31/05/2019

Novidade Porto Editora | Diz-me que És Minha | Elisabeth Norebäck

Até onde vai uma mãe para encontrar a filha?
Diz-me que és minha é o thriller de estreia da sueca Elisabeth Norebäck

Diz-me que és minha é o surpreendente livro de estreia da sueca Elisabeth Norebäck: ainda antes de chegar às livrarias, os direitos de publicação deste thriller psicológico já estavam vendidos para 27 países. 
Em Portugal, é publicado pela Porto Editora a 6 de Junho. 
Stella, a protagonista, perde a sua filha durante um passeio na praia. Vinte anos depois, conhece uma rapariga que tem semelhanças com a criança que desapareceu. Mas será mesmo ela? Com uma trama inquietante e reviravoltas inesperadas, este é um thriller sobre a busca da verdade e que põe em causa o que é realidade ou alucinação.

«Eu enterrei-te. Estivemos junto à tua lápide no cemitério.
Chorámos e despedimo-nos.
Mas eu nunca deixei de te amar. Procurei-te em todas as multidões, em todos os rostos, em todos os autocarros, em todas as ruas. Ano após ano.»

Stella Widstrand é uma psicoterapeuta respeitada. Casada com um homem carinhoso, mãe de um rapaz de 13 anos, com uma casa invejável e um bom carro, parece ter tudo para ser feliz. Porém, há
no seu passado um terrível acontecimento que nunca foi verdadeiramente superado.
Quando um dia Stella vê entrar no seu consultório a jovem Isabelle, suspeita de que se trata na realidade de Alice, a sua filha desaparecida durante um passeio em família cerca de vinte anos
antes, e que todos julgavam morta. Mas será realmente a filha de Stella? Estará a imaginação a pregar-lhe mais uma partida? Como poderá confirmar tal suspeita sem que a considerem louca? E se Isabelle for mesmo a sua filha, o que lhe aconteceu afinal? Como desapareceu? Para obter respostas, Stella inicia uma busca obsessiva pela verdade, colocando em risco a vida que levou vinte anos a construir. Elisabeth Norebäck estreia-se na escrita com um thriller psicológico inquietante que evoca o amor maternal e o maior medo que uma mãe pode sentir: o da perda de um filho. Em Diz-Me Que És Minha, o leitor assiste à luta entre prudência e loucura, passado e presente, ilusão e realidade, mas sobretudo entre vida e morte.

Primeiras Páginas
Disponíveis aqui.

A AUTORA
Elisabeth Norebäck vive em Estocolmo com o marido e os três filhos. Tem um Mestrado em Engenharia pelo KTH Royal Institute of Tecnology. Diz-me que és minha é o seu primeiro livro. Durante a licença de maternidade, Elisabeth Norebäck imaginou o pior pesadelo de uma mãe: o desaparecimento de um filho. Incentivada pelo marido, começou a escrever e, quase dois anos depois, terminou o livro. Ainda antes do lançamento na Suécia, os direitos de publicação deste thriller psicológico já haviam sido vendidos para 27 países. Em 2018, Diz-me que és minha esteve nomeado para o Crimetime Specsavers Award, na categoria de Melhor Estreia do Ano.

Opinião | O Egomaníaco | Vi Keeland | TopSeller

O que dizer de Drew Jagger?
É presunçoso, egocêntrico e arrogante…

Eu estava bastante satisfeita com o meu novo consultório, que arrendei em pleno centro da cidade, até que o Drew apareceu. Foi uma confusão! Pensei que ele era um assaltante e tentei atacá-lo, até que ele, calmamente, me esclareceu: eu é que estava no escritório dele. Ou seja, descobri que tinha sido enganada.
O Drew achou piada à situação e à minha ingenuidade« (assim como a outros dos meus… atributos), e propôs um acordo irrecusável: partilharmos o espaço até eu encontrar um novo, e em troca eu atenderia os telefonemas dele. Nem parece mau, pois não?
O problema é que juntos somos a receita ideal para o desastre. O Drew é advogado especialista em divórcios — cínico, convencido e estupidamente sexy —, e eu sou conselheira matrimonial, interessada em salvar os casamentos que ele quer ajudar a desfazer. As discussões entre nós são tórridas e as diferenças mais do que óbvias. A única coisa que nos une é o espaço que partilhamos… E uma atração cada vez mais louca e incontrolável.
... mas confesso: não consigo deixar de pensar em como será beijar aqueles lábios tentadores!

