13/01/2026

Opinião | A Teoria do Amor | Ali Hazelwood | Desrotina

 

Da autora bestseller de A Hipótese do Amor e A Ciência do Amor chega uma nova comédia STEMinista na qual dois físicos rivais colidem em intrigas académicas e falsos namoros.
A física teórica Elsie Hannaway está na iminência de ser apanhada na curva pelas muitas vidas que leva. Durante a maior parte dos dias, é professora adjunta, ocupada pelas árduas tarefas de laboratório e pelas aulas de termodinâmica, sonhando com um estatuto profissional que, enfim, lhe dê estabilidade. Noutros dias... bem, noutros dias, como forma de compensar o inexistente salário, exerce o papel de falsa namorada, socorrendo-se das suas habilidades inatas para se tornar em qualquer versão dela própria que o seu cliente aprecie.
Bem vistas as coisas, até é uma tarefa que desempenha com interesse, isto até que o seu próprio universo desaba. A culpa é de Jack Smith, o irmão mais velho e irritantemente atraente do seu cliente favorito; e também o físico experimental que arruinou a carreira do mentor dela e prejudicou a reputação de uma série de outros físicos teóricos por todo o lado. E, como se tal não bastasse, é o mesmo Jack Smith que integra o comité de contratação do MIT, mesmo entre Elsie e o emprego que ela ambiciona.
Elsie até se sente preparada para uma desenfreada guerra de sabotagens académicas... mas o que fazer àqueles olhares demorados e penetrantes? O que fazer à sensação de não ter de ser mais ninguém, a não ser ela própria, sempre que está perto de Jack?


Este livro, dos que já li da autora, terá de ser o que menos gostei. Não é que tenha detestado, mas por mais adorável que a Elsie e o Jack sejam, há coisas que poderiam ter sido muito melhores.
Elsie está a trabalhar como professora adjunta, tendo que dar demasiadas aulas para o seu próprio bem. Ela tem de complementar o seu ordenado fraco com um part-time sendo namorada falsa uma vez que tem um dom de se adaptar de forma a agradar todas as pessoas que a rodeiam.
Quando surge a oportunidade de ter o emprego com o qual sempre sonhou, surge Jack, o irmão de alguém que ela conhece e da qual finge ser a namorada falsa. Estaria tudo bem, se esse mesmo Jack não fizesse parte do juri de selecção para o lugar que ela quer na área da investigação.
A questão é que, sendo ela investigadora chocava de frente com Jack que era quem sempre tinha sido conhecido e falado no mei de cientistas como aquele que deitava a parte da investigação abaixo.
No entanto, acho que desde o início que aquele “ódio” de estimação que eles nutriam um pelo outro não passava de uma atracção muito forte. E foi isso que me irritou um pouco neste livro. Era tudo muito técnico, não houve muitos momentos apaixonados e até eles se aperceberem o que sentiam um pelo outro, leva demasiado tempo.
Sei que é suposto ser um slow burn, mas acaba por ser demasiadamente lento... Apetece entrar no livro e dar uma sacudida em cada um deles.
Se no início gostei bastante da Elsie, por ser uma miúda inteligente e desenrascada e com um humor irónico, exactamente como eu gosto, ao longo do livro ela foi mostrando uma faceta sua que não me agradou... Não tinha coragem para enfrentar a mãe e os irmãos, não conseguia acreditar que alguém como Jack pudesse sequer ter o minímo de interesse nela e, pior que tudo, aguentou até à última aquele orientador detestável. Nunca fui com a “cara” dele, desde que ela começou a falar nele.
Gostei mais do Jack, sou sincera. Ele era o que era e nunca deixou de ser e de mostrar exactamente aquilo que achava ou pensava. Não é pessoa de se anular em função daquilo que os outros esperam dele ou querem dele. Pelo contrário, Elsie, entrou numa espiral de anulação em que apenas aquilo que os outros esperavam dela é que importava e aquilo que ela realmente sentia, não vinha em primeiro lugar.

