16/12/2016

Opinião | 9 Regras a Quebrar para o Conquistar | Sarah MacLean

Lady Calpurnia Hartwell sempre cumpriu as regras. Agora está decidida a ignorá-las para poder desfrutar plenamente da vida. Se a sociedade desconfiasse que a condessa Callie Hartwell, a bem-comportada herdeira do condado de Allendale, alberga em si desejos e pensamentos impróprios, que envolvem momentos escaldantes, locais e eventos exclusivos a homens, seria abalada por uma polémica sem igual.
A verdade é que Lady Callie descobriu finalmente o amor que sempre leu nos livros e encontrou o seu Mr. Darcy. Mas, para conquistar o coração do maior libertino de Londres, ela tem de ser capaz de tudo. E de viver o que nenhuma mulher viveu antes… Ela terá de mudar a sua vida com a ajuda de 9 regras: 
1. Beijar alguém – apaixonadamente; 
2. Fumar charuto e beber uísque; 
3. Montar a cavalo como os homens; 
4. Praticar esgrima; 
5. Presenciar um duelo; 
6. Disparar uma pistola; 
7. Jogar às cartas (num clube de cavalheiros); 
8. Dançar todas as danças num baile; 
9. Ser considerada bonita. Uma vez.


Cada vez gosto mais desta autora. A forma como escreve e como cria personagens tão apaixonantes e divertidas. Adorei conhecer a Callie. Uma personagem feminina cheia de personalidade e, apesar da forma pacata como a viam, ser alguém cheia de vontade de viver e de ser algo mais.
Todos sabemos que em tempos passados a vida das mulheres não era pêra doce. Regras, vestidos, limitações, boa educação, passividade e aceitação. Bem, Callie era isto tudo à primeira vista, mas dentro dela vivia uma mulher vibrante que apenas queria sentir o mesmo que os homens. O direito de se sentir viva e divertir-se devia ser permitido também às mulheres. 
Até certa altura Callie não pensa sequer nessa hipótese. Era uma pessoa ponderada e calma demais para o fazer. A meu ver, apenas estava a faltar-lhe a confiança e a determinação. A falta de auto estima pode ser algo muito complicado de se lidar e Callie tinha uma falta de amor próprio enorme. Sentia-se banal e tudo menos bonita e atraente. Por isso, sempre se resignou e aceitou a sua condição de solteirona até morrer. Tinha vinte e oito anos e nenhuma perspectiva de casamento, por isso, porque não arriscar? Acontece que desde há muitos anos que tinha apenas um homem no seu coração e, pensava ela, ele nunca sequer olharia para ela. Porque deveria? E a existência desse mesmo homem arruinava qualquer outro que tentasse ou quisesse algo mais dela.
Ora, a autora conseguiu tornar uma Callie submissa e respeitadora, imaculada até, numa mulher destemida, bela e confiante, e para tal, contou com a ajuda de Gabriel, o homem pelo qual Callie suspirava há já uma década inteira. Devo já dizer que adorei o Gabriel. O autêntico bad boy dos tempos passados. Atraente e confiante, dinâmico e um devasso da sociedade que sempre conseguiu fugir às garras das jovens debutantes. Porém, com a chegada de alguém importante para ele e Nick, o seu irmão gémeo, Gabriel terá de pedir ajuda à pessoa com a reputação mais impecável de toda a Londres. 
Numa troca de favores, Callie vai criar uma lista de tudo o que quer fazer e que uma mulher não pode e começa logo pelo melhor e com Gabriel. Escusado será dizer que ele não fez qualquer sacrifício ao longo do livro todo para ajudá-la a não ser o facto de lutar contra o sentimento que aos poucos ia crescendo no seu coração. 
Foi tão bom ver Callie crescer como uma mulher belíssima que soube conquistar o seu homem obstinado com a sua inteligência, teimosia e personalidade forte. O facto do corpo dela ser algo fora dos parâmetros da sociedade da altura, não impediu que Gabriel se quisesse perder nele e mostrar-lhe o quão bela e sensual ela era. Adorei a forma como ele, aos poucos, ensinou-a a gostar de si mesma, exactamente da maneira que ela era.

Houve muitas passagens neste livro que eu adorei e que me divertiram imenso, mas uma que me fez rir a bom rir foi esta, numa cena entre Juliana Fiori (irmã de Gabriel) e Lady Calpurnia (a nossa querida Callie):

"(...) - Que tolice ter de haver uma ordem correcta para servir o chá e o leite numa chávena.
Callie conteve uma gargalhada.
- Suponho que em Veneza não exista esse tipo de cerimónia?
- Não. É liquido. Está quente. Não é café. Para quê complicar?(...)"

Ainda levei uns bons minutos de riso estampado na cara por causa dessa cena. Realmente, naquela altura complicava-se tanto as coisas e Juliana era de uma inocência, simplicidade e de uma doçura sem tamanho, que me conquistou desde o início e, conseguiu, também, o seu espaço nos corações dos irmãos gémeos, se foi à força ou não, é que já não vos posso dizer... :)

Espero que quando o lerem gostem tanto como eu gostei!
(Este exemplar foi gentilmente cedido pela TopSeller em troca de uma opinião sincera)

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