(Pode conter spoilers...)
Como sempre, Vi Keeland não desiludiu. Adoro essa série de livros que nos apresentam sempre personagens tão cheias de personalidade e de humor sarcástico. 
De uma forma simples e atractiva, a autora vai, de livro para livro, melhorando personagens, diálogos, situações e descrições tornando a leitura dos seus livros cada vez melhor.
Neste livro temos mais um casal bombástico. Emerie e Drew. Duas pessoas tão diferentes nos estilos e maneiras de pensar e viver a vida que seria quase pecado não tentar juntá-los. Ela acredita no poder do amor e da psicologia para fazer com que as pessoas sejam bem sucedidas nas suas relações pessoais e amorosas. Ele, um advogado cheio de carisma e bem parecido que não quer mais nada com as mulheres a não ser umas quecas ocasionais e tirar-lhes tudo o que conseguir em tribunal nos processos de divórcio em que trabalha diariamente. Tendo em conta o passado dele, eu também faria o mesmo, acho eu.
Quis o destino que eles se conhecessem da forma mais caricata possível quando ela é enganada por um chico-esperto e aluga o escritório que é de Drew, enquanto ele está de férias. Ora, quando ele chega de férias e depara-se com uma estranha, ainda que sexy, a ocupar o seu escritório, dá-se todo um rol de situações mirabolantes que vão permitir que eles se aproximem e passem a ser amigáveis um com o outro. Para ele ser simpático com ela era o mínimo que poderia fazer, visto que ela estava na cidade há poucos dias e vinha do interior do país e tinha sido enganada. Ela, não poderia ser outra coisa senão agradecida e simpática em retorno, uma vez que ele nem a tinha expulsado do seu escritório, nem tinha apresentado queixa e ainda a tinha ajudado a tentar apanhar o aldrabão que a tinha enganado. 
De uma forma natural e espontânea, Emerie e Drew tornam-se como que "companheiros no crime" e aos poucos a forma como pensam e olham um para o outro vai mudar e tornar-se em algo mais do que uma amizade cheia de altos e baixos. 
Adorei a forma como a autora juntou estas duas personagens de uma  forma tão natural e simples. Não achei que tivesse sido uma coisa forçada, tipo "o que tem de ser tem de ser e tem muita força.", até porque mesmo ele sendo atraente e sexy, a aversão que ele tinha a casamento e a uma relação pós-quecas, podia muito bem ter afastado e repelido a nossa psicóloga romântica. Isso não aconteceu e Emery, uma mulher sensata e ponderada, ainda que muito emocional, tenha percebido o bom que Drew tinha lá no fundo e não fez mais do que dar a tal oportunidade que ela sempre dizia aos seus pacientes para darem nas suas relações.

Como sempre, adorei e recomendo!

30/05/2019

Impressões | Livro Mistério | Terão de Esperar para Saber...

 

Que livro será este? Estarão vocês, certamente, a perguntar. 
Pois bem... Não vos posso ainda revelar! Gostava muito de poder falar sobre este livro à vontade mas a questão é que não posso e isso mata-me. No entanto, e para não perder o fio à meada, resolvi deixar aqui este post com algumas das impressões com que fiquei deste livro mistério, que será publicado ainda este ano, em Portugal, por uma grande editora.

Ora, este é o tipo de livro que faz com que nos percamos da realidade e embarquemos num mundo de fantasia, sem sequer nos apercebermos. Mas atenção, que nem tudo o que é fantasia é fofinho e agradável. Nem todas as fadas são boas e nem todas as lendas e mitos são felizes. 
De uma forma aterradora, mas ao mesmo tempo atraente e viciante, a autora consegue incutir nos leitores aquele medo mais primordial e sincero que existe. O medo de perder aqueles que são nossos e aquilo que pensávamos estar controlado, afinal, está muito longe disso. Nem a nossa mente conseguimos controlar, quanto mais aquilo que acontece em nosso redor. 
A autora, consegue transportar-nos exactamente para o centro de tudo com a sua escrita detalhada, sem deixar nenhum pormenor de parte, fazendo com que assistamos a tudo sem poder fazer nada. É aterrador. Sabemos de tudo o que se está a passar e, ao mesmo tempo, estamos sempre na dúvida do que realmente está a acontecer, se será mesmo a verdade ou algo que nos transcende. Muitas vezes dei por mim a acreditar que realmente tudo aquilo era sobrenatural.
Este é, efectivamente, um livro diferente. Um livro que fará qualquer leitor ficar com o coração a bater mais depressa e a mente cheia de perguntas e dúvidas em relação a si mesmo. Já acabei o livro há alguns dias, mas ainda hoje, enquanto escrevo esta pequena opinião, recordo-me de tudo o que li e sinto a mesma emoção e sensação de impotência e de terror que senti nas horas em que o li (devorei).
Assim sendo, espero sinceramente que este livro tenha muito sucesso e que tenhamos muitos mais ainda por vir desta autora mistério que promete livros igualmente intensos e cheios de emoções.

