05/12/2019

Opinião | A Rapariga no Gelo | Robert Bryndza | Alma dos Livros

Quando um rapaz descobre o corpo de uma mulher debaixo de uma espessa camada de gelo num parque do sul de Londres, a inspectora-chefe Erika Foster é imediatamente chamada para liderar a investigação. A vítima, uma jovem bela e rica da alta sociedade londrina, parecia ter a vida perfeita. No entanto, quando Erika começa a investigar o seu passado, vislumbra uma relação entre aquele homicídio e a morte de três prostitutas, encontradas estranguladas, com as mãos amarradas, abandonadas nas águas geladas de outros lagos de Londres.
A sua última investigação deu para o torto, e agora Erika tem a carreira presa por um fio. Ao mesmo tempo que luta contra os seus demónios pessoais, enfrenta um assassino altamente mortífero e que se aproxima tanto mais dela quanto mais próxima ela está de expor ao mundo toda a verdade. Conseguirá Erika apanhar o assassino antes de ele escolher a próxima vítima? 

Robert Bryndza. 
Tanto que já tinha ouvido falar neste autor e, mesmo tendo o seu primeiro livro na estante, levei imenso tempo a criar coragem de começar a Saga de uma das detectives preferidas dos leitores.
A Rapariga no Gelo é o livro que nos apresenta a detective Erika Foster e, simultaneamente, a estreia de uma nova editora em Portugal, a Alma dos Livros, que apostou forte e feio neste autor e nesta série.
Neste livro, o primeiro de uma série deles, já publicados no nosso país (felizmente), temos o assassinato de uma jovem pertencente à alta esfera da sociedade de Londres. 
Filha de uma família rica e influente, a vitima é encontrada, numa zona menos recomendável a pessoas como ela, numa manhã gélida, praticamente enterrada pela neve que tinha caído durante a noite. Sendo rica, ninguém ali daquela zona a conhecia. Sendo assim, ninguém melhor que a regressada detective Erika Foster para descobrir quem, como e porquê aquele assassinato acontecera.
Erika Foster tinha-se retirado da actividade após um problema grave que a obrigou a afastar-se de tudo e de todos para tentar restabelecer-se tanto mentalmente como fisicamente. Voltou em grande e a dar provas de que ainda era a excelente investigadora de outrora. Teve de (re)aprender a lidar tanto com gente intragável como a família da vítima como com pessoas da mais baixa classe social. Viu-se que a reintegração de Erika não estava a ser nada fácil para ela e, aos poucos vamos vendo como ela tem uma personalidade forte e intensa. Não deixa nada ao acaso e pouco ou nada lhe escapa. Quem a conhecia de tempos passados, sabia que mesmo que lhe custasse o emprego recentemente recuperado ela ia investigar o caso até chegar ao culpado. 
A meu ver, a certa altura das investigações, já era um pouco previsível quem tinha sido o culpado pela morte daquela miúda rica, mas inocente, que só queria um pouco de liberdade da família que tinha. Uma família fechada e sobre a qual ninguém tinha poder para "atacar" sob que aspecto fosse. Muito dinheiro traz muita influência e esta opera nos meios mais poderosos da sociedade. Muitos segredos e muitas mentiras mantinham aquela família ainda de pé e a cada segredo e a cada mentira desvendada, a família quebrava um pouco mais, até à última peça escondida ser descoberta e revelada a céu aberto.
Uma leitura muito agradável porque o autor dá-nos também o ponto de vista do assassino, algo que gosto bastante pois permite-nos conjugar a forma de pensar de Erika e a forma como o culpado vai acompanhando toda a investigação.
Recomendo, obviamente!
 

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