Adorei rever a Olive e o Adam. Acho que até agora são o casal que mais gostei... ela por ser tão diferente e ele por ser tão rezingão, mas super apaixonado por ela.
Estava mesmo à espera de gostar muito mais deste livro da Elsie e do Jack mas, de qualquer forma, é um livro que recomendo, principalmente para quem já leu os anteriores.

Opinião também publicada em @sinfonia_dos_livros


Opinião + Aesthetic | Roubei-te um Beijo | Alex Light | Porto Editora

  
Eden tem uma melhor amiga, Katie, e não precisa de mais ninguém. Mas, um dia, conhece o irmão mais velho dela.
Truman, o artista. Truman, o tímido. Truman, o rapaz com um sorriso inocente e um olhar perigoso...
Os dois nunca se tinham encontrado verdadeiramente, até à noite do acidente de Katie. A noite daquele beijo. A noite em que o céu desabou sobre os dois.
Com Katie no hospital, o irmão sente-se incapaz de lidar com a dor, e deixa a cidade. Eden, por seu lado, fica perdida e abandonada. E tudo por causa daquele primeiro beijo…
Quando Truman regressa, ambos sentem que estão destinados um ao outro Mas conseguirão existir para além da dor?

Não posso, em boa consciência, dizer-vos que este livro é magnífico. A meu ver, parece-me ser daqueles livros que ou se adora, ou se detesta. Já eu, estranha como sou, fico-me pelo meio.
É uma história que, a nível de qualidade de escrita está muito boa, mas peca por ser demasiado lento, algo que difere muito do primeiro livro que li da autora, “Amor à Segunda Vista”, em que tudo fluí naturalmente. Então porque dei as quatro estrela, perguntam vocês... Bem, dei as quatro estrela porque, apesar de tudo o que não me atraíu de todo, conseguiu fazer-me feliz. A simples menção de tradições portuguesas no livro e entre as personagens valeu tudo. Eden é uma jovem prestes a iniciar a sua vida universitária quando, subitamente, perde a sua melhor amiga, aquela que era a sua pessoa mais especial no mundo todo e, com a qual, tinha feito tantos planos assim que saíssem do liceu. Estava tudo combinado, só que Katie sofre um acidente e, embora não tenha morrido, fica meses e meses em coma, como todos à volta dela à espera que um dia ela acorde e volte ao que era antes. no entanto, neste panorama todo temos Truman, o irmão mais velho da melhor amiga de Eden e que ocupa o coração dela, romanticamente falando. É um segredo que ninguém sabe, nem mesmo Katie que era a confidente e a caixinha dos segredos de Eden. Entendo que ela não quisesse que se soubesse que gosta de Truman desde sempre, ainda para mais, sendo ele alguns anos mais velho e irmão da melhor amiga. É estranho, percebo. Contudo, não acho que tivesse sido motivo para tanto secretismo e tantas frustrações. A certa altura, vale mais dizer a verdade e aguentar as reacções, boas ou más.
Eden sente-se culpada pelo acidente de Katie. E porquê? Porque na altura em que ela sofre o acidente, era suposto elas estarem juntas. Ao invés disso, Katie estava com Truman, num momento especial e pelo qual ela tinha esperado desde que o conhece. Essa culpa vai acabar por mudar tudo e Eden acaba por afastar-se de toda a gente e de todos os planos que tinha para o futuro.
Truman, levado pela mesma culpa, desaparece e quando reaparece, todos os sentimentos que Eden tinha enviado para o fundo do seu coração voltam à tona. Não fosse pelo acidente trágico de Katie, Truman e Eden poderiam ter sido muito felizes.
Acaba por ser uma história muito triste e que nos traz um rol de sentimentos intensos que não é suposto terem um papel tão grande na vida de pessoas tão novas. Em vez de se estarem a divertir e a planear o futuro, Eden e Truman passam os dias no hospital à espera que Katie acorde e volte para eles, para que tudo volte ao que era antes.
Como disse antes, adorei as referências a Portugal e às tradições portuguesas. Eden acaba por ir trabalhar num pequeno restaurante de famílias com origens portuguesas e, sendo no Canada, que bem sabemos que está repleto de portugueses, a emoção aumenta sempre que ouvimos falar nas comidas portuguesas, por exemplo.

