 25 anos) foi executada com tal veemência?
Interrogações que suscitaram o interesse de Rute de Carvalho Serra, jurista e cronista dos jornais Expresso, Público e I e da revista Visão, em investigar a história daquela assassina em série. Dessa investigação, pincelada exemplarmente com laivos de ficção, nasceu o seu romance de estreia: A Assassina da Roda.
A autora partiu para a investigação com apenas um documento: a sentença de morte de Luiza de Jesus. Destaque para uma frase impactante e pouco habitual no século XVIII, na qual o julgador, o intendente Pina Manique, afirmou que a condenação, «inequívoca e exemplar», serviu: «Para que nunca mais haja memória de semelhante monstro».
Intrigado? Acompanhe a emocionante caminhada de Pina Manique entre Lisboa, Coimbra, Figueira de Lorvão e a Galiza, através da astuta pena de Rute de Carvalho Serra, e descubra o que levou a mulher a matar mais de três dezenas de crianças. Uma inquietante investigação policial que irá pôr à prova a sua perspectiva da verdade e da mentira, da tradição e da mística e da miséria e da ostentação.

Novidade Saída de Emergência | Uma Mensagem Através da Vedação | Doug Gold

Nas Livrarias a 31 de Janeiro

Através da história verídica de Josefine Lobnik, uma resistente política que ajudou soldados e prisioneiros de guerra a escapar aos nazis, e de Bruce Murray, um soldado neozelandês que foi capturado na Grécia e enviado para a Eslovénia, Doug Gold apresenta-nos um retrato dramático das relações em tempo de guerra e da destruição que assolou a Europa e o mundo.

Um testemunho extraordinário de duas pessoas comuns que viveram as inimagináveis dificuldades do bárbaro regime de Hitler. Na Europa ocupada pelos nazis, dois estranhos conhecem-se por acaso. Um deles é uma resistente eslovena, que atira um bilhete amarrotado através de uma vedação de arame farpado e foge por entre a neve. O outro é um prisioneiro de guerra.

Narrada através dos relatos de fugas audaciosas, traições, tortura e retaliação, esta é uma notável história de amor que sobreviveu a todas as contrariedades.

Sobre o Autor...
DOUG GOLD teve uma carreira de sucesso nos media e tem uma paixão por histórias baseadas em factos reais. Conheceu Bruce e Josefine na década de 80 e desde que ouviu este extraordinário relato de bravura, resiliência, resistência e amor decidiu que era uma história que tinha de ser contada. Vive em Wellington com a sua mulher, Anemarie, a ilha mais velha de Josefine e Bruce. Pode consultar mais informações sobre esta incrível história em www.thenotethroughthewire.com

Novidade Vogais | Estado Crítico | Dr. Matt Morgan

​Médico especialista em cuidados intensivos, o Dr. Matt Morgan conta-nos o que acontece quando as coisas correm terrivelmente mal. Uma das histórias é a de Roald Dahl, o famoso escritor de livros infantis, acometido por várias tragédias. O seu filho foi atropelado aos 3 meses e sofreu uma lesão cerebral. A filha Olívia morreu vítima de sarampo aos 7 anos. E a mulher, a actriz Patricia Neal, sofreu um aneurisma cerebral com apenas 39 anos. A tudo isto, Dahl reagiu com tenacidade e energia, tentando encontrar a solução para cada problema. O seu emocionado apelo à vacinação ainda hoje é usado em campanhas de saúde pública.

Numa altura em que tanto se discute o futuro e a sustentabilidade do Serviço Nacional de Saúde, este livro dá-nos a conhecer as fragilidades, mas também as forças e virtudes, do SNS britânico, permitindo estabelecer comparações com o SNS português.

Estado Crítico: Histórias do Limiar da Vida Humana (ed. Vogais | 272 pp| 16,59€) apresenta um olhar comovedor e perspicaz ao mundo da medicina e das pessoas que foram mudadas por ela, para sempre. 
A Vogais disponibiliza os primeiros capítulos para leitura aqui.
 Nas livrarias a 03 de fevereiro.

O Dr. Matt Morgan guia-nos pela UCI, onde nos apresenta alguns dos casos mais interessantes e memoráveis em que trabalhou, como o estudante de 17 anos com uma infecção misteriosa, ou o jovem pai que caiu inanimado no chão vítima de um AVC fulminante, ou o homem a quem no espaço de horas o coração parou 20 vezes, ou ainda a grávida que se viu na iminência de ter de escolher entre salvar a sua vida ou a do seu bebé. Ficamos a conhecer não só as suas histórias, mas também como funciona o mundo impressionante do corpo humano. Nem todas as histórias têm finais felizes, mas todas celebram a resiliência do espírito humano.

