22/05/2023

Opinião | Até Onde As Ondas Nos Levarem | Andreia Ramos | Edições Velha Lenda | Leitura Conjunta

 

ISBN:9789895319381
Editor:Edições Velha Lenda
Data de Lançamento:Maio de 2022
Idioma:Português
Encadernação:Capa mole
Páginas:300
Coleção:Fita de Seda
Classificação temática:Livros em Português > Literatura > Romance


SINOPSE
Quando dois mundos colidem como as ondas nos rochedos...

Carolina é uma recém-licenciada em enfermagem que decide mudar-se para Peniche após a morte precoce da mãe. O seu objectivo? Procurar algo que sempre viveu no seu imaginário: um pai.
Alex é um amante de surf que viu o seu sonho profissional destroçado após uma lesão.
Como irá ela lidar com a presença do desportista teimoso, frio e distante quando se cruzarem? Pior. Como enfrentará a atracção inegável que sente por ele enquanto reaprende a viver?
E Alex? Conseguirá aprender a confiar, abrir o seu coração e dar um passo para o desconhecido?

Luto. Abandono. Amizade. Amor.
Duas vidas entrelaçadas.
Duas histórias.
Até onde os levarão as ondas?

    Ainda não tinha lido nada escrito pela Andreia e, ter escolhido este livro para conhecer a escrita dela, não podia ter escolhido melhor! 

    Ao longo de toda a leitura temos uma história que nos passa uma sensação leve e calorosa, quanto mais não seja por passar-se, quase todo, na praia e em ambiente ensolarado.

    Nesta história conhecemos a Carolina. Uma jovem que, ao perder a mãe e ficar completamente sozinha no mundo, encontra o diário da mãe e descobre algo que nunca soube enquanto a mãe era viva. O facto de ter um pai que, muito provavelmente, mora mais perto dela do que ela pensava. Ou então, com a sorte dela, já morreu também. É a busca por esse pai, cujo nome começa por "F" que Carolina sai de Cascais e ruma a Peniche. De qualquer modo, não havia nada, nem ninguém que a impedisse de o fazer. Nada a prendia a Cascais, a não ser Ana, a melhor amiga. Ao chegar a Peniche, Carolina conhece novas pessoas e entre essas pessoas está Alex. Um jovem surfista que vive com o avô e que ganha a vida dando aulas numa escola de surf. Assim que se conhecem, a atração entre eles os dois é imediata. No entanto, não fazem outra coisa a não ser pegarem-se e discutirem um com o outro, por tudo e por nada. Quer um, quer outro não faz mais nada a não ser lutar contra aquilo que sente e não quer admitir. Achei algo rápida a forma como eles mudam de relacionamento. Numa hora estão pegados e a discutirem a torto e a direito, como já estão num relacionamento amoroso. No entanto, dado o tempo que passavam juntos e com amigos em comum, era inevitável que isso acontecesse. Embora ache o Alex algo amargo para a idade que tem, gostei da personalidade dele. É responsável e directo. Coloca o avô acima de tudo e achei isso extremamente ternurento. Tem aquele senso de responsabilidade familiar que, hoje em dia, já não é muito normal encontrar nos jovens. Gostei disso. Sendo sincera, gosteia até mais da personalidade do Alex do que da Carolina. Não sei explicar ao certo a razão, mas foi aquilo que me ficou. Achei-o mais focado e mais directo do que ela que tinha a mania de deambular e pensar demasiado nas coisas. Contudo, e ainda falando nas personagens, tenho de dizer que a personagem que gostei mais foi mesmo do Sr. Leonel. Um idoso mega amoroso e atencioso que, à sua maneira, vai ajudar a Carolina a encontrar o seu caminho, embora fosse cego. Foi muito, muito bom conhecer o sr. Leonel. 

    No geral, gostei bastante das personagens secundárias. Dão credibilidade à história e mostram que, hoje em dia, ainda se podem encontrar boas amizades.

   Gostava de ter conhecido melhor a mãe da Carolina, através das memórias desta, mas ficamos apenas a saber que, para além de ser uma mãe sempre presente para a filha, foi também mulher de um amor só. O pai de Carolina. 

Adorei a forma como a Andreia escreve. De uma maneira natural e fluída que faz com que fiquemos agarrados à leitura sem nos aborrecermos ou querermos que os capítulos acabem depressa. Não é arrogante ou pretenciosa na forma como escreve e, para mim, isso é algo a que dou muito valor. O livro não é perfeito, mas isso depende sempre do ponto de vista. A meu ver não há livros perfeitos. Há, isso sim, livros que nos confortam e que nos aquecem o coração. Que nos fazem companhia e que nos colocam um sorriso nos lábios ou uma lágrima que teima em rola cara abaixo. Este "Ondas" é um livro assim. Que nos conforta a alma e aquece o coração, sem mais nem menos. Simples assim...

