21/12/2015

[Opinião] Incarnate de Jodie Meadows

Quando Ana nasceu, o mundo mudou. Durante cinco mil anos, o mesmo milhão de almas renasceu uma e outra vez, guardando consigo a memória das experiências vividas e de tudo o que aprenderam. Mas Ana é nova. Não é nenhuma das almas que todos conhecem desde o princípio de tudo e, por isso, a sua existência é, para muitos, perturbadora.
Temida ou desprezada pela maioria, incluindo a sua própria mãe, Ana quer apenas descobrir quem é e porque nasceu. São essas as razões que a levam a partir em busca de respostas. Mas a perigosa jornada até a cidade Coração é apenas o início da aventura e, contando apenas com a protecção de um amigo inesperado, Ana está longe de imaginar que o seu mistério se prende com o coração da própria cidade.

Ao ver a ficha do livro no GoodReads e as respectivas notas e reviews, tenho de admitir que fiquei um pouco receosa do que me esperava. 
Este foi um livro que desde que o vi pela primeira vez fiquei completamente rendida pela capa. Linda. A conjugação das cores e dos elementos contidos nela são de uma sensualidade e sensibilidade enormes. Pode haver quem esteja em desacordo, mas este ano foi uma das capas mais bonitas que vi.
Em relação à história, a ideia original da reencarnação das almas ao longo de cinco mil anos, está extremamente bem pensada. A introdução de uma alma nova que quebra esta corrente de renascimentos, serve para dar à história profundidade e mistério. Porque é que em tantos mil anos de reencarnações, uma dessas almas não renasce e aparece um alma completamente nova? 
Ela é Ana. Nasceu no seio de uma família de almas renascidas. Estavam à espera que nascesse Ciana, a alma que morrera e que estava à espera de renascer. No seu lugar, apareceu a conhecida "sem-alma". Foi sempre maltratada pela sua mãe, rejeitada pelo pai que abandonou a família. aos dezoito anos, embarca numa viagem em busca de respostas, na direcção de Coração, a cidade mãe do sítio onde ela vivia com a mãe, longe de tudo e de todos.
É nesta jornada que Ana conhece Sam. Um renascido. Alguém que já morreu tantas vezes e renasceu outras tantas. Nesta vida em que conhece Ana, é um jovem da mesma idade que ela, o que vai ajudar imenso no seu relacionamento. É ele que lhe dá confiança e que a ajuda na sua busca pela verdade. É um jovem calmo (na maioria das vezes até dá a ideia de ser chato), talentoso e extremamente inteligente. É também atraente e carismático. Ensinará a Ana a beleza da música e fará nascer nela a vontade de deixar de ser a "sem-alma" para passar a ser Ana Incarnate - A Nova Alma.
Entre descobertas e muitas aventuras, o amor começará a brotar entre Ana e Sam. Como não podia deixar de ser, certo? A questão é que acho que tanto um como o outro, são "lentos" demais, cuidadosos demais. No amor, não deveria de ser permitido perder-se tempo com contas, suposições, medos e precauções. Mas é exactamente isso que acontece. Parece ser um "namoro" morno e cheio de temores e receios. 
Acho que a autora poderia ter sido um pouco mais arrojada neste campo da história. Daria muito mais interesse à leitura, sem dúvida.

No entanto, no seu geral gostei bastante e espero que o segundo seja mais virado tanto para as respostas que Ana tanto procura, como para o amor entre Ana e Sam.


(Este exemplar foi gentilmente cedido pela Individual Editora em troca de uma opinião sincera)

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