28/11/2014

Opinião "O Brilho das Estrelas" de Debbie Macomber

O Brilho das Estrelas é uma história sobre o encontro entre uma jornalista ambiciosa e um escritor demasiado solitário, ambientada no extremo Norte dos Estados Unidos e iluminada pelo esplendor dos céus do Ártico. Duas personagens implausíveis envolvidas em sentimentos demasiado intensos para se adequarem ao quadro de vida de cada um, narrada com frescura e leveza e que arrebata o leitor num mar de emoções até ao final do livro.

*Pode Conter Spoilers*

Mais uma vez, Debbie Macomber não me desiludiu. Admito que quando recebi o livro e vi o tamanho fiquei um pouco desapontada, (mas isto é o meu lado de devoradora de "calhamaços" a dar de si), no entanto, logo a partir da primeira página agarrou-me por completo. Gosto imenso do estilo de escrita da Debbie Macomber e de como ela cria personagens tão cheios de carisma, emoções e personalidade que se coadunam uns com os outros.

Carrie Slayton é uma jovem jornalista que sonha em poder dar o salto na carreira. É ambiciosa e inteligente. Estando farta de ocupar um cargo na coluna "Sociedade" de um dos grandes jornais de Nova Iorque, agarra a oportunidade de entrevistar um escritor que, sendo o autor mais famoso e falado do momento, não concede entrevistas seja a quem for e muito menos a mulheres. Esse autor é Finn Dalton, o autor de "Sozinho". Uma obra que tem somente o objectivo de dar a conhecer o Alasca e todas as suas regiões inóspitas e selvagens. Obstinada como Carrie é, é óbvio que ela não desiste de o tentar encontrar por todos os meios possíveis e imaginários, tendo mesmo localizado a mãe dele, que também não fazia ideia de onde o filho se escondia algures no Alasca.
Finn Dalton é um homem de sentimentos fortes e intensos. Abandonado pela mãe quando pequeno, foi criado no Alasca pelo pai e talvez por essa razão tenha aversão a mulheres, ou pelo menos, a apaixonar-se por quem quer que seja. Gosta de mulheres e não se desvia delas, mas apenas por ser homem. No entanto, Carrie vai virar o mundo dele de cabeça para baixo. Quando se conhecem ele tenta por tudo não a ver como a bela mulher que ela é e quando ela se vai embora, aquilo que ele pensava que o fazia feliz afinal das contas, não fazia.
Adorei as descrições que a autora fez do Alasca (um dia sonho em ir ao Alasca, a sério, não estou a brincar). Adoro neve, adoro lagos congelados e adoro o romantismo de uma cabana no meio do nada, apenas com neve à volta e uma lareira acesa. A Aurora Boreal deve ser das coisas mais fantásticas que se pode ver na vida e como a autora a descreve até dá vontade de chorar. 

Um romance digno da época em que vamos entrar agora: O Natal. Um romance repleto de ternura, sofrimento quanto baste e acima de tudo aquela emoção patente de quando se está apaixonado a sério e se está longe de quem se ama tão profundamente.

Era impossível eu não ter dado as estrelas que dei. Debbie Macomber para mim é... Magnifica e as suas histórias, apesar de ficcionais, têm sempre aquela "lição" de vida a ensinar. Neste livro *delicioso* ensina-nos que nem tudo o que vale a pena na vida vem no formato de "Carreira", "Fama", "Dinheiro". Muitas vezes (na sua grande maioria) o que vale a pena na vida vem directo do e para o coração!


  

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