Classificação

Capa 
Personagens Principais
Personagens Secundárias
Desenvolvimento da História
Relação Entre Personagens
Romance
Grau de "Piri-Piri"

12/05/2023

Opinião | De Espanha Sem Amor | Andreia Ramos | Edições Velha Lenda | ARC (Advanced Reading Copy)


LANÇAMENTO A 20/05/2023
Encontra-se em Pré-Venda no site da Editora AQUI


SINOPSE
Poderá uma viagem inesperada curar o teu coração partido?

Beni não permite que ninguém se aproxime dela – muito menos do seu coração. No entanto, isto será posto à prova numa viagem a Espanha que lhe mudará a vida por completo e que a colocará lado a lado com o seu antigo amor.

Uma viagem de carro em que tudo o que pode correr mal, correrá.

Uma aventura por terras de nuestros hermanos, com a promessa de muitas gargalhadas e em que o amor pode receber uma segunda oportunidade.

    Apaixonei-me por este livro assim que o comecei a ler. Obrigada, antes de mais, à Andreia e às Edições Velha Lenda, por ter dado a oportunidade de ler esta pequena grande maravilha em modo ARC (advanced Reading Copy). Felizmente, estava atenta e fui a tempo de pedir que ela enviasse uma cópia também a mim!

    As personagens são maravilhosas e com personalidades que nos prendem logo a atenção. Situações hilariantes que nos fazem rir até às lágrimas ou então revirar os olhos de incredulidade e pensar "isto não é possível" ou "isto não pode estar a acontecer...outra vez". Tendo em conta que a nossa Beni é das personagens mais peculiares que já tive o prazer de "conhecer", quando começamos a prever que as coisas vão correr mal estamos já à espera de algo surreal que ela vai dizer ou fazer. Falando na Beni, a personagem central deste livro, a par com Tomás, é uma mulher forte, com convicções e valores bem vincados. Tem uma dose de loucura que fazia falta a qualquer um de nós para que nos sentíssemos mais libertos e donos de nós mesmos. Se querem que seja sincera, adorava ter uma amiga como a Beni. 
    Dos ensinamentos da Beni, às dicas de sobrevivência do Tomás vai uma viagem vertiginosa e cheia de aventuras e desventuras que, aos poucos, vão tornar uma inimizade tão vincada entre os dois em algo absolutamente maravilhoso e forte. Depois de tantos anos em picardias e zangas, estava na hora de alguém ou algo os aproximar. O Tomás é o típico homem latino que pensa imenso mas não diz nada daquilo que sente, levando a que as coisas nunca corram da maneira que supostamente deveria correr. Aos poucos, no entanto, vai aprender que se não comunicarmos e se não formos sinceros não vamos a lado nenhum. Adorei o facto de termos acesso tanto ao ponto de vista dela como do dele. Dá uma dinâmica deliciosa entre os dois e com os leitores. 
    A escrita da Andreia é asolutamente viciante. Escreve maravilhosamente e sem arrogância. Depois de ter lido o "Até onde as ondas nos levarem" fiquei com a sensação de que a escrita da Andreia é, para ela, tão natural como respirar. Depois de ler este livro fiquei com a certeza absoluta disso! 
    Esta história teve a dose certa de tudo. De loucura, de situações hilariantes, de seriedade, de cumplicidade, de humor e de cenas mais "calientes". Nada de exageros nem discrepâncias, Tudo bem combinado e rematado. Sem pontas soltas, como se costuma dizer e sem situações estranhas que nos deixam a pensar que algo não bate certo. Acima de tudo, capítulos pequenos com introduções que nos fazem rir e, alguns até nos fazem pensar, por serem tão verdade.
    
    Ao chegar ao fim, tive pena, tenho de ser sincera. Se por um lado queria muito ver como eles iam ficar os dois e se iam realmente, conseguir colocar o passado atrás das costas, por outro, fiquei triste por ter acabado a jornada vertiginosa de Beni e Tomás. Espero que, no futuro, tenhamos alguns vislumbres deles os dois. Adorei o facto de, mais uma vez, a Andreia ter colocado animais na história e ter-lhes dado a relevância merecida. Gatos!!
    Para rematar, a nota final que ela deixou a todos os leitores tocou-me profundamente por ser tão pessoal e por ter sido partilhada connosco. Obrigada Andreia, por todas as personagens e por todas as histórias que escreveste e que ainda não escreveste, pois sei que vão ser igualmente maravilhosas! Muito orgulho por termos uma autora tão talentosa e tão dedicada aos seus leitores!!