Gostava que esta história que corre sempre de uma forma tão triste e sofrida pelo menos tivesse tido um final mais feliz e compensador.
Em todo o caso, aconselho a que o leiam, se tiverem a oportunidade.
 
Opinião também publicada em @sinfonia_dos_livros

09/01/2026

Opinião+Aesthetic | Clube das Princesas Amaldiçoadas, Vol.2 | Edições ASA

Esta é a GwendolyN — a prova viva de que as princesas nem sempre têm tudo.
Apesar de viver num castelo e de ser filha do rei, Gwendolyn não é como as princesas dos contos de fadas, nem tem uma beleza convencional.
Mas, certa noite, descobre sem querer o mundo sinistro do Clube das Princesas Amaldiçoadas e a sua vida nunca mais volta a ser a mesma...
Depois de entrar no Clube das Princesas Amaldiçoadas, Gwen descobre que a baixa autoestima não é apenas coisa de raparigas — apresento-te os Princels! Além disso, o príncipe Frederick começa a pensar se merece realmente a Gwen... E há mais: também tu podes aprender a ser tão bonita como uma Princesa Amaldiçoada! 
Este volume reúne os episódios 35-61 da encantadora banda desenhada do WEBTOON Clube das Princesas Amaldiçoadas.

Consegui gostar ainda mais deste segundo volume do que do primeiro e, se bem se lembram, eu já tinha adorado o primeiro.
A banda desenhada continua com cores lindas e vibrantes e é uma das artes mais bonitas que já vi pois lembra-me muito os desenhos animados japoneses que via quando era mais criança.
Neste segundo volume continuamos a acompanhar a nossa querida e doce Gwendolyn. No entanto, encontramo-la magoada internamente e insegura de si como nunca tinha estado antes. Tudo porque o princípe que lhe estava destinado disse que ela era feia. Tanto na ficção como na vida real, as palavras magoam, muito embora costumem dizer que “as palavras, o vento leva” e têm sempre o seu impacto.
Contudo, também as amizades podem ajudar a curar os males do coração e Gwendolyn tem um lote de amigos que, aos poucos, vão fazer com que ela se sinta novamente bem na sua pele. As irmãs e o irmão também são fantásticos nesse aspecto e Gwendolyn nunca está sozinha.
Embora seja uma banda desenhada, traz-nos tantos ensinamentos. Tenham amor próprio. Não sejam ofensivos. Não deitem os outros abaixo só porque não cumprem os “requisitos” que imperam na sociedade. Sejam amigáveis e prestativos. Sejam mais como a Gwendolyn que só quer partilhar os seus cozinhados feitos com tanto empenho e amor. Sejam sensíveis e estejam atentos ao que os outros sentem. Apoiem-se nos vossos amigos verdadeiros. Aqueles que, não interessa como, nem porquê, vão estar sempre do vosso lado.
A vida recheada de bons sentimentos é sempre muito mais colorida.
Ansiosa para ler o terceiro volume!



Opinião Também publicada em @Sinfonia_Dos_Livros

18/12/2024

Opinião | O Fabricante de Lágrimas | Erin Doom | Planeta


SINOPSE
Entre as paredes do orfanato onde Nica cresceu, histórias e lendas sempre foram contadas à luz das velas. A mais famosa de todas é a do Fabricante de Lágrimas, um misterioso artesão, com olhos claros como vidro, uma figura aterradora que forja todos os medos que habitam no coração das pessoas.Quando, aos dezassete anos Nica, é adotada pelo casal Mulligan, pensa que está a deixar para trás este mundo de contos de fadas sombrios, mas os Mulligans também adotam Rigel, um órfão inquieto e misterioso, e ele é a última pessoa que Nica desejaria como irmão adotivo. Rigel é inteligente, incrivelmente bonito, mas a sua aparência angelical esconde um temperamento problemático e sombrio.
Embora os dois partilhem um passado comum, viver juntos parece impossível. Especialmente quando a lenda reaparece nas suas vidas e o Fabricante de Lágrimas torna-se subitamente cada vez mais real. Nica, doce e corajosa, está disposta a tudo para defender o seu sonho, porque só se tiver a coragem de enfrentar os pesadelos que a atormentam é que poderá finalmente voar livremente como a borboleta que leva o seu nome.