Quem ficou curioso, quem?
Fiquem atentos :)

 

Opinião | A Educação de Felicity | Marion Chesney

Numa época em que as mulheres da nobreza só dispõem de duas opções - casar ou esperar que um parente rico morra - as irmãs Tribble não têm sorte nenhuma. Não só ainda não encontraram o amor como, após anos de bajulação a uma intratável tia velha, veem o seu nome apagado do testamento aquando da sua morte.
As românticas Amy e Effie Tribble sonhavam com ricos jantares de carne assada e batalhões de criados aduladores mas agora estão oficialmente na penúria. Ironicamente, é neste cenário desolador que lhes ocorre uma ideia brilhante: colocar a sua educação esmerada ao serviço das jovens mais "difíceis", apresentá-las à sociedade e arranjar-lhes casamento.
Não contavam que a sua primeira cliente fosse Lady Felicity Vane, cuja rebeldia ameaça enlouquecer a sua própria mãe e arruinar o projeto sentimental de Amy e Effie. A jovem prefere caçar com os amigos a pensar em casar. Mal ela sabe que o seu suposto pretendente é o homem que mais a irrita (e que mais irritado se sente por ela). Felicity nunca admitirá que o seu coração treme ao ver Charles Ravenswood, principalmente porque o elegante marquês parece não ter paciência nenhuma para as suas extravagâncias. O clima entre ambos é tão tenso que, se soubessem o que as irmãs planeiam, o resultado seria, no mínimo, desastroso…
(Pode Conter Spoilers...)
Primeiro livro que leio desta autora e não fiquei nada arrependida. Um romance divertido e meio juvenil até, que me acompanhou por diversos dias, não por ser chato mas por causa de imprevistos que não me deixaram ler como deve ser, pois facilmente se lê este livro numa tarde.
Para quem está habituado a ler livros de autoras como Julia Quinn, Tessa Dare, Mary Balogh, entre tantas outras que já nos fizeram suspirar e sonhar, vai ficar um pouquinho com aquela sensação de "quero mais, muito mais", mas este servirá perfeitamente como uma espécie de "rampa de lançamento" para começar a ler este tipo de livros.
Felicity é uma jovem deveras complicada e que não pretende mudar de comportamento, nem tão pouco ser como as demais jovens da sua idade que não pensam em mais nada a não ser a altura em que serão apresentadas à sociedade e que arranjaram, finalmente, um bom marido. É aqui que entram as nossas adoráveis Amy e Effie. Duas irmãs já na sua meia idade que nunca conseguiram arranjar alguém que as compreendesse e valorizasse. Ficaram juntas desde sempre. Acho que será daqueles casos em que será "até que a morte as separe". Não estou bem a ver como uma sobreviverá sem a outra. Adoro-as! Por estarem mais  necessitadas a nível financeiro, tornam-se uma espécie de preceptoras para jovens complicadas. Aquelas jovens que mais ninguém consegue aturar e "dobrar". Felicity é a primeira a ficar sob a alçada das duas irmãs e não tardará a que uma relação amor/ódio se instale entre as três. Felicity com a sua mente inventiva, fará a vida negra a Amy e Effie, mas estas duas senhoras são duras e também não tardará a que consigam compreender Felicity e deste modo adoptar a melhor forma de a "educar" convenientemente. 
Toda a gente conhece o mau feitio e rebeldia de Felicity e que melhor cartão de visita as irmãs podiam arranjar do que mostrar a toda a sociedade de que conseguem educar alguém como Felicity? Pois... Colocar Felicity na linha e ainda arranjar-lhe alguém para casar, será, no mínimo, uma missão hercúlea que nos fará soltar muitas gargalhadas e ficar sempre a torcer para que, apesar dos esforços, elas não consigam mudar muito o feitio maravilhoso e espontâneo da nossa rebelde Felicity. Foram mulheres como ela que ajudaram a mudar as mentalidades tacanhas e as sociedades fechadas e rígidas. Temos que louvar os maus feitios e a rebeldia ;).
Gostava de falar da nossa personagem masculina, Charles Ravenswood, que fará toda a diferença no processo de educação de Felicity, mas prefiro que o conheçam pessoalmente, porque é absolutamente adorável a forma como aos poucos ele vai tomando parte, sem saber e sem se aperceber, da mudança daquela que ele nunca podia pensar que fosse apenas mais uma miúda armada em maria-rapaz.
Recomendo!

29/05/2019

Saída de Emergência | Está Tudo F*dido | Mark Manson

Depois do sucesso de A Arte Subtil de Dizer que se F*da com mais de 500 dias no TOP de vendas nacional e com mais de 90 mil livros vendidos, Mark Manson diz: Está tudo F*dido, um livro que nos desafia a olhar para o mundo com outros olhos.


Vivemos numa época estranha. Apesar de termos mais liberdade, saúde e riqueza do que em qualquer outra época da história, tudo à nossa volta parece terrivelmente f*dido: aquecimento global, queda de governos, economias em colapso e todos permanentemente ofendidos nas redes sociais. Temos acesso a tecnologia, a educação e a formas de comunicar que os nossos antepassados nem sequer imaginavam, mas ainda assim sentimos uma esmagadora desesperança. Afinal, o que é que se passa connosco?

Com a sua habitual mistura de erudição e humor e com base em investigação psicológica e na sabedoria intemporal de filósofos como Platão e Nietzsche, o autor disseca a política e a religião e mostra como as duas se tornaram desconfortavelmente semelhantes. Analisa, ainda, a nossa relação com o dinheiro, o entretenimento, e a internet, desafiando as definições de fé, felicidade e até da própria esperança.