Classificação
Capa 
Personagens Principais
Personagens Secundárias
Desenvolvimento da História
Relação Entre Personagens
Romance
Grau de "Piri-Piri"

09/05/2023

Opinião | Quando o Cuco Chama | Robert Galbraith | Editorial Presença

 

ISBN: 9789722351539
Ano de edição: 10-2013
Editor: Editorial Presença
Idioma: Português
Dimensões: 149 x 229 x 32 mm
Encadernação: Capa mole
Páginas: 496
Tipo de Produto: Livro
Coleção: Grandes Narrativas
Classificação Temática: Livros > Livros em Português > Literatura > Policial e Thriller


SINOPSE

Quando uma jovem modelo, cheia de problemas na sua vida pessoal, cai de uma varanda coberta de neve em Mayfair, presume-se que tenha cometido suicídio. No entanto, o seu irmão tem dúvidas quanto a este trágico desfecho, e contrata os serviços do detetive particular Cormoran Strike para investigar o caso. Strike é um veterano de guerra - com sequelas físicas e psicológicas - e a sua vida está num caos. Este caso serve-lhe de tábua de salvação financeira, mas tem um custo pessoal…
Um policial envolvente e elegante, mergulhado na atmosfera de Londres. Quando o Cuco Chama é um livro notável, um romance policial clássico na tradição de P. D. James e de Ruth Rendell, que marca o início de uma série verdadeiramente singular escrita por Robert Galbraith, o pseudónimo de J.K. Rowling, autora da série Harry Potter e do romance Morte Súbita.


    Alguém sabia que Robert Galbraith era o pseudónimo da tão aclamada autora J.K. Rowling? Pois é. Até começar a ler esta saga, eu também não sabia! Estamos sempre a aprender, de facto.
    
    Sendo que não sou especialista em livros policiais ou criminais, tenho de dizer que este primeiro livro foi uma agradável surpresa. Logo de imediato sentimos uma vibe um tanto ou quanto sombria. A história de uma modelo famosa que se suicida, não é, de todo, aquilo que parece. Para conseguir chegar à verdade, o irmão da modelo suicida contrata os serviços de Cormoran Strike. O nosso detective de serviço. 
Vamos falar de Cormoran Strike um bocadinho, sim? Vamos.
Se à primeira vista ele nos parece quase como um brutamontes de má cara, cheio de traumas devido ao seu passado militar, aos poucos vamos percebendo que aquilo que está à vista está longe de corresponder à verdade. É uma personagem muito bem pensada e muito bem construída, desde o seu passado traumático, ao seu presente ligado à investigação. Está tão bem construído que se torna mais real a cada capítulo que vamos lendo. Não é pessoa de trato fácil, mas no seu âmago, é boa pessoa e bem intencionado. Não tem tido muita sorte na vida, nem sequer no que ao amor diz respeito. No entanto, não perde aquela sua faísca pela vida.

    Ora, ao lado de Strike surge, por acaso, a personagem atenta, atenciosa e competente de Robin. A secretária assistente provisória que caiu de paraquedas no escritório/casa de Strike. O primeiro encontro dos dois não foi fácil e, mesmo durante o tempo em que ela esteve ao seu serviço, as coisas nem sempre correram bem. Mas... Robin adorava trabalhar para um detective e estar sempre envolvida com as investigações. Era inteligente, astuta e muito boa actriz quando era preciso. Gostava de ter tido mais de Robin. Que ela tivesse tido um papel mais preponderante, apesar de sempre que ela aparecia era sempre importante.

    Se estão à espera de um livro frenético, desenganem-se. É o tipo de livro que o que quer que acontece tem de ser a um ritmo mais como se estívessemos num labirinto e a cada curva há uma parede. Tenho de ser sincera e admitir que até um terço do livro, não estava a conseguir adaptar-me à história e ao seu andamento. No entanto, aos poucos comecei a entrar na história e, para minha surpresa, quando cheguei ao final, tinha acertado nas minhas suposições.  Muitas personagens, umas mais intrigantes que outras, umas também mais chatas do que outras tenho de dizer e, todas elas com motivos para serem os supostos assassinos daquela que era uma das mais brilhantes modelo da actualidade. Será que ela se suicidou mesmo? Será que o irmão fez bem em estar a revolver naquilo tudo tantos meses depois? Será que há um motivo para ela ter caído da sua janela? Quem seria o mais beneficiado com a morte dela? Quem teria motivado a queda dela da janela abaixo? Recomendo muito que leiam este livro pois as hipóteses são tantas que é um exercício mental cativante. Faz o cérebro mexer mais um bocadinho ;-)

     Quando o Cuco Chama é um livro com um mistério solidamente criado à volta de uma morte e, ao mesmo tempo, à volta da recuperação pessoal de Strike que precisou agarrar-se a este caso com unhas e dentes para poder dar a volta ao estado depressivo e tóxico em que a sua vida se encontrava, a todos os níveis. Há certos fantasmas que devemos expulsar das nossas vidas e das nossas mentes e Strike estava carregadinho de fantasmas pesados e sombrios.