OPINIÃO
🌟🌟🌟🌟🌟
Acho que as palavras certas para descrever este livro e esta história são: Delicadeza e Sensibilidade.
É a primeira vez que leio algo desta autora e se, no início, custou-me um pouco a habituar à forma como ela escreve, quase de forma poética, assim que fui continuando a ler, aquela maneira de mergulhar no intímo da alma humana e a forma como ela combina o bom e o mau da condição humana acabou por deixar-me fascinada.

Esta é a história de Nica e de Rigel. Dois seres tão diferentes e, ao mesmo tempo, tão iguais que seria impossível ficarmos indiferentes a eles e a tudo o que se passa com eles e entre eles. São ambos personagens verdadeiramente complexas. Ele mais do que ela, é certo, mas ela não deixa de ter aquela complexidade que nos deixa sempre a pensar em que, apesar de tudo, seria bom que todas as pessoas fossem genuinamente boas de coração, apesar de, em algumas alturas da vida se poderem sentir mais injustiçadas ou passadas para trás. Nica é assim. É uma miúda que cresceu na violência de um orfanato, debaixo das mãos violentas de uma cuidadora que nada mais queria a não ser lucrar com os pequenos orfãs que lhe caíam nas mãos. Nica é uma cuidadora. Cuida e quer proteger todos os que sente que precisam de um aconchego ou de ajuda, ainda que tenha medo da maioria das pessoas e dos animais que ajuda.
No que diz respeito a Rigel, não posso dizer que o adorei. Embora compreenda tudo o que o atormenta, acabo por ter alguma dificuldade em lidar com a forma como ele trata Nica. É de uma violência emocional brutal que acaba por mexer com o psicológico de qualquer um. Acabamos por sentir empatia com ele a partir da altura em que temos mesmo pleno conhecimento daquilo que o atormenta desde muito pequeno. Era o único que não sofria a violência que era imposta aos demais meninos do orfanato, mas não foi por isso que se sentiu menos agredido. É frio e cruel até dizer chega, mas dentro do seu coração está uma ternura e um amor imenso por aquela que sempre amou desde que a viu pela primeira vez, aos cinco anos de idade.

Adorei a delicadeza dos pormenores que Erin Doom emprega neste livro. Não sei se é o tipo de escrita a que ela recorrerá em todos os seus livros ou se foi o tipo de escrita que achou mais adequada para nos contar a história de Nica e Rigel. Acertou em cheio. Admito que estava um pouco receosa em ler este livro, por muitas razões... já tinha lido que era muito grande, era muito repetitivo, era chato e lento, etc etc... no entanto, embora seja grande e algo lento em muitas partes, é um livro que nos agarra mesmo nessas partes menos apelativas. Será pelas personagens? Será pela escrita? Será pelo enredo que envolve toda a história do temível Fabricante de Lágrimas que habitava os sonhos e pesadelos de todos os meninos orfãs?
Gosto de pensar que sou uma pessoa moldável ao tipo de livro a que me proponho ler e este foi mais uma prova disso mesmo. Adaptei-me a este livro, a este tipo de escrita meio antiquada (há quem diga que é uma escrita presunçosa e arrogante) e tão cuidada, a esta forma de descrever todos os pormenores, a uma delicadeza incrível de nos transportar para a manta de sentimentos que o Ser Humano carrega dentro de si e, no final, não pude ficar nada mais a não ser feliz e arrebatada por ter dado uma oportunidade a este livro.
Adorei as personagens, adorei conhecer o passado delas e o que as movia. A emoção que cada uma carrega dentro de si e a forma como sempre arranjam uma forma de passarem por cima dos sentimentos menos bons que as destroem e abrem o coração e a alma a algo de bom que, com certeza, chegará.

Li este livro em inícios de Julho, mas só agora me senti preparada para falar sobre ele. No entanto, sinto que me fica sempre algo importante por dizer.

