26/09/2019

A Arte Subtil de Saber Dizer Que se F*da | Mark Manson | Edições Saída de Emergência

Uma abordagem contraintuitiva para viver uma vida melhor..

Uma abordagem que nos desafia os instintos e nos força a questionar tudo o que sabemos sobre a vida 
Durante décadas convenceram-nos de que o pensamento positivo era a chave para uma vida rica e feliz. Mas esses dias chegaram ao fim. Que se f*da o pensamento positivo! Mark Manson acredita que a sociedade está contaminada por grandes doses de treta e de expectativas ilusórias em relação a nós próprios e ao mundo.
Recorrendo a um estilo brutalmente honesto, Manson mostra-nos que o caminho para melhorar a nossa vida requer aprender a lidar com a adversidade. Aconselha-nos a conhecer os nossos limites e a aceitá-los, pois no momento em que reconhecemos os nossos receios, falhas e incertezas, podemos começar a enfrentar as verdades dolorosas e a focar-nos no que realmente importa. 
Recheado de humor e experiências de vida, A Arte Subtil De Saber Dizer Que Se F*da é o soco no estômago que as novas gerações precisam para não se perderem num mundo cada vez mais fútil.

Embora este não seja o meu tipo de leitura preferido, não posso deixar de dizer que conhecer a escrita de Mark Manson foi deveras prazerosa e agradável. Este livro e o título dele poderá passar a ideia de que, no nosso quotidiano, a regra será estarmo-nos nas tintas para tudo e mais alguma coisa. ERRADO.
Aquilo que aqui neste livro o autor tenta passar-nos é que, na maioria das vezes, damos importância exagerada ou até mesmo errada ao que, na realidade não é assim tão importante, ou, só deverá ter o relevo que nós decidirmos que deverá ter na nossa vida. Na verdade, é tudo uma questão de perspectiva pessoal. O que para mim é importantíssimo, para o próximo poderá não ser. A questão é que, na sociedade em que vivemos hoje em dia, somos obrigados a preocuparmo-nos demasiado com o que os outros acham que nos devemos importar. Confuso? Nem por isso. 
Vivemos através dos olhos dos outros quando deveríamos viver de acordo com aquilo que nos faz feliz. As invejas, a vontade de ser melhor que o próximo, de ter mais do que o nosso vizinho, de fingirmos que tudo está maravilhoso quando, na realidade, nos sentimos uma m**da porque os outros poderão dizer mal ou criticar. Sempre aprendi que "menos é mais" e isso é uma grande verdade. Em vez de nos preocuparmos com o que os outros pensam de nós, deveríamos estar mais preocupados em nos sentirmos bem connosco mesmos. Estarmos em paz com o nosso interior e aceitar a forma como somos e não como os outros querem que nós sejamos.Numa Era em que o que importa são as aparências, os bens materiais e o fingimento, devemos ser capazes de saber dizer "que se f*da" o que as pessoas pensam de mim, o que querem que eu seja. EU quero ser feliz. Eu quero ser livre. EU quero ser mais. Mas apenas porque eu quero e não porque os outros o querem por mim.
Dinheiro? É importante, mas não é tudo. Rivalidades? Existem, é claro, mas poderiam ser atenuadas se as pessoas apenas dessem o seu melhor, para se sentirem realizadas consigo próprias. Pais que não dão o devido valor aos filhos pois estão mais preocupados com aquilo que os filhos dos outros são. A obrigatoriedade de fazer com que os nossos filhos que, na realidade são perfeitos como são, leva a que se mudem personalidades. Um filho que sinta que não é suficiente para quem lhes deu vida, vai sentir-se na obrigação de mudar, muitas vezes para pior. Para quê? Se soubermos dar a importância devida ao que realmente deverá ser importante para uma existência mais leve e feliz, teremos uma vida muito mais aberta e uma mente muito mais sã e livre. Nós somos aquilo que quisermos ser e a mais não somos obrigados. 
Vamos dar mais importância aos afectos, aos abraços, aos beijos, às demonstrações de carinho, amizade, amor. Vamos dar mais importância ao que nos faz ser mais saudáveis. O desprendimento do material. Sermos felizes com menos um pouco de tudo o que nos faz mal.
É óbvio que este livro terá sempre uma aprendizagem diferente para cada pessoa que o leia. Para mim, essa foi a aprendizagem. Sermos mais felizes com menos ganância, menos violência, menos inveja, menos cobiça, menos desprezo. Dar valor ao que realmente é importante e sabermos retirar da nossa vida o que nos mina a felicidade.

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