25/06/2015

Opinião "O Véu da Meia Noite" - Lara Adrian

Guerreira especialista em balas e lâminas, Renata é superior a qualquer homem - vampiro ou mortal. Mas a sua arma mais poderosa é o seu extraordinário dom psíquico - uma dádiva rara e mortífera. Agora um estranho ameaça a sua independência ganha a custo, um vampiro de cabelo dourado que a atrai para um reino sombrio... e prazer para lá da imaginação. Viciado em adrenalina, Nikolai distribui a sua própria justiça pelos inimigos da Raça - e a sua última presa é um assassino implacável. Uma mulher atravessa-se à sua frente: Renata, a guarda-costas sedutora e calma. Mas os poderes de Renata são testados quando uma criança que ama é ameaçada, e ela é forçada a pedir ajuda a Niko. Quando os dois unem esforços, quando o desejo alimenta as chamas de uma fome mais profunda, a vida de Renata é cercada por um homem que oferece o delicioso prazer de um vínculo de sangue... e uma paixão que pode salvá-los ou condená-los para sempre...


Tenho de ser sincera e admitir que já tinha saudades do mundo que Lara Adrian (entre muitas outras) criaram. Vampiros, Companheiras de Raça, Esbirros, etc, etc. Tinha deixado esta saga suspensa desde o quarto volume (Ascenção à Meia Noite) e este mês decidi-me a colocar a saga em dia. Assim pelo menos não me esqueço tão cedo das personagens e das histórias de cada um dos Guerreiros da Ordem, liderados por Lucan.

Ora bem, neste quinto volume temos a história de Nikolai (já interveniente nos livros anteriores)- Como antes ele revela ser um lutador fervoroso e um expert com as armas. Por ser o lutador que é, faz de tudo para levar as missões até ao fim, demonstrando que apesar de ser um guerreiro dotado de grande inteligência é também imprevisível e um pouco inconsciente no que à sua segurança diz respeito.
Como em todos os anteriores volumes, neste também conhecemos mais uma Companheira de Raça: Renata. Tal como as outras possui um dom especial e revela ser uma mulher de fibra, lutadora, honesta e destemida que para além do Dom natural com que nasceu, também se mostra uma adepta acérrima de armas (pode-se dizer que foi um casal feito nas estrelas). Por ter sido abandonada em criança aprende a ser uma sobrevivente e uma solitária. Não confia nos demais que a rodeiam e, por azar, cruza-se com um Vampiro de Primeira Geração desprezível e maquiavélico. É mais que óbvio que a missão de Niko neste volume onde, contrariamente, aos volumes anteriores a Ordem pouco interfere, é justamente encontrar esse tal Vampiro e tentar sacar dele todas as informações sobre a conspiração que paira sobre todos os Vampiros. É aqui que Niko e Renata se conhecem (de uma forma atribulada) e a muito custo se entregam ao que é o seu futuro juntos.
Mais uma vez Lara Adrian consegue transporta-nos totalmente para o meio dos conflitos, das emoções e dos espaços relatados com mestria e simplicidade, de modo que o leitor se sinta parte da história. Tenho de informar que não gostei tanto da Renata como das anteriores Companheiras de Raça, mas talvez seja por Renata ser alguém tão desconfiado e "arisco" com os demais, até mesmo com Niko. É mais uma prova de que a autora conseguiu fazer passar a personalidade abrupta de Renata e tornar-nos, também, algo desconfiados em relação a ela.

Um livro repleto de páginas cheias de acção, paixão e mistério que recomendo vivamente aos leitores que ainda não foram apresentados a estes Guerreiros fantásticos.

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