Ainda não vi o filme e, sinceramente, não sei se o farei. Acho que prefiro ficar com as sensações que o livro me deu.
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14/08/2024

Opinião | Corte de Asas e Ruínas | Sarah J. Maas | Marcador

 
De regresso à Corte da Primavera, longe do seu verdadeiro amor, o Grande Senhor da Corte da Noite, Feyre está determinada a descobrir os planos de Tamlin e a recolher informações sobre o rei que ameaça destruir Prythian.

Para tal, é forçada a entrar num perigoso jogo de intrigas e mentiras. Um pequeno deslize poderá ser fatal para Feyre e para todos aqueles que ama.
Com a guerra prestes a começar, Feyre e Rhysand têm de decidir em quem podem confiar e procurar aliados nos lugares mais improváveis.
Neste emocionante terceiro livro da série Corte de Espinhos e Rosas, a terra tinge-se de vermelho enquanto os poderosos exércitos lutam pela única coisa que poderá destruí-los a todos.



Terceiro livro da saga “Corte de Espinhos e Rosas” e, de longe, o melhor dos três primeiros. Há quem divida a saga e coloque os primeiros três como se fosse uma trilogia e os restantes, como se fossem uma espécie de acrescentos à história.
Ora, como referi, para mim este foi o melhor dos três que li até agora! Tem emoção (como a autora já nos habituou), tem partes com  humor à mistura, tem acção e muita paixão envolvida. Não só falo da paixão entre Rhys e Feyre, bem patente em qualquer interacção dos dois, como também da paixão de todos uns pelos outros e pela Corte da Noite. 
Foi aquele que me fez o coração palpitar com algumas emoções que não podiam ficar reprimidas e aquele que me fez gostar um pouquinho mais da Feyre. Embora ela sempre sido uma mulher valente e destemida, acho que sempre andou muito na sombra de Tamlin e Lucien no primeiro livro, e de Rhys no segundo. Neste terceiro. apenas ela poderá quebrar as maldições que ambos os seus povos sofrem há bastnate tempo e poderá combater as forças maquiavélicas de Hybern. Se vai conseguir fazê-lo sozinha? Claro que não! Ninguém consegue ir muito longe se não estiver acompanhado de quem mais confia e quem mais ama. 
Maldições serão quebradas, corações ficarão partidos e irremediavelmente inconsoláveis, mas teremos sempre muita luta, muita convicção e muita entrega da parte dos nossos guerreiros.

Numa fase em que tudo o que é preciso é combater as enormes forças de Hybern, Feyre e Rhys terão de conseguir juntar todas as Cortes para poderem sequer pensar vencer e savar tanto o povo humano como o povo das fadas.
Não será tarefa fácil até porque dentro das próprias Cortes existem alianças e inimizades que servirão apenas para destabilizar e enfraquecer quem quer que se atravesse à frente do Rei de Hybern!
Vidas importantes serão perdidas quando todos se defrontarem naquela que será uma batalha épica e que, para além de sangrenta e violenta, também é libertadora. 
Em relação às personagens...
Quero muito ver mais de Cassian e Nestha... Também quero muito ver se afinal Lucien vai conseguir tomar o seu lugar no coração da sua “parceira” destinada.
Houve alturas em que me desapontei com algumas das minhas personagens preferidas. Amren foi uma delas. Acabei por perceber, depois de me sentir mesmo bastante frustrada, que ela não tinha outra forma de agir que não aquela. Cassian e Azriel já tinham conseguido um lugar especial nas minhas personagens preferidas e não decepcionaram. Nestha e Elaine acabaram por frustrar-me um bocado, até porque sempre tive Elaine como um bocadinho ingénua e inocente demais... Morrighan foi aquela que, neste livro, conseguiu destacar-se e obter toda a minha admiração e devoção, ainda mais do que o casal sensação, Rhys e Feyre. Quanto a Lucien, acabei por gostar mais dele nesta parte da história do que no primeiro livro em que ele era mais um tapete dos pés do Tamlin do que propriamente o filho de um Senhor de uma Corte poderosa












24/05/2024

Opinião | Flawless | Elsie Silver | Clube do Autor

Flawless é o primeiro livro da série Chestnut Springs, marcada por personagens reais com problemas reais, que se apaixonam e cometem erros.

