15/11/2019

Opinião | À Procura de Alaska | John Green

"Na escuridão atrás de mim, ela cheirava a suor, luz do sol e baunilha, e, nessa noite de pouco luar, eu pouco mais podia ver além da sua silhueta, mas, mesmo no escuro, consegui ver-lhe os olhos - esmeraldas intensas. E não era só linda, era também uma brasa."
Alaska Young. Lindíssima, esperta, divertida, sensual, transtornada… e completamente fascinante. Miles Halter não podia estar mais apaixonado por ela. Mas, quando a tragédia lhe bate à porta, Miles descobre o valor e a dor de viver e amar de modo incondicional.
Nunca mais nada será o mesmo

Quem já não conhece as personagens intensas a que John Green já nos habitou? Admito que ainda não li todos os livros deste autor, mas os que já li, fico sempre com a sensação de que vai haver sempre aquelas personagem que se destaca pela sua personalidade pouco ortodoxa.
Alaska, neste livro, é a personagem que deveria atrair todas as atenções dos leitores. No entanto, no meu caso, a minha personagem preferida foi mesmo o doce e inocente Miles. Um jovem que cai de pára-quedas no mundo de Alaska e, mesmo sem querer, é atraído por toda a paixão e intensidade que ela não se esforça por esconder. 
Alaska é o que é e não está minimamente preocupada com o que quer que seja que dela se possa dizer.
Miles, um jovem que tinha a mania de fixar mentalmente as últimas palavras de várias celebridades, chega a uma nova realidade escolar e social. Conhece Alaska Young e imediatamente é atraído por tudo o que ela é. É linda, inteligente, rebelde, respondona, mandona e, muitas vezes, irresponsável e cega aos sentimentos dos outros, muitos dos quais provocados por ela. Embora tenha havido alguma química entre eles os dois, sempre tive a sensação de que, caso as coisas não tivessem acabado como acabaram, Miles e Alaska nunca teriam dado certo. Ele é demasiadamente bondoso e inocente para conseguir suportar tudo o que Alaska é. É uma miúda com um passado meio desconhecido, mas claramente traumático. Algo aconteceu, algures no caminho, para que Alaska se tivesse tornado naquela jovem tão perturbada.
Quis o destino que, nem Alaska, nem Miles tivessem o seu final feliz como ambos queriam. Quer fosse juntos ou cada um no seu caminho.
De uma forma que nos atrai para Miles e Alaska, o autor cria uma história que poderia muito bem acontecer com qualquer um de nós, seja em que altura da vida for. Personagens que poderiam muito bem fazer parte da realidade. Talvez por isso seja sempre tão bom ler os livros de John Green. Ele apresenta-nos sempre as personagens mais distintas umas das outras que possamos imaginar e combina-as de uma forma soberba.

Mais um livro que, obrigatoriamente, nos faz derramar algumas lágrimas ao longo da leitura.

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