22/06/2020

Opinião | A Rapariga da Falésia | Rachel Abbott | TopSeller

«Muito bem escrito e viciante. Não o consegui pousar até ao final.» 
Robert Bryndza, autor bestseller de A Rapariga no Gelo

Quem acreditará na sua história se a única testemunha estiver morta?

Mark e Evie vivem numa casa magnífica, no alto de uma falésia, com grandes janelas de vidro viradas para o mar. Após um romance breve e repentino, Evie engravidara e decidiram viver juntos naquela casa, que pertencia a Mark.

A irmã de Mark, Cleo, desconfia. O irmão mal tinha feito o luto da primeira mulher, quando conhecera Evie. Nem sequer conseguia descer ao ginásio da casa, por ter sido lá que ela morrera, num alegado acidente. E agora, quando Evie surge com nódoas negras e feridas, culpando pequenos acidentes e distrações suas, Cleo fica novamente preocupada. O seu irmão é um homem bom. Ele não pode ter nada a ver com aquilo. Ou pode?

Na noite em que a sargento Stephanie King é chamada à casa do alto da falésia, encontra um cenário de terror. Dois corpos entrelaçados na cama, sangue espalhado por toda a parte. Um deles morto, o outro vivo.

O que terá acontecido realmente naquela noite?

«Li este livro perturbador e viciante de uma só vez. Adorei.» 
Laura Marshall, autora do bestseller Pedido de Amizade

Este livro agarrou-me desde o início. Embora ainda não tivesse lido nada da autora, sabia que ia gostar bastante do que ia ler. São aquelas certezas que temos de vez em quando.
Mark e Evie, supostamente, têm uma vida calma e cheia de amor entre os dois. No entanto, à medida que vamos lendo, sentimos sempre que alguma coisa não está bem e que nem tudo é o que parece. Se pensamos que esta história é apenas de Mark e Evie, estamos totalmente enganados. Desde o início que sempre achei que Cleo, a irmã de Mark faz parte das personagens principais, não só porque é a melhor amiga de Mark desde que ficaram os dois sozinhos no mundo, mas porque também é a pessoa mais constante da vida dele. Ajudou-o a ultrapassar a morte da primeira mulher e, à sua maneira, tenta que ele acorde daquele novo relacionamento com Evie, apesar de agora, haver uma criança envolvida e que Cleo absolutamente adora acima de tudo.
Ao longo do livro vai sendo evidente de que algo de muito grave se passa naquela casa e, se ficamos com a ideia de que todas as situações de aparente violência doméstica tem apenas uma vitima, ao chegarmos ao final vemos que não é bem assim.
Este é o tipo de história que nos prende do início ao fim, até porque mesmo a morte da primeira esposa de Mark está envolto em um grande mistério também.
É uma história que nos deixa sempre um bocado à toa no que se refere às personagens e às suas verdadeiras intenções e acções o que faz com que queiramos, depressa, chegar a uma conclusão e saber, de uma vez por todas, o que realmente aconteceu.
A forma como a autora escreve, descomplicada e fluída, ajuda muito a que a leitura não se torne chata e frustrante porque o que num capítulo temos a certeza do que aconteceu, no outro ficamos com ou sem nenhuma certeza do que de facto se está ali a passar.
Gostei muito de Cleo. Uma personagem que muitos hão-de considerar como secundária, mas que deu uma profundidade e valor muito grande a este livro.
Com certeza que o facto de as pontas soltas ou peças do puzzle encaixarem umas nas outras ao longo da narrativa ajuda o leitor a chegar mais cedo a uma conclusão, mas nem sempre isso é mau. Gosto de ter alguns palpites à maneira que vou lento e, quando chego ao final ter a satisfação de ter acertado ou, se me enganei, rever tudo na minha cabeça para tentar perceber onde é que me distraí ao ponto de não ter adivinhado aquele final em específico. Neste livro, as pistas que nos foram sendo dadas, ajudam imenso a que cheguemos a uma final anunciado e esperado.
Recomendo!

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