Ambientada numa pequena localidade, com cenas sensuais e muito emotivas, esta história de inimigos a amantes vai conquistar o seu coração.
As regras eram simples: manter-se afastado de problemas e da filha do seu agente. Agora está agarrado a ela, num quarto com uma única cama. Afinal, as regras foram feitas para serem quebradas…
Rhett Eaton é um profissional dos rodeios. Uma estrela. Mas arrisca-se a perder tudo depois de alguns escândalos públicos. O agente diz-lhe que precisa de recuperar a imagem e apresenta a própria filha como supervisora até ao final da época. Definitivamente, ele não precisa de uma babysitter, especialmente uma que usa jeans justos, tem um sorriso sexy e uns lábios em que ele não consegue deixar de pensar…
Summer Hamilton não será mais uma das suas conquistas. Ela consegue ver o homem por trás da máscara e não se afasta - pelo contrário, puxa-o para mais perto de si.
Não significa nada, assegura Summer. Significa tudo, responde Rhett.
Há limites que eles não podem passar. A reputação dele não aguenta mais golpes, menos ainda o coração ferido de Summer.


Gostei tanto deste livro. Estava com algum receio de o escolher e depois arrepender-me. Sempre que dizia que o tinha na minha TBR e que estava a pensar lê-lo, vinha alguém com um balde de água fria e dizia-me que a história era fraquinha, que era uma história de cowboys, etc etc... Não tenho nada contra histórias de cowbys, na verdade, mas davam sempre a ideia de que era daquele tipo do faroeste e esses eu não gosto lá muito. No entanto, houve um belo dia que me deu assim “clic”e sem pensar muito peguei nele e ainda bem que o fiz.

A história entre Rhett e a Summer é uma brisa de ar fresco. Desde o início que temos noção de que aquele par foi feito nas estrelas.
Tudo começa por Rhett ser alguém que não mede as palavras que diz e que está em risco de perder os seus melhores patrocinadores. É aí que entra a nossa Summer. A filha do agente de Rhett que vai fazer de tudo para melhorar tanto a imagem do cowboy que o pai representa, como a maneira como ele age com todos os outros à sua volta, inclusive a própria família.

Rhett não esconde que Summer mexe com ele e isso foi o que mais gostei. Nada de lamechices nem de lengalenga... Gosto quando as personagens são directas e vão certeiras àquilo que querem. O que começou por ser apenas uma relação profissional, vai escalar com as picardias, as discussões e os feitios um do outro. Se um faz, o outro desfaz logo a seguir e é essa dinâmica que nos atrai e nos vicia.
As faíscas eram sempre garantidas entre eles os dois e houve muitas situações que me fizeram rir por serem tão genuínas.

A Summer é uma querida. Muito senhora de si, com uma personalidade forte e, ao mesmo tempo, meiga e compreensiva. Tem uma relação cómica e adorável com o pai (adorei as interacções deles os dois) e a forma como conquistou a família toda de Rhett diz bem o quanto ela é uma mulher diferente das demais. É a única capaz de lidar com os acessos de fúria e com a lingua solta que ele tem e que o colocou em apuros logo de início. A forma como ela o apoiou e fê-lo sentir-se amparado e compreendido sem pedir nada em troca, acabou com as poucas defesas que ele tinha erguido à sua volta. Toda a gente queria algo dele. As mulheres que rodeavam, as chamadas coelhinhas dos rodeos, os patrocinadores, os rivais, os irmãos. Basicamente, todos os que faziam parte do mundo dele. E ele estava, verdadeiramente, cansado. Tanto fisíca, como psicologicamente! O raio de sol que Summer lhe trouxe, veio em boa hora.

Foi um livro que li bastante rápido, por ser escrito de uma forma limpa e leve. Os capítulos são pequenos e lêem-se num instante. É um livro composto de uma forma que, pessoalmente, gosto bastante.
Acho que o único ponto negativo neste livro, é com a tradução. Não é toda. Apenas na tradução (errada) de “cowboy” para “cóboi” ... é horrível de se ler. Há termos e expressões que, simplesmente, não se podem traduzir. Espero que, de futuro, tenham isso em mente.

