19/02/2015

Opinião "Vou amar-te para sempre" de Monica Murphy


Perder. Tudo na minha vida se resume a esta palavra doentia. O meu treinador culpa-me por termos perdido os jogos decisivos da temporada. E o resto da equipa também. Passei os últimos dois meses completamente perdido e fechado sobre o meu desespero, como um autêntico fracassado. E perdi a minha namorada — Fable, a única rapariga que alguma vez mexeu comigo — por não me achar suficientemente bom para ela e por não querer magoá-la.
Agora sei que deixá-la foi um erro e, ao ser cobarde, fui eu quem mais perdeu. Mas, mesmo que ela finja que está tudo bem e que seguiu com a sua vida, sei que ainda pensa em mim. Conheço-a demasiado bem. Raios… Ela é tão frágil que tudo o que eu mais quero é estar por perto para protegê-la… para abraçá-la… para amá-la.
Só preciso que ela me dê mais uma oportunidade. Estamos perdidos, um sem o outro, mas eu sei que juntos podemos viver um amor incomparável, para sempre.

*Pode Conter Spoilers*

Primeiro que tudo quero agradecer à TopSeller a oportunidade que me deu, mais uma vez, de ler este pequeno grande livro, que me arrebatou por completo, tal como havia acontecido no primeiro volume desta "duologia". 
Se me arrebatou, porque é que não lhe dei as cinco estrelinhas? Porque mais uma vez queria mais de Drew e Fable. Houve bastante deles os dois neste segundo volume, mas ainda assim soube-me a pouco. Mais uma vez, as duas personagens principais são muito intensas nos seus sentimentos e os traumas passados ajudam imenso a que, apesar de serem ainda jovens, tenham uma mentalidade e uma maturidade muito grandes, que os fortalece e os faz serem tão intensos.
Ele tem 21 anos e ela tem 20, ok! Quão maduras podem duas "criaturas" ser com esta idade? Muito, acreditem. Sei que é apenas ficção, mas para além de todo o romantismo e erotismo que incendeiam as páginas deste livro, os temas abordados são muito actuais: Assédio Sexual na própria família, Pedofilia (embora Drew já tivesse 15 anos quando foi "apanhado" pela madrasta), o Abandono Parental que faz com que as crianças tenham de crescer demasiadamente depressa e demasiadamente traumatizadas para serem felizes ou se sentirem amadas por alguém. São tudo temas dramáticos, traumáticos e que infelizmente fazem cada vez mais parte da nossa sociedade. O facto de estarem "camuflados" pela história tórrida e apaixonante deste casal não faz com que deixem de ser mais ou menos importantes. Estão lá e na vida real existem e muitas vezes (a maioria das vezes) acaba muito mal.
Gostei da forma como todos os problemas são expostos de uma forma limpa e simples. Não é fácil reconhecermos as nossas fraquezas, pedir ajuda, expor as nossas dores e os nossos traumas. Drew e Fable fazem-no com tanta sinceridade, tanta vontade de limpar o passado ou pelo menos esquecê-lo, que é impossível não sentirmos nada com o que eles passam um com o outro, com o que dizem um ao outro. Há tanta emoção, tanto amor e tanta dor que chega a doer (passem a repetição, please).
Referindo-me às restantes personagens (que também são importantes no desenvolvimento de Drew e Fable) devo dizer que em relação à Adele (madrasta de Drew) não lhe podia ter dado um final mais apropriado. . É que quem ainda não leu, não tem a noção da doença mental que esta "fulana" tem! É irritante e só me apetecia entrar nas páginas e dar-lhe um enxerto de porrada. Die Bitch! Dieeeeeeeeee! PLEASE!
O pai de Drew? É um "tonhó" que cego pelo amor que sentia pela Adele se deixou humilhar por ela. Via a mulher exibir-se e nunca levantou uma unha para a colocar no seu lugar e acabar com a alegria dela (não de uma forma violenta, entenda-se).
Owen (irmão de Fable), apesar de algumas parvoíces próprias da idade e ao facto de ter sido gradualmente abandonado pela mãe, é um miúdo às direitas. Adora a irmã e acima de tudo quer protegê-la, apesar da pouca idade que tem. Quanto à mãe de Fable e Owen... A imagem abaixo fala por mim!
Que raio de mãe se comporta como ela, principalmente com os filhos que sempre a ajudaram, quando deveria ser ela a fazê-lo em relação a si mesma e aos filhos?! GOD DAMN!

Em suma: Mais um livro delicioso, mais um casal fantástico e intenso. Vou ter saudades deles, mas fico feliz pelo final que eles conseguiram!

Recomendo!

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