19/04/2018

Opinião | A Livraria dos Destinos | Veronica Henry

No mundo da Nightingale Books serve-se romance e a cura para um coração partido. Este é o sítio onde as melhores histórias não se encontram apenas nas páginas dos livros, mas nas vidas dos que por lá passam.
Depois da morte do pai, Emilia regressa a Peasebrook para gerir a velha livraria da família, Nightingale Books – o sonho de qualquer bibliófilo e um refúgio para os moradores desta pequena vila. Mas agora que está responsável pelo seu futuro, Emilia terá de afastar potenciais compradores, ao mesmo tempo que tenta cumprir o último desejo do pai.
Uma livraria extraordinária com pessoas extraordinárias...
Desde a mulher que a visita há anos, ao recém-divorciado que tenta reaproximar-se do filho, e ainda a tímida chef de cozinha que se apaixona na secção de culinária... há algo de magnético neste sítio. Até Emilia sente as forças da livraria a conspirarem por si quando se cruza com um homem a quem não consegue ficar indiferente.
Com todos a depender dela, conseguirá Emilia encontrar um destino feliz para a livraria e os seus leitores? No mundo da Nightingale Books serve-se romance e a cura para um coração partido. Este é o sítio onde as melhores histórias não se encontram apenas nas páginas dos livros, mas nas vidas dos que por lá passam.

Este livro é mesmo fofo! Adorei ler este livro tão suave e tão calmo. Nada de situações mirabolantes, nada de complicações, pelo menos não muitas, apesar de termos acesso a várias personagens. Este livro realmente dá-nos a conhecer pessoas fantásticas que tiveram a sorte de, algures na sua vida, terem conhecido o pai de Emilia, o fundador da Livraria Nightingale Books. Para começar, o facto de termos uma livraria como pano de fundo deste livro, por si só já é um bom motivo para gostar dele. Tenho de reconhecer que de início pareceu-me que seria algo idêntico a um outro livro que li outrora, também sobre uma moça e a sua livraria deixada em herança, mas nada disso. 
A Livraria era, de facto, um sítio mágico que, devido à morte do seu fundador, Julius Nightingale, passou para as mãos de Emília. A sua única e adorada filha, fruto de um amor louco e desvairado, mas que acabou depressa demais quando Emília nasceu.
Seria de esperar que Emília, sendo um espírito livre e aventureiro, depressa se desse conta de que não tinha qualquer aptidão para gerir uma livraria que, por negligencia do pai, encontrava-se com graves problemas financeiros.
Aos poucos vamos conhecendo todas as personagens que, por um motivo ou por outro, encontravam em Julius e na livraria um escape e um porto seguro. Fosse por serem tímidas, solitárias, incompreendidas e tantos outros motivos. Os livros e Julius bastavam para, durante alguns momentos, aquelas pessoas se sentirem integradas e fazerem parte de algo.
Bem, Emília não era exactamente como Julius, mas tinha o mesmo espírito gentil, a mesma sensibilidade com os sentimentos e com as pessoas e, o mesmo amor tanto pelos livros como pela música.
Tenho de admitir que fiquei um pouco decepcionada por Emília não ter encontrado a sua cara metade mais cedo. Achei os desenvolvimentos sempre muito lentos e, geralmente, nunca corriam como eu queria. Apesar de gostar muito de Emília, por ela ser assim um pouco cabeça no ar e dar a entender de que estava sempre em apuros, além de ser muito querida, gostei imenso de outras personagens, tais como a Thomasina e a sua ajudante gótica. Achava sempre muita piada quando o capítulo era sobre ela(s) e a forma ternurenta como estas duas personagens interagiam uma com a outra e com os restantes.
De facto, esta Livraria era a livraria dos destinos porque era aqui que se curavam grandes feridas que não eram visíveis e foi aqui que muitos destinos se alteraram, para melhor...
Apesar de não me ter arrebatado, gostei muito deste livro doce e calmo, para variar um bocadinho.
Recomendo!

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