De resto, é uma história que nos faz suspirar, emocionar e que nos diverte em várias alturas. Principalmente, quando entram os irmãos de Rhett em cena! Gosto imenso deles e do pai deles também.

Recomendo muito, muito!
Não se deixem “assustar” por ter cowboys e rodeos! É mais para ter mais raios de acção do que outra coisa qualquer, porque o foco deste livro é a evolução de Rhett como pessoa e a relação dele com a Summer.

Ansiosa por ler o seguinte!


15/05/2024

Opinião | Antes que o Café Arrefeça - De Regresso a Tóquio | Toshikazu Kawaguchi | Presença

Que saudades todos tínhamos deste café… Se pudesse voltar ao passado, quem gostaria de encontrar? Estamos de regresso a Tóquio para mais viagens… no tempo.
Num pequeno beco da cidade, bem escondido, há um café centenário. Mas, diante de uma chávena de café bem quente, os clientes recebem muito mais: a possibilidade de viajar até ao passado.
Do autor de um dos maiores bestsellers internacionais dos últimos tempos, Antes Que o Café Arrefeça: De Regresso a Tóquio leva-nos de regresso ao lugar onde o passado pode, subitamente, ser diferente. Aqui, encontramos quatro novas personagens que procuram a magia do Café Funiculi Funicula: um homem que quer rever o melhor amigo, morto há vinte e dois anos; um filho que não pôde ir ao funeral da mãe; um homem que precisa de reencontrar a rapariga com quem não pôde casar; um detetive que quer dar um presente especial à sua falecida mulher. Mas lembrem-se: as viagens no tempo têm condições e riscos… E nada do que façam vai alterar o presente.


Depois do sucesso que foi o primeiro livro, Antes que o Café Arrefeça, Toshikazu Kawaguchi traz novas personagens ao café Funiculi Funicula e, um maior vislumbre e conhecimento sobre as personagens que já havíamos conhecido.

Devo dizer que, se gostei do primeiro, este aqui foi-me directo ao coração... De uma forma enternecedora e com uma escrita tranquila e até melodiosa, o autor dá-nos a conhecer mais quatro histórias de personagens que apenas desejavam regressar ao passado por algum motivo. Não para modificar o presente e o futuro, porque já sabiam que não era possível, mas para poderem dizer ou fazer aquilo que não tinham conseguido na altura certa às suas pessoas amadas.
A mim tocou-me particularmente este livro. Estas quatro histórias lembram-me muito o quanto eu gostaria de poder fazer o mesmo e dizer ainda mais e mostrar ainda mais, às pessoas que perdi, o quanto as amava e o quanto me eram importantes. Quantos de nós não queria a oportunidade de fazer isso mesmo? Não posso deixar de reforçar a forma como Toshikazu Kawaguchi escreve. De alguma forma, ao ler este livro, senti sempre como se estivesse envolvida numa bolha de paz e tranquilidade, muito embora as personagens estivessem a passsar por emoções fortes e sentimentos profundos. É uma escrita fluída e suave. Embora sejam apenas histórias ficcionais, gosto de pensar que o autor conseguiu o seu propósito. Conseguiu dar alguma paz e conforto às personagens que sentiram necessidade de ir ao passado e correr o risco de se perderem algures no caminho.
Digam lá se não seria tão bom se pudéssemos ir ao passado, nem que fosse para rever aqueles que perdemos para sempre ou até mesmo aquelas pessoas das quais nos distanciamos e nos perdemos em vida. 
Não valeria a viagem? 

Se há algo que aprendi com este livro é que não devemos deixar nada por dizer. Seja algo de bom ou algo de menos bom. Se deixarmos trancado em nós, no futuro, tornar-se-á um sentimento de remorso profundo e nunca poderemos ser verdadeiramente felizes.

Espero, sinceramente, que Toshikazu Kawaguchi ainda nos brinde com muitas histórias e muitos livros destes.

08/05/2024

Opinião | O Segredo da Criada | Freida McFadden | Alma dos Livros

A família perfeita tem apenas uma regra: nunca espreitar por trás das portas.

