10/01/2019

Opinião | O Tempo das Violetas | Sarah Jio | TopSeller

Melhor Livro do Ano para o Library Journal

Entre violetas e um diário secreto, o amor pode renascer.
Aos 20 anos, Emily estava nos píncaros. Escritora de sucesso e casada com um homem de capa de revista, o futuro parecia-lhe auspicioso.
Dez anos depois, a sua sorte deu uma reviravolta. Desanimada por um súbito bloqueio criativo e a recuperar de um divórcio, Emily é convidada pela sua tia-avó Bee a passar um mês na idílica ilha de Bainbridge. Talvez o regresso às memórias da sua infância e o poder do mar sejam a cura perfeita para o seu coração partido.
Enquanto procura material para o próximo livro, Emily encontra um diário de 1943 que lhe revela a história trágica de uma das habitantes da ilha. A pouco e pouco, ela percebe que esta história está estranhamente ligada a si e que há um mistério à sua espera para ser desvendado… Um mistério que esperou décadas pela sua chegada.
Um romance sobre amores que resistem ao tempo, ao desgosto e à distância… mesmo quando tudo parece estar perdido.

«Combina-se romance, história e um mistério, e o que se obtém? O Tempo das Violetas, que nos mostra que o passado volta sempre, reservando algumas surpresas.» 
Jodi Picoult, autora bestseller

(Pode Conter Spoilers) 
Sou muito sincera quando digo que este livro conseguiu surpreender-me pela positiva. Estava à espera de uma história igual a tantas outras, mas no entanto, esta história de Emily conseguiu superar as minhas expectativas.
Este livro traz-nos a história de Emily, uma mulher que aos vinte anos pensar-se-ia que estava no auge da sua felicidade. Tinha publicado um livro que rapidamente entrou nos tops de vendas e que até tinha sido adaptado ao cinema. Casara-se com um homem atraente, inteligente e senhor de si mesmo. Amor à primeira vista, parece-me. No entanto, anos depois encontramos Emily em processo de divórcio e um bloqueio de escrita. Não consegue escrever uma palavra que seja que se transforme num livro que lhe saía directamente do coração e que, ao contrário do anterior, seja um livro que a preencha verdadeiramente.
Com o coração despedaçado e o ânimo em baixo, Emily resolve ir passar uma temporada à pequena ilha onde todos os Verões ia passar as férias com a tia Bee. Adorei a tia Bee, apesar de ser uma mulher cheia de segredos e de maneirismos, era alguém que adorava Emily e que sempre a tinha tratado com amor e carinho. É na estadia na ilha, rodeada de mar, sol e calor humano que ela vai conhecer Jack, o vizinho da tia e um pequeno livro de veludo vermelho que contém parte da história que compõe o passado de Emily e da sua própria mãe.
A viagem ao passado, muitos anos antes, através da leitura desse mesmo livro, revela muitas coisas que Emily nunca conseguira compreender ao longo dos anos e que, terminada a leitura e juntando todos os pedacinhos do puzzle, fazem todo o sentido e completam uma história de amor, ódio e desavenças que culminaram exactamente em Emily e Jack. 
Esta história impele-nos a ter esperança de que os destinos de cada um de nós está devidamente traçado e que, mesmo indo por atalhos e caminhos travessos, conseguimos sempre concretizar o nosso destino. Prova de que o que fazemos no passado, as escolhas que somos obrigados a fazer dadas as circunstâncias, para além de nos ajudar a seguir em frente, ajudam-nos a sabermos quem somos na realidade.
Adorei as personagens, sem excepção. Emily conseguiu a minha simpatia pela sua inteligência e coração meigo apesar de magoado. Não perdeu a esperança de encontrar o amor novamente e, sem grandes reservas, abriu novamente o seu coração ao que a vida tem de melhor e mais bonito, sem medo de sofrer outra vez. 
Recomendo!!

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