Classificação

Capa 
Personagens Principais
Personagens Secundárias
Desenvolvimento da História
Relação Entre Personagens
Mistério/Thriller

*Este exemplar foi gentilmente cedido pela Editorial Presença em troca de uma opinião honesta, no âmbito da mega leitura conjunta com vários bloggers literários e bookstagrammers.

03/05/2023

Opinião | Juntos... mas pouco | Christina Lauren | TopSeller

 

ISBN: 9789895644766
Ano de edição: 04-2021
Editor: TopSeller
Idioma: Português
Encadernação: Capa mole
Páginas: 352
Tipo de Produto: Livro
Classificação Temática: Livros > Livros em Português > Literatura > Romance


SINOPSE

Um casamento a fingir pode despertar sentimentos muito a sério!

São poucos os dias em que Holland não arranja uma desculpa para ir à estação de metro onde Calvin costuma estar a tocar guitarra. Há meses que sente uma paixoneta secreta pelo músico de rua, mas nunca teve coragem para lhe dirigir a palavra. Contudo, um incidente na estação de metro acaba por colocar Calvin no seu caminho, e a partir daí nada voltará a ser igual.

Fascinada pelo talento de Calvin, Holland decide apresentá-lo ao tio Robert, um conceituado diretor artístico da Broadway com um sério problema de elenco para resolver. Depois de uma audição para o espetáculo que tem em cena, Robert convida Calvin para se juntar à companhia. Mas o que parecia ser o sonho de vida de Calvin depressa se transforma na sua maior frustração, pois as circunstâncias em que se encontra a viver nos EUA não lhe permitem aceitar o trabalho.

Holland tem a solução perfeita: um casamento de conveniência que irá permitir ao músico irlandês obter o visto de que necessita e a ela a oportunidade de o ver diariamente sem sair de casa. O problema é que o que começa por ser uma relação de faz de conta acaba por se transformar em algo muito mais real. Estarão eles preparados para isso?

    Este livro surpreendeu-me pela positiva! Quando escolhemos este livro para a Leitura Conjunta do Challenge Book Club, fiquei um bocado de pé atrás, tenho de ser sincera. Isto porquê? Porque, embora quem veja caras não vê corações, a gente bem sabe que os olhos também "comem".  A capa não me cativou, de todo. Até porque nem sequer tem nada a ver com o que o livro nos conta. Acho que estea história merecia uma capa mais amorosa e mais fofinha.
    Neste livro cohecemos Holland e Calvin. Ela, uma jovem cheia de vida e cheia de sonhos que, no entanto, vive à sombra do apoio total dos seus tios preferidos, Jeff e Robert. O seu maior sonho é tornar-se escritora e, embora trabalhe no teatro com o tio, é a escrita e a música que a fazem feliz. Por isso mesmo, quando Holland esbarra, acidentalmente, com um jovem desconhecido tocador de guitarra em plena estação de comboios, começa a sonhar com ele todos os dias e a planear encontrá-lo sempre que pode. Não sabe como se chama, o que faz quando não está ali a tocar na estação, mas a verdade é que se apaixona irremediavelmente por ele e pela música que ele toca.
    Quis o destino que eles se conhecessem e passassem a dividir o apartamento dela. Motivo? Por um bem maior. Holland queria muito retribuir a ajuda dos tios e, numa altura em que a peça de teatro super famosa que o tio Robert dirigia começa a passar por problemas, chamar aquele guitarrista desconhecido foi o que Holland se lembrou.
    A estadia dele em casa dela, foi tudo menos tranquila. Um vez que era Irlandês, o nosso guitarrista, chamado Calvin, está ilegal no país e para que possa entrar no musical dos tios de Holland a solução passa por casar com Holland para obter o visto de residência. Já estão a imaginar qual a solução que Holland se lembrou, não estão? Como é que ela, tendo a paixonte que tem por ele, vai conseguir viver na mesma casa e não cair em cima dele? Nem eu me queria ver na situação dela. 
    Adoro romances de companheiros de casa que passam a casal. As situações entre os dois são super divertidas, pelas boas personalidades dos dois. Também vamos vendo muito companheirismo e muita ternura entre eles, o que ajuda imenso a que nos vejamos a torcer pelos dois. São tão fofos os dois e são tão naturais um com o outro que a ideia que os juntou aos dois não parece, de todo, tão absurda quanto possa parecer no início.

    É uma história fofa entre duas pessoas que, a meu ver, estavam destinadas a ficarem juntos. Gosto de fofices assim, tenho de admitir 💕😊

Classificação
Capa 
Personagens Principais
Personagens Secundárias
Desenvolvimento da História
Relação Entre Personagens
Romance
Grau de "Piri-Piri"