Cinco anos após os acontecimentos de A Criada, Millie pensa que pode construir uma vida «normal», formando-se como assistente social e trabalhando para outra família rica... mas está muito enganada!

MISTERIOSO, INTENSO E VICIANTE COMO UM VERDADEIRO THRILLER DEVE SER!

«Millie, nunca entre no quarto de hóspedes...» Uma sombra abate-se sobre o rosto de Douglas Garrick ao tocar na porta do quarto com a ponta dos dedos. «É que... a minha mulher... está muito doente». Enquanto me continua a mostrar o seu incrível apartamento penthouse num dos prédios mais vistosos da cidade, tenho um pressentimento terrível sobre a mulher fechada naquele quarto.

Mas não posso arriscar-me a perder este emprego – pelo menos se quiser continuar a manter o meu segredo. É difícil encontrar empregadores que não façam muitas perguntas, especialmente sobre o passado. Nesse aspeto, agradeço a sorte de os Garrick me terem contratado.

Posso trabalhar aqui durante algum tempo, ficar sossegada até conseguir o que quero. Arrumar e limpar a sua deslumbrante penthouse de vista panorâmica sobre a cidade e preparar-lhes refeições sofisticadas na sua cozinha reluzente. O emprego quase perfeito.

Só ainda não conheci a Sra. Garrick, nem espreitei o quarto de hóspedes.

Tenho a certeza que a ouço chorar às vezes. Também já reparei em manchas de sangue na gola das suas camisas de dormir quando estou a lavar a roupa. Um dia, não consigo evitar bater à porta. E, quando se abre suavemente, o que vejo lá dentro muda tudo..


À semelhança do primeiro livro, A Criada, este foi mais um cheio de surpresas e reviravoltas.
Sinceramente, acabei por gostar mais deste do que do primeiro. Não tenho motivos concretos para isso, mas a verdade é que senti que a escrita neste segundo livro foi mais consistente e ainda mais fluída. A autora consegue, mais uma vez, prender-nos à Millie e a tudo o que ela vai pensando e fazendo. Adoro!
Achei a Millie mais ponderada e mais adulta neste segundo livro. A vontade de ajudar outras mulheres maltratadas continua presente, mas, desta vez, conseguimos perceber que, primeiro ela analisa e depois tenta perceber se consegue ou não ajudar. No entanto, algumas vezes, Millie ainda mostra aquela faceta ingénua e inocente de quem quer ajudar tudo e todos. É isso mesmo, é essa alternância entre o ingénuo e a maturidade que nos traz uma Millie mais fascinante ainda do que no primeiro livro.
Neste segundo volume, que, novamente, começa com um capítulo de nos deixar em pulgas, ficamos a saber que depois da primeira pessoa que ela ajudou, ainda que involuntariamente, Millie apaixona-se e vive tempos muito felizes, ainda que conturbados, dada a procura que ela tem para ajudar quem mais precisa. É novamente uma criada ao serviço de um casal, à partida normal, mas que em muito pouco tempo se percebe que são tudo menos normais aquele marido e aquela esposa. Fui apanhada de surpresa várias vezes neste livro, tenho de admitir e, de cada vez que isso acontecia, só conseguia pensar "mas que raio?! Fui enganada outra vez?" ... Adoro quando isso acontece e uma história me surpreende contantemente. Traz mais vivacidade à leitura e isso faz toda a diferença.
A forma como a autora consegue colocar algum romance e algumas cenas "doces", ajuda em muito a que o leitor sinta a leitura e sinta que aquelas personagens calculistas também sentem e também se emocionam. Gosto imenso disso e, se por um lado, nunca fui muito com a cara do actual namorado dela, fiquei extremamente feliz quando o "nosso" Enzo entra novamente em cena, quanto mais não seja para ajudá-la a sair da embrulhada onde ela foi metida!

Se já tinha ficado com esta autora debaixo de olho com o primeiro livro, com este aqui fiquei completamente fã!
Quero muito, muito ler os seguintes! Ainda bem que ela tem já vários livros escritos para irmos matando a "vontade" ..

Recomendo, obviamente!