26/03/2014

Opinião - Luxúria (De Olhos Fechados) - Eve Berlin


 Alec Walker é um escritor de thrillers psicológicos sombrios - e um homem que vive para as suas emoções. Desde motos a skidiving, passando por nadar com tubarões, a sua busca incessante de prazer e excitação não tem fim. Essa busca estende-se também às suas relações pessoais, onde nenhuma regra limita os seus desejos. A única coisa que Alec teme é o amor - e permitir que outra pessoa o conheça realmente. Enquanto faz investigação para um livro sobre extremos sexuais, Dylan entrevista Alec - e anseia por saborear a tentação que ele lhe oferece. No entanto, Alec é um dominador famoso e ela recusa entregar-lhe o controlo. Lenta e sedutoramente, Alec mostra-lhe que ao entregar-se-lhe de forma incondicional e submeter-se a todos os seus desejos, ela poderá experimentar o derradeiro prazer. Porém, para poder ficar com a mulher que pela primeira vez o faz ajoelhar, será Alec capaz de correr o maior de todos os riscos e entregar o seu coração? Embalados por um misto de prazer e apreensão, o casal vê-se numa situação tentadora enquanto evita entregar-se ao sentimento que nasce entre eles


Este foi o primeiro livro de Eve Berlin publicado em Portugal. eu, por minha vez, li-o em versão ebook e em pt-br (sim, eu sei.. até é pecado, mas a maldita crise não permite melhor do que isso).

A versão portuguesa chama-se "De olhos fechados". Sinceramente, acho que o título "Luxúria" é mais adequado ao que a história nos transmite.

O mundo da BDSM é um mundo sobre o qual eu, praticamente, nada sei. Não sei se teria a audácia de me submeter mesmo às práticas mais "leves" dentro do que é a BDSM, tal como Dylan fez.

Dylan é uma escritora erótica que resolve escrever um romance baseado no mundo da BDSM. Para isso, ela resolve pesquisar e entra em contacto com Alec. Também ele é escritor, mas é um dos grandes "especialistas" em dominação e submissão na prática daquele tipo de sexo. Alec, sendo alguém que é a parte dominante no acto, revela-se ser alguém que não se prende a ninguém, mas tem sempre em conta os sentimentos e o bem estar de quem alinha com ele. Dylan, por sua vez também julga ser sempre a parte dominante no casal, quando se envolve com alguém. Também ela, tal como Alec, nunca teve nenhum relacionamento sério. Apenas casos e flirts normais e o sexo, igualmente normal. Nada de espancamentos, nem ferramentas, nem nada que se parecesse ao que se costuma utilizar na BDSM.

Já tinha lido um livro sobre o tema, mas sinceramente não me cativou. Este livro, por sua vez, conseguiu fazer com que se perceba um pouco melhor as pessoas que alinham neste tipo de sexo. São pessoas que precisam de libertar-se de uma maneira diferente das outras. Pessoas que no seu dia a dia são retraídas e frias. É naquele momento, em que dominam ou são dominadas que se libertam e que conseguem ser quem realmente são. 

Sou sincera quando digo que nunca achei grande piada a este tipo de sexo e não passei a gostar ou a querer experimentar, mas, dentro da minha total ignorância sobre o tema, posso dizer que aqui neste livro a BDSM é muito bem "explicada" e desenvolvida. A forma como os elementos dominantes no acto, têm que se responsabilizar pelo bem estar do outro elemento e a forma como muitas vezes o controle é difícil de ser atingido, mas ainda assim tem de estar lá. 

Achei piada ao momento em que Alec explica a Dylan os códigos de segurança. Tipo: Amarelo para abrandar e vermelho para parar. Uma coisa vos digo... ela nunca disse o Vermelho.. nem sequer chegou a pronunciar o amarelo... 

O livro lê-se extremamente bem. Não acho que abuse demasiado do tema central que é a prática sexual através da dor. A certa altura, tanto Alec como Dylan, envolvem-se porque se amam e dentro dessa relação conseguem introduzir o que ambos gostam ou aprenderam a gostar um com o outro. São duas personagens com uma bagagem emocional que lhes moldou as personalidades.

Aprendem os dois a fazerem cedências em pról um do outro e do amor que sentem.

Como disse, não fiquei minimamente fã deste tipo de sexo... mas também não fiquei naquela de "argh que nojo" ou "Meu Deus que horror". Quer gostemos ou não, a BDSM é uma prática sexual que pode ser interpretada e praticada de formas muito diversas, dependendo de quem a pratica.

Recomendo!

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