SOBRE O AUTOR
Matt Morgan é médico de medicina intensiva na Unidade de Cuidados Intensivos do Hospital Universitário de Gales e senior fellow honorário da Faculdade de Medicina da Universidade de Cardiff, na Escócia. Começou a sua carreira na medicina militar, como oficial da Real Força Aérea, obteve o seu doutoramento usando a Inteligência Artificial para ajudar a resolver problemas médicos complexos e trabalhou em alguns dos maiores hospitais do Reino Unido e da Austrália. Apaixonado por educação para a saúde, contribui com artigos para revistas e livros científicos e participa em conferências por todo o mundo. Saiba mais sobre o autor: https://drmattmorgan.com.

24/01/2020

Opinião | Não Digas Nada à Mamã | Toni Maguire | Edições ASA

Toni tinha apenas seis anos quando o seu mundo ruiu.
Quando o pai teve a sua primeira atitude obscena, a pequena Toni arranjou coragem para contar à mãe o que tinha acontecido, certa de que esta traria a normalidade de volta à sua vida. Mas a mãe fez o impensável: disse-lhe para nunca mais falar nesse assunto.
Não Digas Nada à Mamã é o relato verídico e tocante da pior das traições; uma história de coragem que inspirou centenas de milhares de leitores em todo o mundo.

Tenho de ser sincera e admitir que fiquei um bocado chocada com o relato desta mulher, vitima de abusos sexuais violentos, quando criança, no seio da sua própria casa.
Este livro traz-nos a história de Toni Maguire. A agora mulher que pretende exorcizar todos os males do seu passado enquanto criança ao mesmo tempo que acompanha os últimos dias de vida da mãe. A pessoa que ela mais amava e que, no entanto, fechou os olhos a todo o sofrimento que a filha era sujeita às mãos do próprio pai.
Esta história poderia ser a história de qualquer outra criança, uma vez que são tantas as que são maltratadas tanto a nível físico como psicológico e que não podem contar com ninguém para as salvar de uma infância infeliz e dolorosa. 
Nesta caso, temos Toni, uma menina que até bem perto dos seis anos foi amada e cuidada como se fosse uma princesa, embora não fossem ricos e mudassem de casa várias vezes. Era a menina dos olhos da mãe e, também do pai, quando ele estava por casa.
No entanto, a partir dos seis anos as coisas mudaram e, o que seria um acto normal de um pai que quer ir dar um passeio com a filhota pequenina, passa a um acto deplorável, vergonhoso e hediondo. Um pai que abusa da própria filha pequena, que ainda nem sabe bem o que é o mundo, é, no mínimo um ser desprovido de todo e qualquer senso de rectidão, amor e vergonha. Alguém que, em alguma altura da vida, merecia que lhe fizessem passar pelo mesmo terror e pela mesma dor que ele infligiu à filha por tantos anos.
Seria de esperar que a mãe amada de Toni fosse a primeira a acabar com o que se estava a passar assim que soube da boca da própria filha aquilo que o marido andava a fazer nas costas dela e nos "passeios" que davam sozinhos. No entanto, limitou-se a fechar os olhos todas as vezes em que viu a filha sofrer. A partir da altura em que Toni diz à mãe o que aconteceu, o tratamento amoroso a que estava habituada acaba e passa a ser uma menina negligenciada e abandonada, praticamente à sua sorte. Os únicos amigos que tinha eram os animais que iam resgatando aqui e acolá.
Entre a tentativa de Toni ajudar a sua memória de quando era pequena e o perdoar a mãe antes que ela morra, Toni vai reviver tudo o que passou e desenterrar acontecimentos e sentimentos que tinha enfiado bem fundo da sua memória, mas a verdade é que ela precisava libertar aquela pobre menina traumatizada e triste que vivia dentro dela, e isso só aconteceria se ela enfrentasse as memórias de frente.
Sinceramente, achei traumatizante e dolorosa a forma como Toni nos conta tudo o que aconteceu a ela, uma criança que virou mulher cedo demais e a quem a infância foi traiçoeiramente roubada por quem deveria protegê-la com todas as forças e por todos os meios.

Uma das muitas frases que me marcaram, pela forma como nos transmite a dor daquela menina, foi:

"Uma tristeza terrível ameaçou tomar conta de mim, enquanto me perguntava como é que duas pessoas capazes de tanto amor uma pela outra, acabaram sentindo tão pouco pela criança que tinham feito entre elas."